Crítica | Blade Runner 2049

Blade Runner (1982) é um dos melhores filmes de ficção científica de todos os tempos. Sua fama é mundial e eterna. Fazia tempo que uma continuação estava nos planos, mas só agora em 2017 que ela saiu do papel. A difícil tarefa de manter a qualidade do original coube ao talentoso diretor Dennis Villeneuve. Em termos visuais, arrisco dizer que ele superou o trabalho de Ridley Scott. Contando com a colaboração do grande Roger Deakins, Villeneuve nos oferece uma fotografia de beleza única. A longa duração permite que contemplemos com calma suas imagens que são pura arte. Só que um filme precisa ser mais do que isso. Não me senti entediado em nenhum momento graças ao apuro técnico, mas é fato que ele não precisava ter 2 horas e 45 minutos. A história é direta e simples demais para isso. Blade Runner 2049 não permite uma aproximação maior com o seu personagem principal e sua jornada. O filme é frio, sem carga emocional alguma e quase vazio. Uma enorme oportunidade que foi desperdiçada.

Nota: 6

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