Resenha de Filme: Apocalypse Now (1979)

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Poucos diretores enfrentaram tantos problemas na produção de um filme como Francis Ford Coppola enfrentou ao realizar este épico surreal sobre a Guerra do Vietnã. Teve de tudo: um tufão destruindo um set de filmagem, um animal sacrificado, uma estrela acima do peso e cheia de exigências (Marlon Brando), um ator principal infartando (Martin Sheen) e uma enorme dúvida em relação ao ato final. Apesar de tudo isso, com muita coragem e alguns desentendimentos, Coppola nos entregou um trabalho inesquecível, repleto de sequências que entraram para a História do cinema e que ainda hoje são referências de qualidade.

O capitão Willard recebe uma estranha e perigosa missão. Ele deve embarcar em uma jornada pelo rio Nung, com o objetivo de encontrar e assassinar o Coronel Kurtz, um valioso membro do exército americano que decidiu abandonar suas obrigações militares para viver nos confins do Camboja, local onde lidera uma milícia potencialmente perigosa.

Ao longo do caminho Willard lê o dossiê sobre Kurtz e, aos poucos, começa a admirá-lo. Será que Willard vai conseguir cumprir a missão?

Apocalypse Now é recheado de cenas espetaculares, como o famoso ataque dos helicópteros ao som de Cavalgada das Valquírias e o início com a trilha sonora do The Doors e uma boa dose de napalm. Coppola também não se esquece de mostrar o despreparo e a loucura que acometia boa parte dos soldados americanos, que preferiam atirar para depois perguntar.

Indicado a 8 Oscars, levou melhor fotografia e melhor som. Quem venceu melhor filme em 1980 foi Kramer vs, Kramer. Injusto, claro.

Tal como a própria guerra do Vietnã, Apocalypse Now é brutal, trágico e insano. Uma obra-prima.

5

2 comentários sobre “Resenha de Filme: Apocalypse Now (1979)

  1. Top 5 de todos os tempos pra mim. Como tu disseste, cenas espetaculares seguem umas às outras, mas sem deixar de permitir um aprofundamento psicológico nos personagens. É, digamos, um espetáculo perturbador.

  2. Dos filmes de guerra, sem dúvida, um dos melhores. Gosto da forma como Coppola desvenda seus personagens para a gente. Mas acho que essa obra, infelizmente, envelheceu um pouco, mesmo sem perder parte de seu impacto – especialmente para quem assiste ao filme pela primeira vez!

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