Crítica: Foxcatcher (2014)

FOXCATCHER

Baseado em acontecimentos reais (que eu desconhecia), Foxcatcher mostra a aproximação do bilionário John du Pont com Mark Shultz, um medalhista olímpico. A ideia de John du Pont era, basicamente, comprar o time de luta olímpica americano, fazer os atletas utilizarem suas instalações para treinar e entrar para a história como alguém que colaborou para a conquista de uma medalha de ouro. Bem, para a história ele entrou, só que provavelmente não do jeito que gostaria.

Foxcatcher possui um ritmo lento, porém nunca se torna cansativo. A presença do personagem John du Pont transforma cada cena em uma experiência angustiante, pois percebemos claramente que há algo de errado com ele. Steve Carell merece todos os elogios por cada detalhe da composição deste personagem, incluindo aí a voz peculiar, o fato de manter a cabeça inclinada para transmitir um ar de superioridade e pelos conflitos psicológicos que parecem consumi-lo aos poucos. John du Pont é daquelas pessoas que acha que o dinheiro pode comprar absolutamente tudo. Ele fica cada vez mais imprevisível e nós ficamos cada vez mais apreensivos. Até onde John du Pont pode chegar para ter suas vontades realizadas?

Mark Ruffalo e Channing Tatum também estão ótimosEles interpretam irmãos com personalidades bem distintas, mas igualmente interessantes. Uma pena a Academia não ter reconhecido Tatum, um ator intenso, com potencial para melhorar cada vez mais.

Este não é um filme de esporte para nos inspirar. O que ele faz é nos tirar da nossa zona de conforto e nos deixar agoniados, com a impressão de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento. Não se surpreenda se você gostar bastante de Foxcatcher e mesmo assim não ter a intenção de revê-lo tão cedo.
[9.5]

3 comentários sobre “Crítica: Foxcatcher (2014)

  1. “Foxcatcher”, infelizmente, não estreou na minha cidade ainda. Mas, estou muito curiosa em relação a essa obra, que me parece ser bem intensa. Também desconhecia os fatos reais nos quais se baseiam o filme.

  2. É um ótimo filme mesmo, também gostei bastante e não quero revê-lo por agora, rs. O trio principal está impressionante e tudo funciona bem. Pena que a Academia não o reconheceu para colocar entre os indicados a Melhor Filme.

  3. Acho que o trio principal é o que carrega o filme e atuação de Carell é impressionante e assustadora.

    Só não gostei tanto dele assim, achei bastante lento hehehe

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