Crítica: Tigerland (2000)

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Tigerland – A Caminho da Guerra não figura em listas de melhores do gênero, mas este filme possui algumas qualidades que permitem com que ele não seja totalmente esquecido. Apesar da temática batida, do personagem principal exagerado e dos momentos de pieguice, temos aqui uma bela surpresa. A trama mostra um grupo de soldados americanos que se prepara para entrar na Guerra do Vietnã. Eles não enfrentam apenas um treinamento duro, mas também alguns oficiais que são verdadeiros carrascos, além do medo crescente de ir para o outro lado do mundo e talvez não mais voltar. Roland Bozz (Farrell) é um encrenqueiro que parece viver em um mundo paralelo. Ele não respeita as ordens de seus superiores e não se importa com as punições que recebe. Ele desconhece o conceito de hierarquia, aparentemente. Tive alguns problemas em aceitar um personagem com essas atitudes um tanto inverossímeis, mas o fato é que Farrell demonstra tanta energia e força que ficamos fascinados pela rebeldia dele. O título se refere a um local que simula quase todas as condições que os soldados enfrentarão do Vietnã. Trata-se da última parada antes do caos. Joel Schumacher merece créditos por realizar um trabalho competente. Ele acertou em cheio ao utilizar a câmera tremida, fotografia granulada e atores poucos conhecidos, fazendo com que o estilo se aproxime do documentário. Não é um filme essencial, mas os admiradores do gênero não vão se arrepender de conferir.

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