Crítica: Sobre Meninos e Lobos (2003)

Se existe um diretor em atividade que eu admiro muito é Clint Eastwood. Dono de uma vasta carreira, ele foi responsável por filmes memoráveis nos quais a trama e as atuações se destacam de maneira brilhante. É o caso deste perturbador e inesquecível Sobre Meninos e Lobos. O filme tem início com três garotos se divertindo em um subúrbio de Boston até que um deles é sequestrado por quatro dias por homens que se diziam policiais. Fica subentendido que Dave foi violentado por eles, algo que obviamente mudou todo o seu destino. A história avança vários anos e encontramos os três na idade adulta. Uma tragédia envolvendo a família de Jimmy faz com que os três voltem a se reencontrar, claro que em circunstâncias inesperadas. Prefiro não revelar mais detalhes da trama para que a experiência não perca impacto. Sobre Meninos e Lobos possui um roteiro construído com inteligência. As investigações vão revelando cada vez mais surpresas ao mesmo tempo em que os personagens ganham em desenvolvimento. Sean Penn, Tim Robbins e Kevin Bacon entregam performances magistrais, principalmente os dois primeiros. Eastwood nos faz passar aqui por mais de duas horas de angústia e tensão. A melancolia e a desesperança parecem permear cada instante de Sobre Meninos e Lobos, culminando com um final que faz jus a tudo o que vimos antes. Provavelmente, se o filme acabasse uns 5 minutos antes a minha nota seria 10.

Nota: 9

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