Crítica: Paixão Inocente (Breathe In, 2013)

paixao-inocente-2013Paixão Inocente pode não trabalhar com um tema exatamente original, mas o filme consegue evitar alguns dos clichês do gênero e ainda adiciona bastante sensibilidade em algumas cenas.

Sophie é uma intercambista que sai da Inglaterra para viver uma experiência diferente na região de Nova Iorque. Ela é acolhida por uma família composta por um casal e uma filha de 18 anos, praticamente a mesma idade de Sophie. Keith dá aulas de música em um colégio, porém não se sente um professor. Rapidamente percebemos que algo acontece entre Keith e Sophie, principalmente pelos olhares que trocam, mas eles evitam qualquer tipo de contato. Até quando?

Sophie vai estudar neste mesmo colégio e quando a garota demonstra todo o seu talento no piano, Keith passa a sentir algo ainda mais forte por ela.

Quando digo que o filme foge dos clichês, me refiro principalmente a composição da personagem Sophie. Ela não é uma femme fatale e nem uma Lolita. Não. Ela é uma garota culta, que gosta de ler e de tocar piano, que age naturalmente e está em processo de amadurecimento.

Apesar de algumas sequências serem um tanto previsíveis e o final descambar para o moralismo, Paixão Inocente investe de maneira envolvente em um romance capaz de gerar uma infinidade de problemas para uma família, contando com cenas poéticas, donas de uma bela fotografia e uma trilha sonora que utiliza música clássica com sabedoria.

Grande pequeno filme.

Nota: 8.5

2 comentários sobre “Crítica: Paixão Inocente (Breathe In, 2013)

  1. Também gostei bastante do filme, especialmente por levar longe (ou mesmo sugerir, como no terço final) as consequências irreparáveis que o envolvimento dos protagonistas pode causar aos que estão em volta, especialmente à família do personagem de Guy Pearce. Gosto da solução final por ela ser fiel em mostrar que, apesar de nossos desejos particulares, somos presos às responsabilidades que criamos durante vários anos de nossas vidas com outras pessoas. É um fim amargo, pouco conciliador, e por isso mesmo forte.

    1. bom te ver por aqui, Mateus! gostaria que o final tomasse outro rumo, mas o que você diz faz todo o sentido. no geral, achei excelente, para mim foi uma enorme surpresa.

      Abraços.

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