Game of Thrones: “Walk of Punishment” Crítica

Game of Thrones | 3×03 – Walk of Punishment

Este é mais um daqueles episódios que comprovam a inteligência e habilidade dos criadores de Game of Thrones. Mesmo contando uma história repleta de violência e tensão, há tempo para momentos de humor e de sensibilidade. Melhor episódio da terceira temporada até agora, Walk of Punishment nos fez rir, nos fez temer pelo destino de certos personagens, nos comoveu e terminou com uma cena pra lá de impactante.

Daenerys está mudando e para melhor. A cada episódio sentimos que ela está mais confiante sobre o tipo de rainha que quer ser. Ver os supostos ladrões crucificados mexeu com ela e a fez tomar uma atitude que a princípio pode parecer estranha. Ela prometeu o seu maior dragão em troca de 8 mil imaculados. Mas será mesmo que ela vai se livrar de um de seus filhos assim? Eu não apostaria minhas fichas nisso. Gostei de ver Barristan Selmy elogiando Rhaegar Targaryen, o irmão mais velho de Daenerys. Este é um personagem que eu gostaria de ver representado um dia. Claro, isso só seria possível em um flashback.

Os risos que mencionei nos foram proporcionados principalmente em sequências em Porto Real. O pequeno conselho disputando um lugar ao lado de Tywin na mesa foi hilário. A cara de Tywin vendo tudo isso foi impagável. Que ator espetacular! Outro momento de humor foi com Pod e as prostitutas. O garoto fez o serviço tão bem feito que elas não aceitaram o pagamento. Bronn e Tyrion ficaram impressionados e exigiram os mínimos detalhes. Grande Pod!

Novos personagens e um novo lugar foram apresentados. Trata-se dos familiares de Catelyn em Riverrun. A introdução de Edmure e Peixe Negro não poderia ser melhor. Ver Edmure falhando três vezes em acertar o barco que carregava o corpo do seu pai e o Peixe Negro acertando na primeira, mesmo com o barco lá longe, foi o suficiente para entendermos a dinâmica entre eles. Espero que haja tempo suficiente no enredo para o Peixe Negro ser bem trabalhado como no livro.

Arya e Gendry seguem com Thoros de Myr e a Irmandade Sem Bandeiras. Quem ficou para trás foi Torta Quente, não antes sem dar de presente um bolo em forma de urso para a garota Stark. Belo gesto!

Theon quase foi estuprado por um bando de soldados que o capturaram novamente, mas ele foi salvo por um homem misterioso. Quem é ele e o que ele pretende?

Mas a melhor trama de Walk of Punishment foi mesmo a de Jaime e Brienne. Quando um passante notou os dois e trocou algumas palavras, Jaime alertou Brienne que isso poderia representar um perigo e eles deviam matá-lo. Brienne não deu muito bola a Jaime e um pouco mais a frente no caminho ela percebeu que errou. Os dois foram capturados por um grupo liderado por Vargo Hoat. Jaime ganhou mais profundidade aqui ao convencer Vargo a impedir que Brienne fosse estuprada. Ele realmente estava se importando com o destino dela, o que é surpreendente dadas as suas atitudes na série. Trata-se de um personagem que está mudando. Vargo, querendo mandar uma mensagem para Tywin e por odiar tudo o que Jaime representa, corta a mão do Regicida em uma cena chocante. Parecia que os dois estavam se acertando e que Jaime iria encontrar algum conforto, mas as coisas não funciona assim em Game of Thrones.

Um episódio espetacular que conseguiu abordar quase todos os núcleos de maneira mais do que satisfatória e ainda nos brindou com um final grandioso, com direito a uma música totalmente fora dos padrões do seriado, servindo para potencializar ainda mais a nossa reação diante da cena.

Brilhante.

Nota: 9.4

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