Crítica: Whiplash: Em Busca da Perfeição (2014)

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Andrew tem um objetivo claro na vida: ser um dos melhores bateristas de todos os tempos. O desejo é ambicioso, mas ele está pronto para fazer de tudo para alcançar este sonho. Sangue, suor e lágrimas não vão faltar. Ele estuda em um prestigiado conservatório, onde recebe a honra de fazer parte da banda do professor Fletcher, que é simplesmente o cara mais respeitado em toda a instituição. Respeitado e temido. Quando Fletcher entra na sala todos ficam em silêncio e olhando para baixo, torcendo para não serem alvo de seus métodos abusivos, mas também torcendo para serem reconhecidos por ele. Andrew cai nas garras de Fletcher, que vai atormentá-lo de todas as maneiras possíveis. E é aí que começamos a pensar um pouco sobre o filme. Justifica-se utilizar meios maquiavélicos para lapidar um diamante bruto? Existe um limite? O filme ainda aborda outros temas relacionados a arte, com o fato de que muitas vezes algo tão requintado como o jazz não recebe o valor que merece, afinal muitos pais preferiam ver seus filhos jogando futebol americano ou algo do gênero. Whiplash é bem mais profundo do que aparenta. Mas é claro que ele será lembrado pelo embate psicológico entre os dois fascinantes personagens, a tensão quase palpável em cada cena e o final absolutamente empolgante. O ano começa muito bem para o cinema!
[9.0]

4 comentários sobre “Crítica: Whiplash: Em Busca da Perfeição (2014)

  1. Estou muito ansiosa para conferir esse filme, mas acho difícil estrear na minha cidade, infelizmente.

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