Crítica: O Juiz (The Judge, 2014)

o-juiz-the-judge-2014Mais do que um filme de tribunal, O Juiz é sobre o difícil e sempre interessante relacionamento entre o pai cabeça-dura e o filho que deixou a terra natal para ser um advogado de sucesso em uma cidade grande. Ao saber da morte da mãe, Hank volta até a sua pequena cidade para o funeral e para rever os familiares. Fica claro que a relação dele com o pai (que é o juiz do título) é bem conturbada, com mágoas do passado ainda não superadas. Uma chance para isso acontecer surge de maneira improvável: o juiz é acusado de cometer um crime e sentará no banco dos réus tendo como o defensor o próprio filho. As cenas de tribunal são eficientes, mas o ponto alto está na interação entre Robert Duvall e Robert Downey Jr., dois atores extremamente talentosos. Não faltam momentos impactantes capazes de emocionar de maneira honesta. Existem certas incongruências aqui e ali, além de alguns personagens e situações desnecessárias, nada que atrapalhe o resultado final. O Juiz tem quase 2 horas e 20 minutos e nem sentimos. É uma experiência cinematográfica capaz de agradar a quase qualquer tipo de público. Para ficar ainda melhor, conta com uma cena final das mais bonitas que o cinema produziu em 2014.
[8.5]

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3 comentários sobre “Crítica: O Juiz (The Judge, 2014)

  1. Já eu achei o tempo um pouuuuuuquinho longo só. Não gostei tanto assim dele, mas existe um valor na relação entre pai e filho ali que vemos em poucas produções atuais.

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