Crítica: Relatos Selvagens (2014)

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Estava pensando em que nota dar para ‘Relatos Selvagens‘, filme argentino indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e cheguei a conclusão de que se trata de um trabalho merecedor de um 10. Os motivos para esta nota máxima são vários. Durante duas horas vivi uma experiência cinematográfica incrível, envolvente, extremamente empolgante, visceral e recheada de um humor negro e inteligente. É daqueles raros casos em que você nem percebe o tempo passando e torce para durar um pouquinho mais.

O filme é uma antologia. São 6 pequenas histórias independentes que possuem um mesmo objetivo: mostrar a que ponto o ser humano pode chegar quando a raiva toma conta e o desejo de vingança é maior do que tudo.

Acho desnecessário exemplificar cada uma delas, basta dizer que algumas histórias são ótimas e outras são absolutamente extraordinárias. Se for para escolher uma preferida, acredito que seja a do casamento apocalíptico cuja foto ilustra o post.

Temos aqui situações rotineiras que são levadas até as últimas consequências. Exageradas, sim. Impossíveis? Nos dia de hoje, parece-me que não. Prepare-se para uma enxurrada de emoções e para rir em momentos inesperados.

Apesar do cinema brasileiro viver um ótimo momento, ele fica um tanto empalidecido quando o comparamos com obras como ‘O Segredo dos Seus Olhos‘ e este maravilhoso ‘Relatos Selvagens‘. Viva o cinema argentino!

10 comentários sobre “Crítica: Relatos Selvagens (2014)

  1. “Durante duas horas vivi uma experiência cinematográfica incrível, envolvente, extremamente empolgante, visceral e recheada de um humor negro e inteligente.”

    Onde assino?

  2. Sensacional esse filme, tem algumas histórias e algumas cenas inesquecíveis. Realmente o cinema argentino está de parabéns, o brasileiro também tem ótimos filmes mas infelizmente os que chegam no cinema são os que não prestam. Triste isso.

  3. Incrível como no cinema, os argentinos dão surra na gente! Só leio coisas maravilhosas sobre “Relatos Selvagens”. Espero poder ter a chance de conferir!

  4. Fiquei maravilhado com esse filme. O roteiro aliado a uma direção intensa e ousada de Damián Szifron exibe com perfeccionismo o quão somos pequenos e não temos controle nenhum sobre nossas atitudes tal qual pensamos. O rancor de fato existe e é levado eternamente por todos, o que pode nos levar a se questionar se realmente um possível perdão dado foi sincero. O grande acerto do filme foi trabalhar tais fatos de maneira fortemente humorística, pois caso contrário poderia resultar em um filme com um grande potencial de drama psicológico que incomodaria e muito quem o assiste. Com umas pitadas de revanchismo ao estilo Quentin Tarantino, o final abusa positivamente da intensidade, levando todos às gargalhadas por duas razões: A comicidade da cena e o admitir que somos tão ridículos e capazes de fazer exatamente tudo aquilo que o filme mostra (atos nada benevolentes e a aceitação de algumas humilhações). No quesito cinema, a Argentina está dando de 7 a 1 no Brasil.

  5. Um filme incrível, certamente um dos melhores de 2014. Na minha premiação pessoal coloquei ele indicado nas categorias de Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Ricardo Darín), Atriz Coadjuvante (Erica Rivas), Roteiro Original e Edição. Tendo vencido a categoria de Atriz Coadjuvante.

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