Crítica | Bom Comportamento (2017)

Bom Comportamento é um coquetel explosivo do que o cinema do gênero pode oferecer. Com atuação compenetrada de Robert Pattison, uma trilha sonora enérgica e uma câmera sempre atenta dos irmãos Safdie, o filme se revela uma experiência intensa e surpreendente. A premissa não é exatamente original, mas a a abordagem foge do lugar comum. As escolhas do roteiro e dos diretores podem soar estranhas em um primeiro momento, porém elas fazem sentido neste redemoinho caótico de prazer cinéfilo. Basicamente, acompanhamos Connie Nikas tentando arranjar 10 mi dólares para soltar o irmão que foi preso em uma tentativa fracassada de roubo a banco. Apesar de possuir presença de espírito, Connie não é um gênio do crime. Testemunhar seus acertos e erros em uma madrugada insana é de tirar fôlego. Há ainda espaço para uma rápida crítica social aqui. Nem precisava. Bom Comportamento é daqueles filmes diferentes que precisam de um tempo para entrarmos no ritmo. E quando isso acontece, nossa imersão é total.

Nota: 8.5

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