Resenha de filme: A Doce Vida (1960)

La Dolce Vita

Confesso que não sou o maior fã de La Dolce Vita, uma das grandes obras do cineasta italiano Federico Fellini, mas consigo reconhecer suas qualidades. É engraçado. Esta é a terceira vez que assisto ao filme e a cada assistida eu acabo gostando um pouco mais do que vejo. Ainda não o suficiente para considerá-lo uma obra-prima, ressalto.

Em sua duração de quase três horas, o filme é uma junção de grandes sequências entrelaçadas, tendo como personagem principal o colunista social Marcello Rubini. A maior parte destas sequências aborda os temas da alienação, decadência moral, manipulação religiosa, sensacionalismo, entre outros. As mais marcantes para mim, e que realmente considero momentos acima da média, são as cenas em que Marcello passa com o pai e este lendário momento na Fontana de Trevi, ilustrado na foto do post.

A trilha sonora de Nino Rota desempenha um papel muito importante, inclusive com a capacidade de nos deixar um tanto hipnotizados admirando o que vemos. Apesar de considerar La Dolce Vita um pouco cansativo, me encanto profundamente com o estilo e a técnica de Fellini, um diretor capaz de criar cenas repletas de um requinte estético difícil de ser alcançado. É uma pena que não consigo me envolver realmente com os personagens e as situações, com algumas exceções.

Será que ainda me falta bagagem cinéfila para apreciar La Dolce Vita em sua plenitude? O tempo dirá. Certamente será revisto em alguns anos.

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2 comentários sobre “Resenha de filme: A Doce Vida (1960)

  1. Fiz a mesma pergunta que você fez ao final do texto, mas acho que o que me falta é mais experiência de vida. Simplesmente não achei nenhuma revelação desse filme assim tão incrível. Do Fellini, prefiro vários outros…

  2. Querido Bruno, assino embaixo. Admiro a elegância das imagens de FF, amo a música de Nino Rota, mas não me envolvi ou me identifiquei com esses personagens. Nem na primeira vez que assisti, nem recentemente. Não é que me falte experiência de vida, já que estou no meio de minha 6ª década. Talvez me falte conhecimento cinematográfico? Provável. Me envolvi mais com “A Grande beleza”.

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