Crítica: Todos os Dias (Everyday, 2012)

every-day-2012-005_cmykO diretor Michael Winterbottom teve a ideia de acompanhar seus atores por 5 anos, realizando as filmagens durante alguns dias por ano. A ideia é interessante, mas faltou ambição e qualidade no roteiro. Em 5 anos os atores nem aparentam envelhecer tanto assim, por tanto a noção de passagem do tempo tem um impacto muito pequeno. Para piorar, a trama é das mais rasas. Não existem acontecimentos dignos de nota. Simplesmente, somos apresentados a uma família cujo pai passa cerca de 4 anos numa prisão e de vez em quando eles vão visitá-lo. Tudo o que vemos são as as crianças comendo, correndo de um lado para o outro e abraçando o pai. Não fui capaz de me importar com nenhum personagem. Mesmo curto, o filme é entediante, pois nada de relevante acontece. De ponto positivo só mesmo a trilha sonora. Michael Winterbottom não é Richard Linklater. Everyday vai cair no esquecimento e Boyhood entrará para a história.
[5.0]

3 comentários sobre “Crítica: Todos os Dias (Everyday, 2012)

  1. Michael Winterbottom pode não ser um Richard Linklater, mas ele é um diretor muito interessante, com uma estética bem particular. Gostei do conceito do filme, que, como você bem lembra, remete um pouco ao que Linklater fez em “Boyhood”. E foi justamente esse conceito que me deixou curiosa em relação a esse filme.

    1. pois é, pelo comentário que eu fiz parece que eu não gosto do winterbottom, mas não é verdade. só que se for comparar este filme com boyhood… é covardia!

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