Crítica | Cortina de Fumaça (1995)

Cortina de Fumaça (Smoke, 1995) é uma daquelas joias um tanto esquecidas do cinema. Com atuações memoráveis de William Hurt, Harold Perrineau, Forrest Whitaker e Stockard Channing, o filme nos delicia com diálogos inteligentes e naturais.

É na tabacaria de Auggie que quase tudo acontece. Auggie tem boas conversas com os seus clientes durante o trabalho e ali conhecemos personagens reais e fáceis de se criar empatia.

Alguns momentos são mais marcantes que os outros. Não há como não destacar a tentativa de aproximação de Rashid Cole com o pai que o abandonou e também o chamado projeto da vida de Auggie.

Neste tal projeto, Auggie tira uma foto do mesmo lugar, na mesma hora, todos os dias. Em um primeiro momento, tudo parece igual. Nada disso. Cada foto possui detalhes diferentes, como a iluminação, o tempo e as pessoas que aparecem. Cada foto é uma história nova. E assim a vida segue.

Cortina de Fumaça é uma experiência honesta e repleta de sensibilidade. Se você gosta de bons diálogos e personagens com uma química enorme, não pode deixar de conferir essa pequena maravilha.

Nota:

– Curiosidade: Giancarlo Esposito (o Gustavo Fring de Breaking Bad) e Jared Harris (Lane Pryce de Mad Men) tem pequenas participações aqui. Quem escolheu o elenco sabia bem o que fazia!

 

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