Iron Maiden sempre foi uma das minhas bandas preferidas. Em uma época específica, era A minha banda. Sabe quando a gente tinha que ir na loja e comprar CDS? Então. Quando ouvi a coletânea Best of the Beast foi amor a primeira vista.

Mas o meu lado metaleiro foi se enfraquecendo ao longo dos anos. E de vez em quando ele volta à tona, geralmente quando algum show desse porte dá o ar da graça em minha cidade.

Como já tinha visto os caras ao vivo no começo dos anos 2000 em São Paulo não fiz tanta questão de chegar cedo na pedreira para pegar um bom lugar. E me ferrei.

Às 20:00 cheguei e me deparei com uma fila brutal. Ela dava tantas voltas nas ruelas próximas a Pedreira que pensei que não conseguiria entrar em tempo.

As 20:59 consegui entrar e pontualmente as 21:00 Bruce Dickinson, Steve Harris, Dave Murray, Adrian Smith, Janick Gers e Nicko McBrain começaram o show.

E o show foi foda. Mandaram três músicas do ótimo álbum Senjutsu e depois aquela porrada de clássicos.

Mas devo dizer que eu estava espremido como uma sardinha e vendo apenas metade do palco. Pois é. Fiquei naquela maldita rampa da Pedreira e simplesmente não tinha como avançar mais.

E quando tentavam passar por fim eu não deixava. Isso até um cara de quase dois metros se aproximar. Educadamente eu disse para ele que não tinha espaço. E ele disse: tem sim. E realmente, para ele teve. Hahaha

E ali onde eu estava o som chegava baixo e galera não estava tão empolgada. Senti uma certa frieza do público, exceto em músicas como Number of the Beast e Fear of the Dark.

De qualquer forma, foi um espetáculo com ares teatrais. O palco mudava a cada música e ajudava na imersão. Bruce Dickinson está envelhecendo como vinho. Ele está correndo um pouco menos, mas isso está fazendo ele cantar com mais pulmão.

Não é à toa que o Iron Maiden é uma das bandas mais influentes do metal e deu para ver que ainda tem alguns bons anos de estrada pela frente.

Os velhinho são zica.