Autor: bruno knott

Review: Game of Thrones 5×07 – The Gift

game-of-thrones-the-gift

Mesmo o mais fervoroso fã de Game of Thrones deve admitir que essa quinta temporada é a mais fraca até o momento. Eu estava um tanto temeroso quanto ao futuro do seriado, mas finalmente tivemos um bom episódio, que funcionou muito bem por si só e também para preparar as coisas para o restante da temporada.

Algumas sequências soaram um tanto forçadas e pouco inspiradas, como Bronn na prisão e até mesmo Sam e Gilly, mas de resto deu para notar que a trama ganhou muita força, prometendo momentos de impactado em breve.

A construção da cena de Cersei, Margaery e o alto septão foi incrível. Cersei parecia no total controle da situação, inclusive fazendo comentários irônicos para Margaery, até que as coisas mudam completamente e ela acaba presa. O septão parece não perdoar ninguém.

É inegável que o ponto alto do episódio foi o encontro entre Tyrion, Jorah e Daenerys. Muita coisa pode resultar dessa união. Será que a rainha dos dragões vai acolher o anão e perdoar Jorah? Ela realmente precisa de alguém como Tyrion para lhe indicar o caminho certo, já que ela parece um tanto perdida no governo de Meereen.

Agora sim. Estamos diante de intrigas que se forem bem trabalhadas podem gerar sequências grandiosas. Finalmente, o seriado voltou a empolgar!

298

Crítica: O Pranto de um Ídolo (1963)

this-sporting-life-1963

Um dos filmes mais famosos da new wave britânica, O Pranto de um Ídolo se utiliza de um longo flashback para contar a maior parte de sua história. Após tomar um soco no meio da cara e ter alguns dentes quebrados, o jogador de rúgbi Frank Machin faz uma consulta de emergência no dentista, onde é anestesiado com gás e começa a se lembrar de momentos importantes de sua vida. Apesar de não ter me envolvido tanto com o filme, não posso negar que ele possui algumas qualidades, como o fato de nos apresentar a um atormentado personagem principal e de temperar boa parte das cenas com grandes doses de intensidade. Não só as sequências de rúgbi são repletas de arrojo, mas também as interações de Frank com outros personagens, principalmente com Margaret, dona da casa onde ele vive de aluguel. O roteiro de O Pranto de um Ídolo também se mostra inteligente e corajoso ao trabalhar com alguns simbolismos. Há quem elogie e muito o desfecho, que considerei exagerado, assim como a duração de 2 horas e 15 minutos. Fica bem atrás de Tudo Começou num Sábado em termos de qualidade.

296

Crítica: Ex Machina (2015)

ex-machina-2015

Exemplares de ficção científica que trabalham de maneira instigante com ideias promissoras tem um lugar especial no meu coração. É o caso desta ótima surpresa Ex Machina. Dirigido pelo estreante Alex Garland (que assinou os roteiros de Extermínio e Dredd), o filme se passa em um futuro não muito distante. O enredo mostra Caleb, um programador de uma empresa, ganhando uma ‘loteria’ cujo prêmio é um tanto diferente. Ele recebe o direito de ir até a isolada propriedade de Nathan, o excêntrico dono da empresa, para participar de um teste do turing. Através de interações diárias com o robô criado por Nathan, Caleb deve julgar se a máquina que está a sua frente pode se passar por um humano. É certo que o tema da inteligência artificial já foi utilizado anteriormente, mas poucas vezes ele fascinou tanto como aqui. Será que essa máquina é capaz de sentir ou ela apenas foi programada para parecer ter sentimentos? Essa e outras reflexões sobre os avanços da tecnologia são impulsionadas pelo roteiro inteligente. Além disso, o clima de suspense, a imprevisibilidade e algumas reviravoltas agradam bastante. Com uma trilha sonora hipnotizante, o ato final é daquelas experiências inesquecíveis e impactantes. Grande filme!

5

Crítica: Silverado (1985)

silverado-1985

Apesar de não oferecer nada de novo para o gênero, Silverado trata o Velho-Oeste com respeito. Contando com um sólido elenco e uma história simples e eficiente, o filme agrada na maior parte do tempo. A primeira metade é um pouco mais leve, com tempo para várias situações que puxam para o lado cômico, já do meio para o fim as coisas ficam mais sérias e mortais. Não vou negar que Silverado possui momentos um pouco arrastados e previsíveis, mas isso é compensado pelo fato de sermos brindados com boas doses de nostalgia e ação. O diretor e roteirista Lawrence Kasdan parece ter tido a intenção de nos fazer lembrar de como esse gênero pode ser divertido. Curiosidade: o filme recebeu duas indicações ao Oscar de 1986, melhor som e melhor trilha sonora. 3-stars-out-of-5

Crítica: Flash 1×22 – Rogue Air

flash-1x22-rogue-air

O penúltimo episódio desta primeira temporada de Flash nos apresenta a uma interessante discussão sobre a índole de Barry, traz o Arqueiro para participar e ainda chega a diversos momentos muito aguardados, como a (provável) derrota do Flash Reverso e Iris finalmente escutando a voz do seu coração.

Foi tanta coisa interessante que parecia um season finale!

Uma coisa que me chamou muito a atenção aqui foi a comparação do tipo de herói que é Flash e que é o Arqueiro. Barry bolou um plano moralmente questionável para fazer o transporte dos meta-humanos. Ele foi atrás do vilão Snart para ajudá-lo. É claro que Snart quis algo em troca e Barry aceitou fazer, para indignação de Joe.

Barry recebeu críticas por ter tentado dar uma de malandro, mas para mim ele foi ingênuo ao achar que Snart iria cumprir o que prometeu. Aí que está um dos problemas do nosso herói. Ele acredita que qualquer um pode fazer o bem.

Flash sozinho não iria conseguir derrotar o Flash Reverso, por isso Oliver e Ronnie apareceram para salvar o dia. O trabalho em equipe costuma ser mais efetivo nesses casos mesmo. É sempre bacana ver Flash e o Arqueiro em cena juntos e dessa vez não foi diferente, apesar do foco ter sido apenas na ação.

O problema da vez é o fato do acelerador de partículas ter sido novamente ligado. Qual o plano para pará-lo e evitar mais uma catástrofe?

A conferir.

4-out-of-5-stars1

Teatro: O Auto da Compadecida

auto-da-compadecida

Está em cartaz no teatro Lala Schneider (Curitiba-PR) a peça o ‘Auto da Compadecida’, de Ariano Suassuna. Você pode conferir o espetáculo até o dia 31 de maio. Se eu fosse você, não deixaria essa oportunidade passar.

Com direção de Marino Jr e contando com nomes como João Luiz Fiani, Alisson Diniz, Ingrid Bozza e Lucas Cardoso no elenco, trata-se de um espetáculo cativante, recheado de humor e surpresas e que sabe trabalhar muito bem com certos dogmas da igreja católica.

Fazia tempo que não via um elenco tão inspirado! Os diálogos rápidos e o dinamismo da obra foram desafios vencidos com muito talento. João Grilo e Chicó formam uma dupla um tanto quixotesca e fascinante. Marino Jr e Lucas Cardoso parecem que estavam ligados no 220v.

O enredo simples e direto mostra a morte do cachorro da mulher do padeiro e a avareza do padre, do bispo, de João Grilo… culminando em um julgamento por Deus e pelo Diabo.

Apesar de fiel ao material original, sobra espaço para um pouco do improviso inspirado que todos gostamos.

Eis aqui uma prova de que o texto de Suassuna mantém a força e que, aliado a atores de talento, é capaz de lotar empolgadas salas de teatro pelo Brasil.

5-estrelas

Crítica: Tudo Começou Num Sábado (1960)

saturday-night-and-sunday-morning-1960

Um dos exemplares mais importantes da New Wave britânica, Tudo Começou num Sábado é um mergulho autêntico no modo de vida de boa parte da classe trabalhadora daquele período. Arthur, o inconsequente e arrogante personagem principal, só quer saber de três coisas: trabalho, cerveja e mulheres. Para ele, isso é aproveitar a vida e “o resto é propaganda”. Ele acaba se envolvendo com uma mulher casada e ainda por cima a engravida, o que gera discussões um tanto ousadas sobre aborto. É um tanto difícil criar empatia por Arthur, mas não dá para negar que se trata de um personagem capaz de fascinar. Que o diga o público inglês da década de 1960, que lotou as salas de cinema para conferir de perto este autêntico anti-herói.

4-out-of-5-stars1