Crítica: Cargo (2009)

Inspirando-se em vários filmes do gênero, Cargo tenta ser uma ficção científica de qualidade e não consegue. Muito do que vemos aqui já vimos em trabalhos bem melhores do passado.

No ano de 2667 a Terra deixou de ser habitável. Quem tem condições financeiras segue para Rhea, um planeta semelhante a Terra. Laura faz parte dos tripulantes de uma nave que irá levar uma carga até uma estação próxima a Rhea. São quatro anos de viagem, mas a equipe irá dormir na maior parte do tempo.

Coisas misteriosas começam a acontecer durante a jornada e segredos são revelados. O duro é conseguir entender quem é quem e acreditar nas reviravoltas absurdas. Graças a um roteiro mal elaborado, vemos situações surgindo do nada. Para piorar, somos incapazes de criar qualquer vínculo com os personagens. Entender as motivações deles beira o impossível.

A artificialidade de Cargo é evidente. Talvez o pior exemplo disso seja no romance mais forçado que vi no cinema nos últimos tempos. O único ponto positivo está nos razoáveis efeitos especiais, principalmente se considerarmos o orçamento enxuto.

Arrastado, derivativo e sem inspiração, Cargo tem quase tudo o que eu não quero ver em um filme do gênero.

Nota: 4

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