Game of Thrones – 8×02: A Knight of The Seven Kingdoms

A Knight of the Seven Kingdoms, segundo episódio da oitava temporada, foi basicamente perfeito ao que se propôs. Trata-se de um episódio de preparação extremamente eficiente. Além de trabalhar a tensão que antecede uma batalha com maestria, ele ainda colocou frente a frente diversos personagens e nos brindou com diálogos inteligentes e emocionantes. Houve tempo também para várias referências a acontecimentos passados, o que não deixa de ser uma bem vinda recompensa para os fãs.

Para quê acelerar as coisas? Outros seriados provavelmente nem se dariam ao trabalho de ter um episódio destes, mas isso é Game of Thrones.

Todos os 58 minutos se passam em Winterfell. Vemos os soldados treinando, as armas com vidro de dragão em fabricação, armadilhas preparadas e estratégias debatidas. Tudo muito verossímil. Não poderia ser diferente quando há um imenso exército de mortos chegando nos portões. Até quem nunca empunhou uma espada irá contribuir de alguma forma. Mesmo com o medo estampado nos olhos.

Eu achava que Jaime sofreria um pouco mais ao retornar a Winterfell, mas não foi bem assim. Graças a Brienne ele foi aceito por Daenerys. Como disse Jon, não dá para desperdiçar um soldado nessas horas.

Daenerys tem o costume de soar irritante quando questiona Tyrion. Todos sabemos do potencial do anão e ela parece esquecer disso às vezes. A Rainha dos Dragões dificilmente assume que cometeu um erro e prefere jogar a culpa na sua Mão. Jorah e Sansa talvez tenham a convencido a acreditar nele em definitivo.

Quando parecia que Sansa e Daenerys iriam se acertar de uma vez, eis que surge a dúvida sobre o que será feito com o Norte depois das batalhas que virão. Claro, essa discussão só existirá mais para frente se as batalhas forem vencidas, mas é algo a se pensar, ainda mais agora que Jon descobriu quem ele é.

Confesso que ainda não sei o que pensar sobre Arya e Gendry. Isso veio meio que do nada. De qualquer forma, é natural alguém buscar conforto (e prazer) em uma noite que antecede uma batalha.

Minha teoria sobre Theon provavelmente irá se concretizar. Gostei de vê-lo ser bem recebido por Sansa e ter o aval de Bran para protegê-lo. Duvido que ele sobreviverá ao próximo episódio e imagino que ele irá se despedir com um ato de bravura. Tomara. Ele merece a rendição agora.

Os melhores momentos de A Knight of the Seven Kingdoms se passaram na roda de conversa em frente da lareira. Brienne, Podrick, Tyrion, Davos, Jaime e Tormund. E vinho. Bastante vinho. Finalmente descobrimos como o selvagem Tormund ficou tão forte: ele mamou nos seios de uma gigante por três meses, óbvio. Atenção marombeiros! Isso é melhor que Whey Protein. Essa inesperada resenha não foi apenas de diálogos engraçados. Apreciamos o prodígio Podrick cantando uma bela canção e testemunhamos Brienne de Tarth receber o título de Cavaleira de Jaime Lannister e ser efusivamente aplaudida por Tormund. A quase sempre impassível Brienne sorriu e ficou com os olhos umedecidos. Nós também.

Este foi um episódio de preparação que beirou a perfeição e o cliffhanger não poderia ter sido melhor executado. Em meio a revelação que Jon fez para Daenerys a trombeta soou três vezes e agora não há mais como adiar: O INVERNO CHEGOU.

Nota: 9.8

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Game of Thrones: “Second Sons” Crítica

Game of Thrones | 3×08 – Seconds Sons

O ritmo volta a fluir com naturalidade em Game of Thrones. Já podemos dizer que a terceira temporada é a melhor até agora?

Daenerys segue tentando angariar mais membros para o seu exército. Ela conversou com os líderes dos Segundos Filhos e despertou a cobiça de um e a paixão de outro. Daario Naharis decidiu chamar a atenção de Daenerys de um jeitinho especial. Para ele, decapitar os seus companheiros era uma boa maneira de demonstrar lealdade para a Mãe dos Dragões. Pelo jeito, ela aprovou.

Quando achávamos que as coisas ficaram ruins para Arya com o Cão de Caça, descobrimos que na verdade ele quer levar a garota para a mãe dela. É claro que ele vai querer uma boa recompensa em troca, mas já está mais do que provado que ele está longe de ser um vilão.

Vilão mesmo é o Joffrey. O rapazote queria atazanar o tio e Sansa na noite de núpcias. Ele ainda disse para Sansa que não importa qual Lannister gere um filho nela. Quando alguém vai parar essa peste?

Bom. Quem parece ter um plano para por um fim no Joffrey e também em Balon Greyjoy e Robb é Melisandre. Finalmente entendemos o que ela queria com Gendry. O sangue real tem poder. Ou pelo menos é nisso que ela acredita. As sanguessugas fizeram o seu serviço e Stannis jogou três delas no fogo e disse o nome de Robb, Joffrey e Balon. Será que eles tem tanto poder assim para matar o rei atual e os aspirantes ao trono? Lembremos que através da magia Melisandre deu a luz a uma sombra que matou Renly em um piscar de olhos.

Com o lado político, os casamentos e a criação de laços entre personagens como Brienne e Jaime acabamos nos esquecendo um pouco da ameaça vinda do Norte. A segunda temporada acabou com uma verdadeira horda de mortos-vivos indo em direção a muralha e neste episódio tivemos um lembrete dessa grande ameaça. Coube ao nosso não mais covarde Sam matar um caminhante branco para salvar Gilly. Mas por que diabos ele não pegou a obsidiana do chão?

Só faltam dois episódios.

Alguém aí está com medo do que pode acontecer em The Rains of Castamere?

Nota: 8.2

Game of Thrones: “The Bear and the Maiden Fair” Crítica

Game of Thrones | 3×07 – The Bear and the Maiden Fair

Em outras oportunidades o roteiro de Game of Thrones também abordou vários núcleos e subtramas e conseguiu um ótimo resultado. Em The Bear and the Maiden Fair as coisas ficaram um tanto dispersas e o ritmo irregular. Não se trata de um episódio ruim, porém o resultado final ficou abaixo do esperado. Um tempo precioso foi perdido com sequências pouco interessantes, como o insosso romance entre Robb e Talisa. De relevante aí, só a revelação de que Talisa está gravida. Falando em romance, tivemos um diálogo desnecessário entre um selvagem e Ygritte. Parece que Jon Snow tem um concorrente enciumado.

Theon segue o seu tormento nas mãos do torturador. A tortura é psicológica e física. Ao que tudo indica, Theon se transformará no mais novo eunuco de Westeros. Não sou muito fã dessas cenas, confesso. Por mais que Theon tenha cometido erros, não me agrada vê-lo neste estado.

Daenerys segue evoluindo a cada episódio. A transformação dela em uma verdadeira rainha salta aos olhos. O caminho para o trono é longo. Libertar escravos em uma cidade escravagista parece ser um bom aprendizado para quem quer governar com justiça. Ela tem dragões e um exército, mas também tem firmeza. Estou gostando cada vez mais da mãe dos dragões.

O grande momento aqui foi mesmo a sequência final. Claro que foi impactante ver Brienne duelando com o urso usando apenas uma espada de madeira, mas ver Jaime se jogando na arena sem arma alguma para defendê-la foi incrível. Jaime tem coração e isso ficou provado. Mais tocante ainda foi ver Brienne reconhecendo o que ele fez e o chamando de Sor. Essa dupla é um dos grandes triunfos da temporada.

Nota: 7.9 

 

 

Game of Thrones: “Kissed By Fire” Crítica

Game of Thrones | 3×05 – Kissed by Fire

Sandor Clegane ganhou sua liberdade ao derrotar Beric Dondarrion em um duelo de espadas. A vitória do cão não foi exatamente uma surpresa, mas o fato de Thoros de Myr conseguir trazer Beric de volta a vida sim. A magia é forte em certos lugares de Westeros. E não nos esqueçamos que Thoros é um sacerdote de R’hllor, assim como Melisandre. Arya ficou revoltada ao ver Clegane sendo libertado. Não adianta, é a vontade do deus vermelho. E foi de cortar o coração quando ela perguntou se seria possível reviver alguém que perdeu a cabeça.

Robb está cometendo erros atrás de erros. Desta vez, o seu senso de justiça à la Ned Stark o obrigou a decapitar o líder da Casa Karstark e com isso perdeu praticamente metade do seu exército. Rickard traiu Robb e cometeu um ato de extrema crueldade ao assassinar os garotos Lannisters, mas teria sido mais sábio mantê-lo apenas preso. Não foi por falta de aviso. Catelyn, Talisa e Edmure em vão tentaram convencer o jovem lobo a tomar uma atitude menos intempestiva. Agora, ele irá buscar o apoio dos Freys. Mais um erro colossal à vista.

Quem está nadando na fossa da depressão é Jaime. Perder a mão foi demais para ele. Pelo menos, isso está colaborando para a humanização do personagem. Assim como Theon no episódio anterior, Jaime botou para fora muitas coisas que no fundo o atormentam. Ele será eternamente o regicida e isso geralmente tem uma conotação pejorativa. O que Jaime quer que as pessoas entendam é que Aerys não era chamado de Rei Louco por acaso. O cara era um lunático e estava sendo o responsável pela morte de milhares. E foi extremamente apropriado Jaime ter tido esse momento justamente com Brienne. Os laços destes dois personagens se estreitam cada vez mais.

Ao perceber a movimentação dos Tyrell para ganharem influência no norte, Tywin revelou o seu plano atual: casar Tyrion com Sansa e Cersei com Sor Loras. Obviamente, ambos não estão de acordo com essa resolução, mas como ir contra um cara como Tywin? Eu teria medo em não acatar suas exigências.

No frio cortante do outro lado da Muralha, Jon Snow deu mais um passo para convencer os selvagens que ele não é mais um patrulheiro da noite. É claro que esse não foi o motivo que o fez quebrar seus votos. Jon Snow está apaixonado por Ygritte, a selvagem beijada pelo fogo.

Kissed by Fire começou com um duelo bem coreografado, incrementou o jogo político e investiu em pequenos momentos carregados de emotividade. Mais do que isso, preparou o terreno para a reta final de uma excelente temporada.

Nota: 8

Game of Thrones: “And Now His Watch is Ended” Crítica

A terceira temporada segue em altíssimo nível. Reviravoltas, surpresas, traições e violência foram a tônica deste episódio.

Jaime Lannister está na pior. Ele está sendo constantemente humilhado por Vargo e o seu grupo. É cruel demais fazer ele andar com a mão amputada amarrada no pescoço como se fosse um colar. Jaime está sem totalmente quebrado, mas ele tem Brienne para tentar elevar seu espírito. Aparentemente, um forte laço entre os dois foi criado. O arco narrativo de Jaime está empolgante. Ele já é um dos meus personagens preferidos.

Falando em personagens preferidos, Varys teve bastante destaque aqui. Descobrimos como ele virou eunuco e o que ele tem feito a respeito da pessoa por trás disso. Varys pode ser cruel. Cruel e inteligente. Assim como Mindinho, ele é uma incógnita. Apenas sabemos que ambos geralmente conseguem o que desejam.

Margaery está manipulando Joffrey com sabedoria. O pirralho assassino está basicamente nas mãos de Margaery e isso deixa Cersei cada vez mais preocupada. A futura rainha já caiu nas graças do povo e até Joffrey foi celebrado. Convenhamos, que povinho sem memória, não é?

Do outro lado da muralha o caos toma conta. Esfomeados e fatigados, alguns patrulheiros se cansam do arrogante Craster e se rebelam. Infelizmente, sobra para o comandante Mormont. Sempre achei que algo assim poderia acontecer, afinal muitos dos corvos são assassinos que não levam desaforo para casa. Só não esperava que Mormont também fosse pagar o preço. A patrulha já estava enfraquecida, agora após essa traição ela vai ficar em frangalhos. E não se esqueçam, selvagens estão para invadir Castelo Negro.

E que jogo psicológico doentio foi feito com Theon. Ele achava que estava escapando, botou para fora tudo o que sentia, mostrou-se arrependido e no final das contas voltou exatamente para onde estava. Este é o bastardo de Roose Bolton. A loucura dele é imprevisível. O sofrimento de Theon está apenas começando.

Quem brilhou de um jeito grandioso foi Daenerys. Finalmente a mãe dos dragões mostrou que pode ser uma peça a ser temida na guerra dos tronos. Ela tem os imaculados, ela tem dragões e também tem atitude. Não houve clemência para os senhores de escravos. Agora ela tem seguidores que a respeitam e a admiram. E ela quer atravessar o mar e tomar o que já foi da família dela. Com esse exército poderoso e os três dragões cada vez maiores vai ser difícil alguém fazer frente a ela.

Nota: 9.1

Game of Thrones: “Walk of Punishment” Crítica

Game of Thrones | 3×03 – Walk of Punishment

Este é mais um daqueles episódios que comprovam a inteligência e habilidade dos criadores de Game of Thrones. Mesmo contando uma história repleta de violência e tensão, há tempo para momentos de humor e de sensibilidade. Melhor episódio da terceira temporada até agora, Walk of Punishment nos fez rir, nos fez temer pelo destino de certos personagens, nos comoveu e terminou com uma cena pra lá de impactante.

Daenerys está mudando e para melhor. A cada episódio sentimos que ela está mais confiante sobre o tipo de rainha que quer ser. Ver os supostos ladrões crucificados mexeu com ela e a fez tomar uma atitude que a princípio pode parecer estranha. Ela prometeu o seu maior dragão em troca de 8 mil imaculados. Mas será mesmo que ela vai se livrar de um de seus filhos assim? Eu não apostaria minhas fichas nisso. Gostei de ver Barristan Selmy elogiando Rhaegar Targaryen, o irmão mais velho de Daenerys. Este é um personagem que eu gostaria de ver representado um dia. Claro, isso só seria possível em um flashback.

Os risos que mencionei nos foram proporcionados principalmente em sequências em Porto Real. O pequeno conselho disputando um lugar ao lado de Tywin na mesa foi hilário. A cara de Tywin vendo tudo isso foi impagável. Que ator espetacular! Outro momento de humor foi com Pod e as prostitutas. O garoto fez o serviço tão bem feito que elas não aceitaram o pagamento. Bronn e Tyrion ficaram impressionados e exigiram os mínimos detalhes. Grande Pod!

Novos personagens e um novo lugar foram apresentados. Trata-se dos familiares de Catelyn em Riverrun. A introdução de Edmure e Peixe Negro não poderia ser melhor. Ver Edmure falhando três vezes em acertar o barco que carregava o corpo do seu pai e o Peixe Negro acertando na primeira, mesmo com o barco lá longe, foi o suficiente para entendermos a dinâmica entre eles. Espero que haja tempo suficiente no enredo para o Peixe Negro ser bem trabalhado como no livro.

Arya e Gendry seguem com Thoros de Myr e a Irmandade Sem Bandeiras. Quem ficou para trás foi Torta Quente, não antes sem dar de presente um bolo em forma de urso para a garota Stark. Belo gesto!

Theon quase foi estuprado por um bando de soldados que o capturaram novamente, mas ele foi salvo por um homem misterioso. Quem é ele e o que ele pretende?

Mas a melhor trama de Walk of Punishment foi mesmo a de Jaime e Brienne. Quando um passante notou os dois e trocou algumas palavras, Jaime alertou Brienne que isso poderia representar um perigo e eles deviam matá-lo. Brienne não deu muito bola a Jaime e um pouco mais a frente no caminho ela percebeu que errou. Os dois foram capturados por um grupo liderado por Vargo Hoat. Jaime ganhou mais profundidade aqui ao convencer Vargo a impedir que Brienne fosse estuprada. Ele realmente estava se importando com o destino dela, o que é surpreendente dadas as suas atitudes na série. Trata-se de um personagem que está mudando. Vargo, querendo mandar uma mensagem para Tywin e por odiar tudo o que Jaime representa, corta a mão do Regicida em uma cena chocante. Parecia que os dois estavam se acertando e que Jaime iria encontrar algum conforto, mas as coisas não funciona assim em Game of Thrones.

Um episódio espetacular que conseguiu abordar quase todos os núcleos de maneira mais do que satisfatória e ainda nos brindou com um final grandioso, com direito a uma música totalmente fora dos padrões do seriado, servindo para potencializar ainda mais a nossa reação diante da cena.

Brilhante.

Nota: 9.4