Game of Thrones: “Lord Snow” Crítca

Game of Thrones | 1×03 – Lord Snow

Transpor o vasto mundo criado por George R. R. Martin para a televisão é uma tarefa árdua. Para atingir esse objetivo com qualidade, existe a necessidade de alguma dose de exposição. É o que vemos em Lord Snow. Diálogos entre personagens importantes revelam acontecimentos do passado e estabelecem a dinâmica entre eles. Graças a grande qualidade dos atores e do roteiro, nem ligamos para a exposição.

Mas é claro que isso faz com que as coisas se tornem um pouco mais lentas. Lentas, mas jamais desinteressantes.

Jon Snow passa por maus bocados em Castle Black. Ele percebe que se tornar um patrulheiro da noite está longe de ser algo glamouroso. Snow é sem dúvida o mais habilidoso dentre os novos recrutas, porém ele terá que parar de se mostrar e tentar ajudar os outros a empunharem a espada com alguma destreza. Tyrion serve como um tipo de confidente para Jon Snow e a relação dos dois se fortalece. Mas quem está longe de estar forte é a própria patrulha da noite. O comandante Mormont revela que a patrulha está basicamente minguando, com um número de membros cada vez menor. O povo do sul parece ter esquecido da importância da muralha e seus defensores.

Relatos sombrios vindos do outro lado da muralha são indicações de que o inverno realmente está chegando.

Em Porto Real Ned Stark se depara com mais problemas, inclusive com uma conversa pouco amistosa com Jaime. Graças a irresponsabilidade de Robert Baratheon, a coroa está devendo milhões. Essa e outras notícias pouco animadoras foram dadas por Lord Varys, Petyr, Grande Meistre Pycelle e Renly Baratheon, o pequeno conselho do rei.

Ned Stark recebe uma Catelyn com sangue nos olhos em busca de quem mandou matar Bran, que agora está acordado, aleijado e com amnésia. Ned também mostra que é um excelente pai ao tranquilizar Arya, permitir que ela mantenha a agulha e ainda por cima contratar um espadachim de renome para treiná-la.

Quem também começa a se encontrar é Daenerys. Ela está tomando ciência de que o irmão Viserys é um ser patético e que há poder em ser khaleesi, ainda mais quando se esta grávida do grande Khal.

Episódios levemente arrastados como esse são inevitáveis para nos mostrar quem é quem, ainda mais em um universo cheio de personagens, lugares e motivações.

Nota: 8

 

Anúncios

Game of Thrones: “The Kingsroad” Crítica

Game of Thrones | 1×02 – Kingsroad

Já havíamos sido informados de que os lobos gigantes crescem rápido, mas há qualquer coisa de estranha em relação a passagem do tempo nestes dois primeiros episódios. Simplesmente, não temos a sensação de que algumas semanas se passaram desde a queda de Bran. Trata-se de um leve descuido da edição que compromete pouco a qualidade do episódio.

Em Kingsroad as atitudes de certos personagens já evidenciam muito bem suas personalidades. As diferenças entre as irmãs Sansa e Arya são gritantes. Enquanto Sansa sonha com príncipes encantados e com as afazeres das mulheres da corte, Arya quer brandir uma espada e brincar com os seus amigos, inclusive com o simplório filho do açougueiro. Ver Arya brincando com o coitado do Mycah foi a perfeita situação para Joffrey revelar o pirralho mimado e petulante que ele é. Infelizmente, isso custou a vida de Mycah e de Lady, a loba de Sansa.

Ao fazer com que Lady fosse sacrificada, Cersei mostra sua capacidade de controlar as situações da maneira que lhe convém, visando sempre algo maior. Um lobo a menos significa um Stark mais exposto, não é? Pois os lobos gigantes podem ser extremamente protetores, como mostrou Verão, que não hesitou em buscar diretamente a jugular do assassino contratado para dar fim a Bran.

Caetelyn ligou os pontos e chegou a conclusão de que houve uma trama para Bran ser assassinado inicialmente. O difícil vai ser saber o que fazer com essa informação. Ir contra a família real poderá ter sérias consequências.

Falando em consequências, Jon Snow tomou a decisão mais importante da sua vida até o momento. Ele escolheu vestir o preto e fazer parte da patrulha da noite. Muitos o cumprimentam por escolher esse caminho honrado, mas talvez ele tenha refletido sobre onde estaria a honra em servir no meio de assassinos e estupradores. É uma escolha aparentemente sem volta.

Daenarys surpreende o pequeno monstro Khal Drogo dentro de quatro paredes e dá indícios de que pode ser mais forte do que imaginamos. E percebam como os ovos de dragão estão sempre próximos ao fogo.

Como vai ser recorrente no restante do seriado, Tyrion se destaca bastante. Ao desferir três belas bofetadas no aporrinhante Joffrey ele conquista boa parte do público. E ele ganhará ainda mais nossa simpatia com seus diálogos perspicazes.

O título kingsroad vem do caminho percorrido pela comitiva do rei de Winterfell até Porto Real. Uma viagem nada agradável, principalmente para os Stark e para o já saudoso filho do açougueiro. A partir de agora um adjetivo vai poder ser bem empregado para definir Game of Thrones: imprevisível.

Nota: 8.9

Game of Thrones: “Winter is Coming” Crítica

Game of Thrones | 1×01 – Winter is Coming

Com a aproximação da oitava e última temporada de Game of Thrones, achei interessante rever e comentar todos os episódios desta longa jornada. É claro que os textos possuirão uma boa dose de spoilers, afinal pretendo chamar a atenção para detalhes que provavelmente deixamos passar na primeira vez que embarcamos no perigoso e fascinante mundo criado por George R. R. Martin.

Logo na primeira sequência de Winter is Coming, temos uma amostra do rico universo do seriado. A presença de um Caminhante Branco logo de cara é um sinal de que elementos de fantasia farão parte da história. Só que se trata de fantasia para adultos. Tudo vai ser trabalhado com calma e dentro de uma lógica interna difícil de se questionar.

O único sobrevivente do encontro inicial com o Caminhante Branco é julgado por deserção e caberá a Ned Stark executar a sentença. Ned é o lorde de Winterfell e o patriarca da família Stark. É fácil perceber que se trata de um homem honesto, preocupado com a esposa e os filhos e mais preocupado ainda em seguir um código de conduta. Ao contrário da maioria dos nobres, o poder não sobe à cabeça de Ned.

Ned estava vivendo sua vida tranquila no norte, até receber a comitiva de Robert Baratheon, o rei dos sete reinos e um amigo de longa data. Robert chega com um convite difícil de se recusar dadas as circunstâncias. Ele precisa de um novo “Mão” e não tem dúvidas que Ned é o homem certo.

Robert é um rei bonachão, amante do álcool e das mulheres e por tudo isso, não muito difícil de ser manipulado. Mal sabe ele que o perigo está mais perto do que imagina. A rainha Cersei juntamente com o seu irmão/amante Jaime começa a botar as mangas de fora para conquistar algo que sempre quis.

Do outro lado do mar estreito fica Pentos. É lá que se encontram Viserys e Daenerys Targaryen, filhos de Aerys Targaryen, o rei louco. Viserys não está nem aí em usar a irmã para tentar chegar ao poder que considera seu por direito. Ele bota todas as fichas no casamento arranjado da irmã com Khal Drogo, o imprevisível líder dos guerreiros dothraki.

Winter is Coming é uma introdução que cumpre o seu papel com maestria. Apesar da grande quantidade de lugares, famílias e personagens, a trama se desenrola sem pressa, nos permitindo entender quem é quem aos poucos. Não há quase nada de ação aqui, o que é mais um indício de que o seriado se preocupa primeiramente em desenvolver o enredo e os personagens. E claro, há uma cena final impactante que revela o quão maldosos as peças do jogo dos tronos podem ser.

Se você está revendo o episódio provavelmente irá notar algumas antecipações intrigantes, como os ovos de dragão, o fato de Daenerys não sentir o calor da água e os diálogos em que um membro da patrulha da noite diz que a muralha não vai a lugar nenhum e aquele em que Illyrio diz para Viserys que em breve Drogo irá lhe dar uma coroa. Ah. E é aqui que as crianças Stark adotam os lobos que vão se tornar importantes no futuro.

Nota: 8.8

Peaky Blinders – Primeira Temporada

Após ler incontáveis elogios de viciados em séries sobre Peaky Blinders, finalmente assisti a primeira temporada e posso dizer que gostei do que vi.

A trama se passa na cidade de Birmingham, Inglaterra após a Primeira Guerra Mundial. Tommy é o líder de uma família que tenta galgar posições de prestígio no mundo dos gangsters. Dada a hostilidade do ambiente, não será uma tarefa fácil.

O foco dos peaky blinders está nas apostas de corridas de cavalo, mas há espaço para outras empreitadas.

Nossa empatia em relação a Tommy vai crescendo a medida em que vamos conhecendo seu passado e sua personalidade. O romance dele com Grace contribui para isso. As relações pessoais são trabalhadas com cuidado, geralmente propiciando situações tensas.

Um bom tempo dessa temporada é investido no jogo de gato e rato entre o inspetor Campbell e Tommy devido ao roubo de uma imensa quantidade de armas. Até o futuro primeiro ministro Winston Churchill faz parte dessa história.

Talvez o grande destaque de Peaky Blinders esteja no brilhante design de produção. A recriação de época é das mais cuidadosas, tornando a experiência mais rica.

A trilha sonora anacrônica também é um grande acerto, principalmente com a viciante música de Nick Cave nas introduções.

Alguns temas receberam apenas pinceladas, mas é um indício de que tem bastante coisa para acontecer nas próximas temporadas.

Nota: 7

 

Crítica: The Night Of

Uma das melhores minisséries produzidas pela HBO, The Night Of é uma experiência inquietante e intensa. Não tenho medo de afirmar que o primeiro episódio é uma obra-prima. Nele, somos apresentados a Nas, um jovem de ascendência árabe que sai com o táxi do pai para uma festa e acaba mergulhando em um pesadelo sem fim. Ele conhece uma mulher e aceita fazer uma corrida para ela. Conversa vai, conversa vem, os dois vão para a casa dela e após boas doses de bebidas e drogas Nas apaga, acorda e dá de cara com a mulher morta a facadas na cama.

O choque é imenso. Nas não sabe o que fazer e nós não temos certeza do que aconteceu. A única certeza é que a vida de Nas como ele a conhecia simplesmente acabou.

A tensão aumenta exponencialmente em The Night Of. Há muito suspense quando a policia entra em cena. Os investigadores pressionam o suspeito e apresentam evidências difíceis de serem negadas. Nas precisa de um bom advogado e existem dúvidas se John Stone pode defendê-lo. John parece ser o típico advogado de porta de cadeia, mas aos poucos vai se mostrando competente. John Turturro entrega uma atuação memorável, com direito a um monólogo estarrecedor em um dos últimos episódios. Temos que elogiar também o trabalho do roteiro, que se preocupou em desenvolver esse personagem de diversas formas. Ele até sofre de um tipo de eczema difícil de ser controlado, coitado.

The Night Of aborda vários aspectos de um crime de tamanha magnitude. Vemos o trabalho dos policiais na cena do crime, a coleta de evidências, o registro de cada detalhe, o julgamento e a vida na cadeia, tudo destrinchado minuciosamente. A chegada de Nas na prisão é extremamente sinistra. Sentimos o medo do personagem exalando, mas ele tem que se virar. Para sobreviver numa prisão dessas, Nas terá que dançar conforme a música.

Transitando por diversos subgêneros, é de se esperar que em alguns momentos a inspiração não seja tão grande. De qualquer forma, não se pode deixar de elogiar a ambição dos criadores.

Sem qualquer pressa, The Night Of desenvolve a trama com maestria. Há muita coisa por trás de um crime como esse e cada detalhe é importante. Será que Nas matou a garota? Fiz essa pergunta diversas vezes durante os episódios. É natural desejarmos uma resposta.

Mesmo que o desfecho não seja tão impactante como poderia ser, não há como não ficar impressionado com uma narrativa tão bem construída. Mais um enorme acerto da HBO.

The Americans – 5×13: The Soviet Division

O episódio anterior acabou com um cliffhanger intenso, aumentando ainda mais as expectativas para esse season finale. The Soviet Division cumpriu bem o papel de preparar as coisas para a última temporada e ainda investiu nos arcos de alguns personagens secundários, mas que gostamos bastante.

SPOILERS! 

Tuan é um garoto frio, calculista e totalmente doutrinado pela ideologia que defende. Ele não esteva nem aí para a possível morte de Pasha. Para ele, só importava completar a missão. Já Phillip correu o risco de levantar suspeitas quando foi até a casa de Pasha, mas ele claramente não está mais aguentando o peso na consciência. Talvez ele chegasse no limite se o suicídio de Pasha se consumasse.

Que momento fantástico foi a conversa entre Elizabeth e Tuan. Tuan provavelmente faz Elizabeth lembrar de como ela era antes. O diálogo dos dois mostra mais uma vez a qualidade dos roteiristas de The Americans e claro, de Keri Russell. Aposto que Tuan ficou um tanto assustado ao ver Elizabeth profetizando que um dia ele irá falhar se continuar sozinho.

No final das contas, o pai de Pasha parece irredutível em não voltar para a Russia.

Falando em Russia, a grande questão do episódio era a possibilidade de Phillip e Elizabeth encerrarem suas atividades nos Estados Unidos e partirem. Eles levam uma vida praticamente impossível, sempre atentos, sempre vigilantes e ainda criando dois filhos. Mas nos Estados Unidos eles jamais vão passar fome, eles podem jogar uma partida de squash, podem ter um armário repleto de roupas e um futuro promissor para os filhos. Será que vale a pena abandonar tudo isso para viver uma vida incerta na Russia?

Henry provavelmente não terá condições alguma de iniciar uma vida nova em um país tão diferente, ainda mais depois de saber que foi aceito na escola que tanto almejava entrar.

O fato é que a descoberta de que Breland (o pai de Kimmy) vai virar um chefão da divisão soviética da CIA faz com que Liz e Philip repensem tudo. Particularmente, acho estranho esse ser um motivo para fazer com que eles permaneçam nos Estados Unidos. Se eles querem mesmo abandonar o serviço era só passar a informação adiante e a Central arranjar outra pessoa para investir em Kimmy.

Paciência.

The Soviet Divsion teve mais duas coisas bem interessantes.

Foi muito bom ver Martha na Russia aprendendo essa língua tão difícil. E ainda melhor foi ela adotar uma órfã. Martha ficou visivelmente emocionada nessa cena trabalhada com muita sensibilidade. É bom ver que The Americans não esquece de seus personagens, mesmo aqueles que não são tão importantes no momento.

E para finalizar, parece que as suspeitas de Phillip se confirmaram: Renee provavelmente é uma espiã. Coitado de Stan. Essa historinha da casa ser inundada já foi estranha, mas ela dizendo que Stan não deve abandonar o seu trabalho na divisão da contrainteligência foi demais. Mas eu notei que Stan suspeitou de algo. Essa vai ser mais uma questão bem relevante para a próxima temporada.

Enfim, tivemos um episódio digno da qualidade do seriado. Aparou algumas arestas, levantou hipóteses e nos deixou empolgados para a conclusão que se aproxima.

 

Review: Game of Thrones 5×08 – Hardhome

game-of-thrones-5x08-hardhome

A quinta temporada de Game of Thrones estava bem fraquinha, até que as coisas começaram a melhorar no episódio da semana passada. Agora, após esse ótimo ‘Hardhome’, dá para dizer que o seriado finalmente voltou a empolgar.

Este oitavo episódio nos ofereceu aquela ótima mistura de intriga, tensão e ação que sempre esperamos.

Primeiro devo falar sobre a parte que menos me interessou: Arya se passando por uma vendedora de ostras, mexilhões e berbigões (o que seria isso?). Será que ela está pronta? Para o Deus de Muitas Faces isso não importa e confesso que para mim também não. Acredito que esse arco narrativo de Arya vai render bons momentos no futuro, mas o caminho está sendo árduo e entediante.

Cersei está pagando pelos os seus pecados. Acusada de fornicação, traição, incesto e pelo assassinato de Robert, ela é ‘aconselhada’ a confessar os crimes que cometeu. Vejam a sinistra mudança na vida de Cersei. Antes uma das pessoas mais poderosas e temíveis de Westeros, agora escorraçada, tomando bordoadas de uma desconhecida e tendo que lamber o chão para ingerir um mínimo de água. Tudo o que ela pode fazer é torcer para que Jaime volte o mais rápido possível, já que o rei Tommen e nada é mesma coisa.

O momento emotivo se deu no encontro entre Sansa e Theon. A garota Stark descobre que seus dois irmãos estão vivos! Acredito que Theon ainda poderá experimentar algum tipo de redenção. Veremos.

Vamos para as melhores sequências?

Como foi bacana presenciar o encontro de dois dos personagens mais queridos? Tyrion e Daenerys tiveram uma conversa das mais reveladoras. A Mãe dos Dragões não é burra! Ela percebeu que ainda lhe falta experiência para comandar um reino e viu que ter Tyrion ao seu lado pode lhe render ótimos frutos. Os dois se entenderam rapidamente e criaram uma admiração mútua. E ela ainda deixou uma ameaça no ar: eu não vou parar a roda, vou quebra-la. Ela está dizendo que pretende dizimar todas as famílias importantes de Westeros? Veremos.

E agora chegamos na espetacular parte final. Jon Snow e Tormund foram em busca de selvagens dispostos a se unirem a eles no embate contra os caminhantes brancos. O ódio que o povo do lado de lá muralha nutre pelos do Sul é impressionante. Alguns resolvem deixar o rancor de lado e formalizar a união. O problema é que justamente neste momento os caminhantes brancos resolvem atacar e temos uma verdadeira carnificina, com direito a cenas de ação frenéticas e empolgantes, parecidas com aquelas que vimos no episódio 9 da temporada passada. Ficou evidente o poder dos Caminhantes Brancos.

Como já havia sido dito anteriormente, a verdadeira guerra é essa. Quando vemos a capacidade de destruição dos caminhantes pensamos que todos os outros deveriam se unir para impedir o brutal avanço deles. Dá para dizer que o inverno chegou, não acham?

Eis aqui um episódio que passou voando, que oferece boas doses de ação, desenvolvimento da trama e personagens e um breve momento de sentimentalismo. Como a atmosfera está cada vez mais carregada e série não houve muitas oportunidades para o humor, mas devo dizer que ri da reação de Tormund frente ao tal Senhor dos Ossos.

Agora que venha o sempre muito esperado nono episódio!

5

Review: Game of Thrones 5×07 – The Gift

game-of-thrones-the-gift

Mesmo o mais fervoroso fã de Game of Thrones deve admitir que essa quinta temporada é a mais fraca até o momento. Eu estava um tanto temeroso quanto ao futuro do seriado, mas finalmente tivemos um bom episódio, que funcionou muito bem por si só e também para preparar as coisas para o restante da temporada.

Algumas sequências soaram um tanto forçadas e pouco inspiradas, como Bronn na prisão e até mesmo Sam e Gilly, mas de resto deu para notar que a trama ganhou muita força, prometendo momentos de impactado em breve.

A construção da cena de Cersei, Margaery e o alto septão foi incrível. Cersei parecia no total controle da situação, inclusive fazendo comentários irônicos para Margaery, até que as coisas mudam completamente e ela acaba presa. O septão parece não perdoar ninguém.

É inegável que o ponto alto do episódio foi o encontro entre Tyrion, Jorah e Daenerys. Muita coisa pode resultar dessa união. Será que a rainha dos dragões vai acolher o anão e perdoar Jorah? Ela realmente precisa de alguém como Tyrion para lhe indicar o caminho certo, já que ela parece um tanto perdida no governo de Meereen.

Agora sim. Estamos diante de intrigas que se forem bem trabalhadas podem gerar sequências grandiosas. Finalmente, o seriado voltou a empolgar!

298

Crítica: Flash 1×22 – Rogue Air

flash-1x22-rogue-air

O penúltimo episódio desta primeira temporada de Flash nos apresenta a uma interessante discussão sobre a índole de Barry, traz o Arqueiro para participar e ainda chega a diversos momentos muito aguardados, como a (provável) derrota do Flash Reverso e Iris finalmente escutando a voz do seu coração.

Foi tanta coisa interessante que parecia um season finale!

Uma coisa que me chamou muito a atenção aqui foi a comparação do tipo de herói que é Flash e que é o Arqueiro. Barry bolou um plano moralmente questionável para fazer o transporte dos meta-humanos. Ele foi atrás do vilão Snart para ajudá-lo. É claro que Snart quis algo em troca e Barry aceitou fazer, para indignação de Joe.

Barry recebeu críticas por ter tentado dar uma de malandro, mas para mim ele foi ingênuo ao achar que Snart iria cumprir o que prometeu. Aí que está um dos problemas do nosso herói. Ele acredita que qualquer um pode fazer o bem.

Flash sozinho não iria conseguir derrotar o Flash Reverso, por isso Oliver e Ronnie apareceram para salvar o dia. O trabalho em equipe costuma ser mais efetivo nesses casos mesmo. É sempre bacana ver Flash e o Arqueiro em cena juntos e dessa vez não foi diferente, apesar do foco ter sido apenas na ação.

O problema da vez é o fato do acelerador de partículas ter sido novamente ligado. Qual o plano para pará-lo e evitar mais uma catástrofe?

A conferir.

4-out-of-5-stars1

Preview: Sense8

sense8

Dia 5 de junho tem estreia na Netflix. Trata-se de Sense8, criação dos irmãos Wachowski (Matrix) e de Michael Straczynski (Babylon 5). Esta é a nova aposta do canal para agradar aos fãs de ficção científica.

O enredo vai mostrar oito estranhos dos mais diversos países que percebem estar conectados mentalmente. Um homem quer reuni-los, mas um outro grupo planeja assassina-los.

Serão 12 episódios, tempo suficiente para que os mistérios sejam apresentados, desenvolvidos e respondidos adequadamente, não é?

Enquanto isso, fiquemos com o trailer:

/Curta: Intratecal

Daredevil 1×03 – Rabbit in a Snow Storm

daredevil-kingpin_0

‘Rabbit in a Snow Storm’ utiliza a maior parte do seu tempo para mostrar Matt e Foggy defendendo um cliente em julgamento. O cliente em questão é Healy, que brutalmente assassinou um bandido local, a mando de Wilson Fisk.

As cenas no tribunal mostram a boa capacidade de argumentação de Matt e também alguns de seus poderes, como a capacidade de perceber que alguém está em apuros ao ouvir as batidas do coração.

Vemos também o jornalista Ulrich em um dilema: escrever algo que faça o seu jornal vender mais ou ir em busca de uma história realmente importante para a cidade?

Mas é claro, que a melhor parte deste episódio ficou para o final. Em mais uma empolgante luta, dessa vez entre Matt e Healy, vemos este último simplesmente suicidar-se após entregar o nome do seu ‘chefe’. Trata-se de Wilson Fisk, o ‘Rei do Crime’.

Os roteiristas de Demolidor foram muito felizes em gastar três episódios para finalmente mostrá-lo. As expectativas ficaram lá no alto para esse momento derradeiro. Agora, tudo pode acontecer.
[8]

Review: Demolidor 1×02 – Cut Man

daredevil-cut-man-1x02-E o segundo episódio de Demolidor conseguiu ser ainda melhor do que o piloto. ‘Cut Man’ tem início com Matt Murdock ensanguentado em uma lixeira. Ele é ajudado por Claire, uma enfermeira que, apesar de desconfiada da situação, não vai deixar ninguém morrer em suas mãos.

Aos poucos vamos entendendo o que aconteceu. Murdock foi atrás daquele garoto sequestrado no episódio anterior, mas isso era uma cilada. Ele apanhou bastante. Algumas costelas quebradas, cortes profundos, muito sangue perdido e até um pneumotórax. Por sorte, Claire tem habilidades de um clínico experiente.

O roteiro opta por não nos mostrar essa sequência, fica na imaginação. Particularmente, acredito que tenha sido uma atitude correta. Sobra um tempo para investir no passado de Matt e sua relação com o pai.

Os flashbacks mostram Matt se adaptando à cegueira da melhor maneira possível e também ao fato de ter os outros sentidos mais potentes do que o normal.

O pai de Matt recebe uma proposta de cair no quinto round em uma luta, mas o orgulho e o desejo de não decepcionar o filho fazem com que ele vença. Isso trará consequências óbvias. E tristes.

Sempre que o Matt adulto se encontra em dificuldades ele se lembra do pai e da capacidade dele em aguentar muita porrada e se levantar.

A cena final mostrando o resgate do garoto é algo de belo. Belo e violento. Sentimos o cansaço e a dor de Matt, mas o fato é que ele não pode desistir. É uma sequência sem cortes, esteticamente brilhante. Inclusive, me fez lembrar do filme Oldboy, o que é ótimo.

O lado leve de ‘Cut Man’ fica para a madrugada etílica de Foggy e Karen. Boas risadas e bebidas de alto teor alcoólico e qualidade duvidosa.

Agora conhecemos um pouco mais de Matt Murdock e sabemos que Demolidor é um seriado muito bem produzido, sombrio, com personagens interessantes e uma história que tem bastante potencial. Vamos para o próximo episódio?
[9]