Crítica: Boyhood (2014)

boyhood

Não é todo dia que temos o prazer de embarcar em uma experiência cinematográfica do nível de Boyhood. Este filme é um daqueles casos em que uma ideia ambiciosa é trabalhada de maneira quase perfeita, gerando algo que pode ser considerado clássico desde o nascimento.

O diretor Richard Linklater, famoso pela trilogia Antes do Amanhecer, Antes do Pôr-do-Sol e Antes da Meia-Noite, investiu 12 anos na produção de Boyhood, filmando alguns dias por ano e o resultado é dos mais incríveis. Assistimos na tela o crescimento e amadurecimento do personagem principal, além da inevitável passagem do tempo.

Existe algo de belo em acompanhar o desenvolvimento de um personagem dessa forma. Sentimos que realmente conhecemos Mason e compartilhamos suas experiências. As sequências mostram momentos importantes da vida de Mason e sua família, sem exageros, sem excesso de dramas, da maneira mais natural possível. É um retrato da vida como ela é. Impossível não se identificar com um garotinho assistindo a Dragon Ball Z, discutindo Star Wars com o pai, acampando, vendo revistas proibidas para menores, experimentando álcool e descobrindo, aos poucos, seu potencial para uma profissão.

A atuação de Ellar Coltrane é fabulosa. Linklater teve um pouco de sorte aí. Imaginem se o garoto se transforma em um ator ruim ao longo do tempo?

Em nenhum momento vemos letreiros indicando em que ano estamos. Podemos adivinhar isso com alguns elementos, como a trilha sonora, que conta com Coldplay, Weezer, Daft Punk, Gnarls Barkley e Phoenix e certos acontecimentos, como as eleições presidenciais, a fama da Lady Gaga, o lançamento de um livro do Harry Potter e assim por diante.

Boyhood permite inúmeras reflexões sobre a vida, sobre quão rápido o tempo passa e sobre a importância e influência que podemos ter sobre os outros.

Torço para que esse projeto continue. Seria possível filmar a vida desta família pelos próximos 12 anos? Quem sabe…

6 comentários sobre “Crítica: Boyhood (2014)

  1. Esse filme agrada, não pesa, entretém, mesmo sendo longo. Tampouco aborrece, já que não acontecem coisas ultraespetaculares, apenas a vida de um garoto comum.

    Mais do que uma continuação, acho que seria legal ver um GIRLHOOD…

      1. Pra dizer a verdade, achei Lorelei a melhor coisa do filme enquanto ela era criança. Muito esperta e engraçada. Mas assim como Mason, depois que cresceu, ficou meio apagada…

  2. Lamento muito que “Boyhood” tenha tido uma distribuição tão péssima nos cinemas brasileiros. Uma pena mesmo, porque quero muito assistir ao filme. Acho que a proposta de Linklater aqui é das mais interessantes.

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