Crítica: O Jogo da Imitação (2014)

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Durante a Segunda Guerra Mundial os alemães se comunicavam através de um código chamado “enigma”, que era considerado impossível de ser decifrado. Após sofrerem muitas perdas materiais e humanas, os ingleses decidiram formar um grupo para tentar quebrar o tal o código e, assim, mudar os rumos do conflito.

O Jogo da Imitação tem como personagem principal Alan Turing, notável matemático e considerado o pai da computação. O filme mostra três momentos diferentes da vida dele: a adolescência – quando começava a descobrir suas inclinações sexuais -, o período da guerra e a luta para decifrar “enigma” e alguns anos depois, quando Turing foi acusado de indecência pela lei inglesa, por ser homossexual.

Cada período possui sua particularidade e os três funcionam muito bem em termos dramáticos, mas o destaque fica mesmo para o período da guerra e a missão quase impossível que coube ao grupo liderado por Turing. 

Alan Turing tinha uma personalidade um tanto peculiar e Benedict Cumberbatch foi muito feliz na composição do personagem. Turing era um gênio que não sabia interagir normalmente com o mundo à sua volta, algo que garante algumas boas cena de humor e outras em que o lado emotivo toma conta.

Temos aqui um filme dinâmico e sempre interessante e que cumpre o papel de deixar devidamente registrada a importância de Turing, não só para a vitória aliada na guerra, mas também para o mundo informatizado em que vivemos hoje.
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12 comentários sobre “Crítica: O Jogo da Imitação (2014)

  1. Acho que ainda não assisti nenhuma comédia feita pelo Benedict Cumberbatch; se ele for capaz de nos fazer rir como é capaz de nos intimidar e emocionar, poderá ser considerado um dos mais versáteis atores atuais. Quero muito ver “O Jogo da Imitação”!

  2. Seu Benedito está ótimo no papel… tá, lembra um pouco o Sherlock que ele faz na série mas não deixa de estar ótimo. Não sei se vai ter muitas chances no Oscar, mas dentre os indicados a melhor filme é um dos mais ‘acessíveis’

  3. Benedict Cumberbatch está muito bem no papel e o filme é bem resolvido no geral, mas acho que a parte do passado não funciona tão bem, fica muito didático, poderia ser mais sutil e orgânico junto com o foco do filme.

    1. eu gostei das três partes… ajudou a desenvolver o personagem. mas realmente, talvez o resultado fosse ainda melhor se encontrassem uma maneira mais sutil de apresentá-lo como um todo

  4. “O Jogo da Imitação” é o que eu classificaria como filme acadêmico. Direção certinha, roteiro certinho, atuações certinhas. Era certo que teria sucesso no Oscar!

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