Resenha de Filme: Os Gritos do Silêncio (1984)

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Vários aspectos de Os Gritos do Silêncio colaboram para fazer dele um filme de guerra perturbador e comovente. Temos aqui uma história baseada em dolorosos fatos reais. Acompanhamos a Guerra Civil do Camboja na perspectiva de um correspondente estrangeiro do New York Times e de um jornalista local. Sydney Schanberg e Dith Pran, mais do que colegas de trabalho, são amigos verdadeiros. Quando o comunista Khmer Vermelho assume o poder e propaga atrocidades por todo o território, os estrangeiros são obrigados a deixar o país. Infelizmente, Dith Pran não consegue sair e vai viver o martírio nas mãos dos seus captores, assim como outros milhões de cambojianos que não se adequavam a ideologia do Khmer.

O filme é dividido em duas partes, sendo que a parte final, totalmente dedicada a Dith Pran, é o grande destaque. Sofremos ao ver Pran enfrentando as agruras da escravidão e torcemos para que ele finalmente consiga escapar. As tentativas de fuga são momentos de verdadeiro suspense e agonia. Tudo isso torna-se ainda mais chocante quando sabemos que o ator Haing S. Ngor teve essas mesmas experiências. Piores, até. Este foi o primeiro trabalho dele no cinema. Não era um ator profissional (era um médico refugiado), mas transmitiu o desespero da situação como poucos conseguiriam.

O diretor Roland Joffé mostra toda essa história de uma maneira bem realista e focando nos personagens. As cenas de conflitos são poucas, mas bem dirigidas. Filme essencial.

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3 comentários sobre “Resenha de Filme: Os Gritos do Silêncio (1984)

  1. A história real do personagem e do ator são realmente impressionantes. É um filme que emociona sem baixar o nível pra exploração de mau gosto. Por que o diretor Joffé caiu tanto ladeira abaixo a partir dos anos 90??

    1. verdade, Gustavo. uma pena o fim trágico que o Haing S. Ngor teve. quanto ao diretor, chega a ser incompreensível. uma verdadeira coleção de bombas depois de gritos do silencio e a missão.

  2. Sei que esse filme é bem respeitado, mas nunca assisti. Roland Jaffé é um diretor que gosta de histórias assim e sua filmografia é permeada de elementos desse tipo.

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