Game of Thrones: “The Climb” Crítica

Game of Thrones | 3×06 – The Climb

Não é só de batalhas que é feito o jogo dos tronos. As estratégias para se conquistar e se manter no poder envolvem também casamentos, traições e até misticismo. O momento mais empolgante deste episódio provavelmente foi a angustiante escalada da muralha pelos selvagens, mas os destaques foram os diálogos extremamente bem escritos.

Colocar frente a frente os ardilosos Tywin e Lady Olenna nos proporcionou uma batalha de ideias. Apesar do raciocínio acima da média de Olenna, ela não conseguiu o que pretendia. Coitada de Sansa, que estava animada com o casamento com Sor Loras. Agora ela terá que casar com o anão. Ela pode estar triste, mas nos sabemos que ela não terá muito o que temer em relação a Tyrion.

O martírio de Theon está ainda no começo. E que cena visceral foi aquela? Theon está compreendendo que está diante de um sádico sem limites. Mas ele ainda não entendeu quem é o seu torturador e nem porque ele está fazendo isso. As respostas virão.

Perceberam a ironia nas palavras ditas pelos enviados de Frey para Robb? Será que Robb não desconfia de nada? Parece difícil o Lorde Frey perdoar Robb e ainda por cima ajudá-lo recebendo em troca o casamento de uma de suas inúmeras filhas com o Edmure.

A sequência com Bran não adicionou basicamente nada para a trama. Meera Reed e Osha discutiram enquanto tiravam a pele de um coelho e depois fizeram as pazes. Grande coisa.

Jaime é refém de Roose Bolton, mas este está se mostrando respeitoso com o regicida. Existem intenções misteriosas por trás disso, não há dúvidas.

Algo mais importante ocorreu com a Irmandade sem Bandeiras. Eles concordaram em vender Gendry para Melisandre. O que a feiticeira vermelha pretende com um bastardo?

The Climb nos presenteou com diálogos inteligentes e um avanço cadenciado na maioria dos núcleos. Estamos conseguindo entender para onde as coisas estão rumando nessa terceira temporada. O caminho pode ser um pouco lento se compararmos com o que acontece com a maioria dos seriados, mas aí está o diferencial de Game of Thrones. Não há pressa para desenvolver e aprofundar a história e com isso podemos aproveitar uma experiência que fica cada vez mais rica.

O episódio terminou de uma maneira não muito comum no seriado. Não houve uma cena violenta ou um cliffhanger surpreendente. Não. O que vimos foi um momento de extrema beleza e sensibilidade em que Jon Snow e Ygritte se beijam no topo da muralha. Foi mais do que suficiente para encerrar com chave de ouro.

Nota: 8

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