Crítica: Memórias do Subdesenvolvimento (1968)

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Com um ínfimo conhecimento sobre o cinema cubano fui assistir a Memórias do Subdesenvolvimento, um dos filmes mais elogiados já produzidos naquele país.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi o estilo bem peculiar que o diretor Tomás Gutiérrez Alea utilizou para contar essa história, misturando ficção e realidade. Tudo se passa na Havana do começo da década de 1960, logo após a revolução socialista e o embargo americano a Cuba. O personagem principal é Sergio, um intelectual alienado por opção. Os familiares dele abandonam o país para tentar uma vida melhor nos Estados Unidos, já Sergio decide ficar e encarar as mudanças sociais da maneira que lhe compete: tecendo críticas a falta de bons produtos nas lojas, observando que o povo está cada vez mais ignorante e buscando diversão no álcool e nas mulheres.

Como podemos ver, Sergio quer viver a vida sem se preocupar.

Memórias do Subdesenvolvimento tem um estética ao mesmo tempo caótica e fascinante. Trata-se de um trabalho um tanto experimental. A opção por mostrar depoimentos de personagens históricos, recortes de jornais e gravações de rádio colabora para que o público consiga imaginar como era viver naquele momento. Demorei um tempinho para me adaptar ao filme, mas quando isso aconteceu passei a aproveitar cada vez mais. Ousado e provocativo, merece ser visto por quem gosta de História e de cinema

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