Crítica | Operação Overlord (2018)

Adicionar um lado sobrenatural envolvendo zumbis na Segunda Guerra poderia render uma ótima experiência, mas não foi o caso com Overlord. Ainda que o filme possua um início dos mais intensos, no qual testemunhamos o caos de sobrevoar a Europa dominada pelos alemães momentos antes do Dia D, as cenas de ação se tornam protocolares e a trama peca por não explorar satisfatoriamente a intrigante premissa.

Um pequeno grupo de soldados americanos tem a missão de destruir uma torre em uma pequena cidade francesa, mas chegando lá eles descobrem que experimentos científicos preocupantes são realizados pelos insanos nazistas. Um tipo de soro é capaz de reviver os mortos e de transformá-los em seres letais no campo de batalha. Haverá tempo e condições para os soldados americanos extrapolarem o objetivo da missão e fazerem algo em relação a essas experiencias?

Overlord começa empolgante e dá indícios de que iria trabalhar o horror com qualidade, mas acaba ficando cada vez mais sem graça. O roteiro não aproveita a ideia dos zumbis como deveria e muito pouco tempo é investido neles. O suspense praticamente não existe e o pseudo gore passa longe de causar aflição. Os personagens rasos e seus diálogos pouco interessantes nos deixam ainda menos investidos na história, que ainda por cima insiste em um clichezento confronto final entre o herói e o vilão.

Nota: 6

Anúncios

Crítica | Missão: Impossível – Efeito Fallout (2018)

Dentre os diversos gêneros que o cinema contempla, o de ação está longe de ser um dos meus favoritos. Mesmo assim, quando estou diante de exemplares realmente bons não vejo o menor problema em exaltá-los. John Wick, Mad Max: Fury Road e The Raid são provas cabais de que ainda é possível fazer algo bem acima da média dentro do gênero. Missão: Impossível – Efeito Fallout pode se juntar a esse grande time.

Mesmo se você redobrar a atenção e fazer de tudo para absorver as reviravoltas e surpresas da trama, é possível experimentar um pouco de confusão. Sabe aqueles diálogos rápidos repletos de informações e com nomes de personagens que você não tem muita certeza de quem são? Pois é. De qualquer forma, isso atrapalha pouco a nossa experiência. O destaque é obviamente a ação.

As cenas de ação de Missão: Impossível – Efeito Fallout são o estado da arte. O filme é uma junção de diversas sequências de ação, uma mais empolgante e impressionante que a outra. Existem coreografias inspiradas de lutas, perseguições insanas de carro e em telhados e até no ar, tudo isso com movimentos de câmera que potencializam o que vemos. E não podemos esquecer o absurdo fato de que Tom Cruise novamente não precisou de dublê. É surreal um ator desse quilate literalmente encarar a morte para engrandecer o resultado final.

É claro que ele gosta da adrenalina, mas tenho certeza que ele também pensa no público. Saber que o próprio ator faz tudo aquilo que vemos aumenta ainda mais a tensão e o entretenimento.

Outro aspecto que colabora para o filme funcionar tão bem são as bem humoradas interações dos personagens. Os diálogos engraçados estão presentes em doses precisas, sem exageros. É realmente difícil não se divertir aqui. Talvez a duração não precisasse passar de duas horas, mas consigo entender a ambição dos produtores e do diretor.

Se você é fã do gênero, provavelmente irá saborear uma grande quantidade de prazer cinéfilo. Se você não é muito chegado em ação, não hesite em dar uma chance.

Nota: 8

Crítica | Buscando… (Searching, 2018)

Toda a trama de Searching é contada através da tela de um computador. Apesar de não ser uma novidade – o filme Amizade Desfeita trabalhou com essa perspectiva em 2014 -, o diretor Aneesh Chaganty foi capaz de explorar com sabedoria as possibilidades deste estilo pouco usual de se fazer cinema. No comovente prólogo, já começamos a entender a dinâmica da família Kim e a nos acostumar com a linguagem empregada. Mensagens de texto, facepalm, notícias em sites e filmagens em câmera de segurança são alguns dos meios usados em Searching para criar uma eficiente experiência de mistério e suspense. Quando sua filha de 16 anos some após uma noite de estudos, David vai ajudar a detetive Vick de todas as maneiras possíveis. Investigando a fundo os rastros digitais da filha, ele percebe que conhece ela menos do que gostaria. Searching tem um ritmo ágil e permite uma imersão completa na história. Existem reviravoltas, surpresas e momentos tocantes, principalmente graças a ótima atuação de John Cho. Há espaço também para críticas em relação a oportunistas e a anônimos acostumados a fazer maldosos comentários sobre qualquer assunto. Coisas comuns da era da internet, não é? Mesmo lendo criticas favoráveis, eu estava com um pé atrás em relação a este filme. Agora, não mais.

Nota: 8

Game of Thrones: “Second Sons” Crítica

Game of Thrones | 3×08 – Seconds Sons

O ritmo volta a fluir com naturalidade em Game of Thrones. Já podemos dizer que a terceira temporada é a melhor até agora?

Daenerys segue tentando angariar mais membros para o seu exército. Ela conversou com os líderes dos Segundos Filhos e despertou a cobiça de um e a paixão de outro. Daario Naharis decidiu chamar a atenção de Daenerys de um jeitinho especial. Para ele, decapitar os seus companheiros era uma boa maneira de demonstrar lealdade para a Mãe dos Dragões. Pelo jeito, ela aprovou.

Quando achávamos que as coisas ficaram ruins para Arya com o Cão de Caça, descobrimos que na verdade ele quer levar a garota para a mãe dela. É claro que ele vai querer uma boa recompensa em troca, mas já está mais do que provado que ele está longe de ser um vilão.

Vilão mesmo é o Joffrey. O rapazote queria atazanar o tio e Sansa na noite de núpcias. Ele ainda disse para Sansa que não importa qual Lannister gere um filho nela. Quando alguém vai parar essa peste?

Bom. Quem parece ter um plano para por um fim no Joffrey e também em Balon Greyjoy e Robb é Melisandre. Finalmente entendemos o que ela queria com Gendry. O sangue real tem poder. Ou pelo menos é nisso que ela acredita. As sanguessugas fizeram o seu serviço e Stannis jogou três delas no fogo e disse o nome de Robb, Joffrey e Balon. Será que eles tem tanto poder assim para matar o rei atual e os aspirantes ao trono? Lembremos que através da magia Melisandre deu a luz a uma sombra que matou Renly em um piscar de olhos.

Com o lado político, os casamentos e a criação de laços entre personagens como Brienne e Jaime acabamos nos esquecendo um pouco da ameaça vinda do Norte. A segunda temporada acabou com uma verdadeira horda de mortos-vivos indo em direção a muralha e neste episódio tivemos um lembrete dessa grande ameaça. Coube ao nosso não mais covarde Sam matar um caminhante branco para salvar Gilly. Mas por que diabos ele não pegou a obsidiana do chão?

Só faltam dois episódios.

Alguém aí está com medo do que pode acontecer em The Rains of Castamere?

Nota: 8.2

Game of Thrones: “The Bear and the Maiden Fair” Crítica

Game of Thrones | 3×07 – The Bear and the Maiden Fair

Em outras oportunidades o roteiro de Game of Thrones também abordou vários núcleos e subtramas e conseguiu um ótimo resultado. Em The Bear and the Maiden Fair as coisas ficaram um tanto dispersas e o ritmo irregular. Não se trata de um episódio ruim, porém o resultado final ficou abaixo do esperado. Um tempo precioso foi perdido com sequências pouco interessantes, como o insosso romance entre Robb e Talisa. De relevante aí, só a revelação de que Talisa está gravida. Falando em romance, tivemos um diálogo desnecessário entre um selvagem e Ygritte. Parece que Jon Snow tem um concorrente enciumado.

Theon segue o seu tormento nas mãos do torturador. A tortura é psicológica e física. Ao que tudo indica, Theon se transformará no mais novo eunuco de Westeros. Não sou muito fã dessas cenas, confesso. Por mais que Theon tenha cometido erros, não me agrada vê-lo neste estado.

Daenerys segue evoluindo a cada episódio. A transformação dela em uma verdadeira rainha salta aos olhos. O caminho para o trono é longo. Libertar escravos em uma cidade escravagista parece ser um bom aprendizado para quem quer governar com justiça. Ela tem dragões e um exército, mas também tem firmeza. Estou gostando cada vez mais da mãe dos dragões.

O grande momento aqui foi mesmo a sequência final. Claro que foi impactante ver Brienne duelando com o urso usando apenas uma espada de madeira, mas ver Jaime se jogando na arena sem arma alguma para defendê-la foi incrível. Jaime tem coração e isso ficou provado. Mais tocante ainda foi ver Brienne reconhecendo o que ele fez e o chamando de Sor. Essa dupla é um dos grandes triunfos da temporada.

Nota: 7.9 

 

 

Game of Thrones: “The Climb” Crítica

Game of Thrones | 3×06 – The Climb

Não é só de batalhas que é feito o jogo dos tronos. As estratégias para se conquistar e se manter no poder envolvem também casamentos, traições e até misticismo. O momento mais empolgante deste episódio provavelmente foi a angustiante escalada da muralha pelos selvagens, mas os destaques foram os diálogos extremamente bem escritos.

Colocar frente a frente os ardilosos Tywin e Lady Olenna nos proporcionou uma batalha de ideias. Apesar do raciocínio acima da média de Olenna, ela não conseguiu o que pretendia. Coitada de Sansa, que estava animada com o casamento com Sor Loras. Agora ela terá que casar com o anão. Ela pode estar triste, mas nos sabemos que ela não terá muito o que temer em relação a Tyrion.

O martírio de Theon está ainda no começo. E que cena visceral foi aquela? Theon está compreendendo que está diante de um sádico sem limites. Mas ele ainda não entendeu quem é o seu torturador e nem porque ele está fazendo isso. As respostas virão.

Perceberam a ironia nas palavras ditas pelos enviados de Frey para Robb? Será que Robb não desconfia de nada? Parece difícil o Lorde Frey perdoar Robb e ainda por cima ajudá-lo recebendo em troca o casamento de uma de suas inúmeras filhas com o Edmure.

A sequência com Bran não adicionou basicamente nada para a trama. Meera Reed e Osha discutiram enquanto tiravam a pele de um coelho e depois fizeram as pazes. Grande coisa.

Jaime é refém de Roose Bolton, mas este está se mostrando respeitoso com o regicida. Existem intenções misteriosas por trás disso, não há dúvidas.

Algo mais importante ocorreu com a Irmandade sem Bandeiras. Eles concordaram em vender Gendry para Melisandre. O que a feiticeira vermelha pretende com um bastardo?

The Climb nos presenteou com diálogos inteligentes e um avanço cadenciado na maioria dos núcleos. Estamos conseguindo entender para onde as coisas estão rumando nessa terceira temporada. O caminho pode ser um pouco lento se compararmos com o que acontece com a maioria dos seriados, mas aí está o diferencial de Game of Thrones. Não há pressa para desenvolver e aprofundar a história e com isso podemos aproveitar uma experiência que fica cada vez mais rica.

O episódio terminou de uma maneira não muito comum no seriado. Não houve uma cena violenta ou um cliffhanger surpreendente. Não. O que vimos foi um momento de extrema beleza e sensibilidade em que Jon Snow e Ygritte se beijam no topo da muralha. Foi mais do que suficiente para encerrar com chave de ouro.

Nota: 8

Game of Thrones: “Kissed By Fire” Crítica

Game of Thrones | 3×05 – Kissed by Fire

Sandor Clegane ganhou sua liberdade ao derrotar Beric Dondarrion em um duelo de espadas. A vitória do cão não foi exatamente uma surpresa, mas o fato de Thoros de Myr conseguir trazer Beric de volta a vida sim. A magia é forte em certos lugares de Westeros. E não nos esqueçamos que Thoros é um sacerdote de R’hllor, assim como Melisandre. Arya ficou revoltada ao ver Clegane sendo libertado. Não adianta, é a vontade do deus vermelho. E foi de cortar o coração quando ela perguntou se seria possível reviver alguém que perdeu a cabeça.

Robb está cometendo erros atrás de erros. Desta vez, o seu senso de justiça à la Ned Stark o obrigou a decapitar o líder da Casa Karstark e com isso perdeu praticamente metade do seu exército. Rickard traiu Robb e cometeu um ato de extrema crueldade ao assassinar os garotos Lannisters, mas teria sido mais sábio mantê-lo apenas preso. Não foi por falta de aviso. Catelyn, Talisa e Edmure em vão tentaram convencer o jovem lobo a tomar uma atitude menos intempestiva. Agora, ele irá buscar o apoio dos Freys. Mais um erro colossal à vista.

Quem está nadando na fossa da depressão é Jaime. Perder a mão foi demais para ele. Pelo menos, isso está colaborando para a humanização do personagem. Assim como Theon no episódio anterior, Jaime botou para fora muitas coisas que no fundo o atormentam. Ele será eternamente o regicida e isso geralmente tem uma conotação pejorativa. O que Jaime quer que as pessoas entendam é que Aerys não era chamado de Rei Louco por acaso. O cara era um lunático e estava sendo o responsável pela morte de milhares. E foi extremamente apropriado Jaime ter tido esse momento justamente com Brienne. Os laços destes dois personagens se estreitam cada vez mais.

Ao perceber a movimentação dos Tyrell para ganharem influência no norte, Tywin revelou o seu plano atual: casar Tyrion com Sansa e Cersei com Sor Loras. Obviamente, ambos não estão de acordo com essa resolução, mas como ir contra um cara como Tywin? Eu teria medo em não acatar suas exigências.

No frio cortante do outro lado da Muralha, Jon Snow deu mais um passo para convencer os selvagens que ele não é mais um patrulheiro da noite. É claro que esse não foi o motivo que o fez quebrar seus votos. Jon Snow está apaixonado por Ygritte, a selvagem beijada pelo fogo.

Kissed by Fire começou com um duelo bem coreografado, incrementou o jogo político e investiu em pequenos momentos carregados de emotividade. Mais do que isso, preparou o terreno para a reta final de uma excelente temporada.

Nota: 8

Game of Thrones: “And Now His Watch is Ended” Crítica

A terceira temporada segue em altíssimo nível. Reviravoltas, surpresas, traições e violência foram a tônica deste episódio.

Jaime Lannister está na pior. Ele está sendo constantemente humilhado por Vargo e o seu grupo. É cruel demais fazer ele andar com a mão amputada amarrada no pescoço como se fosse um colar. Jaime está sem totalmente quebrado, mas ele tem Brienne para tentar elevar seu espírito. Aparentemente, um forte laço entre os dois foi criado. O arco narrativo de Jaime está empolgante. Ele já é um dos meus personagens preferidos.

Falando em personagens preferidos, Varys teve bastante destaque aqui. Descobrimos como ele virou eunuco e o que ele tem feito a respeito da pessoa por trás disso. Varys pode ser cruel. Cruel e inteligente. Assim como Mindinho, ele é uma incógnita. Apenas sabemos que ambos geralmente conseguem o que desejam.

Margaery está manipulando Joffrey com sabedoria. O pirralho assassino está basicamente nas mãos de Margaery e isso deixa Cersei cada vez mais preocupada. A futura rainha já caiu nas graças do povo e até Joffrey foi celebrado. Convenhamos, que povinho sem memória, não é?

Do outro lado da muralha o caos toma conta. Esfomeados e fatigados, alguns patrulheiros se cansam do arrogante Craster e se rebelam. Infelizmente, sobra para o comandante Mormont. Sempre achei que algo assim poderia acontecer, afinal muitos dos corvos são assassinos que não levam desaforo para casa. Só não esperava que Mormont também fosse pagar o preço. A patrulha já estava enfraquecida, agora após essa traição ela vai ficar em frangalhos. E não se esqueçam, selvagens estão para invadir Castelo Negro.

E que jogo psicológico doentio foi feito com Theon. Ele achava que estava escapando, botou para fora tudo o que sentia, mostrou-se arrependido e no final das contas voltou exatamente para onde estava. Este é o bastardo de Roose Bolton. A loucura dele é imprevisível. O sofrimento de Theon está apenas começando.

Quem brilhou de um jeito grandioso foi Daenerys. Finalmente a mãe dos dragões mostrou que pode ser uma peça a ser temida na guerra dos tronos. Ela tem os imaculados, ela tem dragões e também tem atitude. Não houve clemência para os senhores de escravos. Agora ela tem seguidores que a respeitam e a admiram. E ela quer atravessar o mar e tomar o que já foi da família dela. Com esse exército poderoso e os três dragões cada vez maiores vai ser difícil alguém fazer frente a ela.

Nota: 9.1

Game of Thrones: “Walk of Punishment” Crítica

Game of Thrones | 3×03 – Walk of Punishment

Este é mais um daqueles episódios que comprovam a inteligência e habilidade dos criadores de Game of Thrones. Mesmo contando uma história repleta de violência e tensão, há tempo para momentos de humor e de sensibilidade. Melhor episódio da terceira temporada até agora, Walk of Punishment nos fez rir, nos fez temer pelo destino de certos personagens, nos comoveu e terminou com uma cena pra lá de impactante.

Daenerys está mudando e para melhor. A cada episódio sentimos que ela está mais confiante sobre o tipo de rainha que quer ser. Ver os supostos ladrões crucificados mexeu com ela e a fez tomar uma atitude que a princípio pode parecer estranha. Ela prometeu o seu maior dragão em troca de 8 mil imaculados. Mas será mesmo que ela vai se livrar de um de seus filhos assim? Eu não apostaria minhas fichas nisso. Gostei de ver Barristan Selmy elogiando Rhaegar Targaryen, o irmão mais velho de Daenerys. Este é um personagem que eu gostaria de ver representado um dia. Claro, isso só seria possível em um flashback.

Os risos que mencionei nos foram proporcionados principalmente em sequências em Porto Real. O pequeno conselho disputando um lugar ao lado de Tywin na mesa foi hilário. A cara de Tywin vendo tudo isso foi impagável. Que ator espetacular! Outro momento de humor foi com Pod e as prostitutas. O garoto fez o serviço tão bem feito que elas não aceitaram o pagamento. Bronn e Tyrion ficaram impressionados e exigiram os mínimos detalhes. Grande Pod!

Novos personagens e um novo lugar foram apresentados. Trata-se dos familiares de Catelyn em Riverrun. A introdução de Edmure e Peixe Negro não poderia ser melhor. Ver Edmure falhando três vezes em acertar o barco que carregava o corpo do seu pai e o Peixe Negro acertando na primeira, mesmo com o barco lá longe, foi o suficiente para entendermos a dinâmica entre eles. Espero que haja tempo suficiente no enredo para o Peixe Negro ser bem trabalhado como no livro.

Arya e Gendry seguem com Thoros de Myr e a Irmandade Sem Bandeiras. Quem ficou para trás foi Torta Quente, não antes sem dar de presente um bolo em forma de urso para a garota Stark. Belo gesto!

Theon quase foi estuprado por um bando de soldados que o capturaram novamente, mas ele foi salvo por um homem misterioso. Quem é ele e o que ele pretende?

Mas a melhor trama de Walk of Punishment foi mesmo a de Jaime e Brienne. Quando um passante notou os dois e trocou algumas palavras, Jaime alertou Brienne que isso poderia representar um perigo e eles deviam matá-lo. Brienne não deu muito bola a Jaime e um pouco mais a frente no caminho ela percebeu que errou. Os dois foram capturados por um grupo liderado por Vargo Hoat. Jaime ganhou mais profundidade aqui ao convencer Vargo a impedir que Brienne fosse estuprada. Ele realmente estava se importando com o destino dela, o que é surpreendente dadas as suas atitudes na série. Trata-se de um personagem que está mudando. Vargo, querendo mandar uma mensagem para Tywin e por odiar tudo o que Jaime representa, corta a mão do Regicida em uma cena chocante. Parecia que os dois estavam se acertando e que Jaime iria encontrar algum conforto, mas as coisas não funciona assim em Game of Thrones.

Um episódio espetacular que conseguiu abordar quase todos os núcleos de maneira mais do que satisfatória e ainda nos brindou com um final grandioso, com direito a uma música totalmente fora dos padrões do seriado, servindo para potencializar ainda mais a nossa reação diante da cena.

Brilhante.

Nota: 9.4

Game of Thrones: “Valar Morghulis” Crítica

Valar Morghulis encerra em alto nível uma temporada que teve alguns tropeços. Praticamente todos os núcleos receberam atenção. O ritmo ágil do episódio permitiu que várias arestas fossem aparadas e as tramas ganharam ainda mais densidade para a terceira temporada.

Foi doloroso ver Tyrion não ser reconhecido por tudo o que fez em Blackwater. Para piorar, ele não é mais o mão do rei e está cada vez mais isolado. É bom que ele tome alguma atitude antes que alguém tente matá-lo novamente. Não dá para saber o que ele vai fazer de agora em diante.

As melhores sequências de Valar Morghulis se deram em Winterfell. Graças a conversa entre Theon e Meistre Luwin conseguimos compreender um pouco as atitudes de Theon. Luwin tentou ajudá-lo, mas foi em vão. Toda a Winterfell se encontrava cercada pelos nortistas e Theon tentou inflamar os seus soldados com um discurso. E aí fomos surpreendidos por Dagmar dando uma porrada na cabeça de Theon bem no clímax de sua fala. Foi um dos momentos mais engraçados da temporada, mas devo dizer que senti um pouco de pena dele. E ver Luwin morrendo quase me fez derramar algumas lágrimas. A bela e melancólica trilha sonora colaborou para isso.  Agora Bran e os outros rumam para a muralha.

Sansa achou que ficaria livre do Joffrey com a promessa de casamento dele com Margaery, mas o Mindinho já fez ela tirar o cavalinho da chuva. Coitada. Sansa talvez seja uma das personagens mais sofredoras de Game of Thrones. Na primeira temporada ela tinha as piores atitudes possíveis e chegou até a trair a irmã, mas agora ela está agindo com mais sabedorias e vai ganhando o nosso respeito. De qualquer forma, a situação está complicada. Já sabemos que Mindinho está longe de ser confiável.

Vejam como quase nada avançou na trama de Daenerys. Foram 10 episódios para ela ficar sem os dragões e recuperá-los e não muito mais do que isso. Que a terceira temporada seja melhor para ela!

O lado de lá da muralha nos ofereceu um cliffhanger impactante. Finalmente vislumbramos os white walkers mais uma vez. As três trombetas anunciaram que eles estão de volta. Será que podemos classificá-los como zumbis? O fato é que eles estão se aproximando e o coitado do Sam está no meio caminho. O inverno se aproxima. E quanto a Jon? Pelo jeito, os selvagens vão ser receptivos com ele. Estou curioso para conhecer Mance Rayder, um ex-patrulheiro que virou rei para lá da muralha.

Nota: 9.3

Game of Thrones: “Blackwater” Crítica

Game of Thrones | 2×09 – Blackwater

Escrito pelo próprio George R. R. Martin e dirigido por Neil Marshall, Blackwater era o episódio que todos os fãs da série estavam esperando. É claro que Game of Thrones nos ganhou com sua intriga elaborada e seus diálogos inteligentes, mas estávamos ávidos por uma batalha de grandes proporções. A espera acabou. Blackwater nos oferece uma grande batalha, digna dos melhores momentos do seriado. O episódio inteiro é dedicado a batalha e tudo o que ela envolve. Arya, Jon Snow, Daenerys e Robb não aparecem aqui. Esta foi uma das inúmeras escolhas acertadas, pois assim não houve distrações.

A direção de Neil Marshall nos coloca dentro deste sinistro confronto. A tensão vai aumentando aos poucos com a aproximação de Stannis. Quando os soldados de Porto Real começaram a ouvir os tambores vindos do além, eles souberam que testemunhariam algo brutal. A estratégia de Tyrion para utilizar o fogo vivo não poderia ter sido mais correta. A explosão da frota de Stannis foi algo de épico. Monstruosas labaredas verdes destruíram tudo o que alcançaram e formaram um espetáculo visual arrebatador. Mesmo com esse início que não estava nos planos, Stannis liderou seus homens para o confronto corpo a corpo. E aí foi um festival de vísceras e membros decepados. A câmera ficou próxima da ação dando a noção da violência, mas diminuindo um pouco a magnitude de tudo isso.

Os soldados cantando The Rains of Castamare, o confronto verbal entre o Cão e Bronn, o Joffrey se borrando todo ao ver o tamanho da enrascada em que se meteu, o Cão tendo um colapso devido ao fogo, a Cersei etilizada falando tudo o que pensa são exemplos de como Blackwater foi bom mesmo quando o foco não foi a luta em si.

Para finalizar com chave de ouro, uma tentativa de assassinato de Tyrion partindo de um soldado Lannister e os créditos subindo ao som de The National.

Deu para ficar sem fôlego várias vezes. O nono episódio era muito esperado e correspondeu às expectativas.

Nota: 9.2

Game of Thrones: “The Prince of Winterfell” Crítica

Nem mesmo Game of Thrones consegue passar uma temporada inteira sem ter um episódio insosso. The Prince of Winterfell é uma típica preparação para o encerramento da temporada. Uma preparação em que pouca coisa acontece de fato. Uma coisa que aconteceu foi um bocejo meu durante a possivelmente pior cena de todo seriado. Claro que me refiro aquele momento em que Robb e Talisa demonstram por palavras sonolentas que o amor bateu à porta. Tivemos basicamente flashs de Daenerys, Stannis e de Brienne e Jaime. Jaime foi solto por Catelyn como uma estrategia para tentar recuperar suas filhas. Mais um erro de Lady Stark. Pelo menos, a jornada da dupla Jaime e Brienne por Westeros poderá render bons momentos. Cersei e Tyrion seguem se ameaçando, mas será que um deles colocará algo em prática? De Cersei podemos esperar qualquer coisa. Ah. E para quem achava que aqueles garotos queimados poderiam ser os irmãos Stark a cena final revelou que eles estão escondidos embaixo de Winterfell. Forçado, né? The Prince of Winterfell foi uma experiência arrastada e nada inspirada. Assim como Garden of Bones, um episódio protocolar.

Nota: 6.9