Crítica: Lola Montes (1955)

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Lola Montes foi o primeiro filme a cores do diretor alemão Max Ophüls e também foi o último de sua carreira, pois em 1957 sua vida chegou ao fim em decorrência de um infarto. Por incrível que pareça, este foi um daqueles desastres comerciais gigantescos, praticamente levando os produtores a falência. O fato é que ao longo dos anos ele foi sendo cada vez mais apreciado e hoje é considerado obrigatório para quem quer aprender um pouco mais sobre o cinema, principalmente por possuir em cada frame a marca do talentoso diretor.

A história mostra Lola Montes, uma cortesã que virou uma atração de circo e é conhecida como “a mulher mais infame do mundo”. Flashbacks apresentam momentos importantes da vida dela, que teve relações com pessoas famosas e outras nem tanto, como um rei da Bavária e um soldado qualquer.

Visualmente temos aqui uma experiência realmente empolgante, cheia de cores, cheia de vida. É criada uma atmosfera barroca, que conta ainda com a marca registrada do diretor: movimentos de câmera que passeiam pelos cenários de maneira envolvente, técnica que influenciou nomes como Stanley Kubrick.

Críticos costumam descer a lenha na atuação de Martine Carol, por sua inexpressividade, mas acredito que ela fez um trabalho decente, jamais comprometendo o resultado final deste belo e marcante filme.
8/10

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