The Walking Dead “The Big Scary U” Crítica

Eu achava que não teria coragem de voltar a assistir a Walking Dead depois da péssima sétima temporada e do fraquíssimo início da oitava. Eu havia abandonado o seriado quando tive o desprazer de testemunhar o episódio 8×03, mas agora – em um ato heroico e masoquista – voltei para o mundo dos zumbis. The Big Scary U evidencia novamente a falta de criatividade dos roteiristas. A trama não avança e as cenas pouco verossímeis estão presentes, ainda que em menor número do que nos episódios anteriores. O único alento aqui foi a tentativa de adicionar camadas ao unidimensional Negan. Em termos de profundidade ele está bem abaixo do Governador, por exemplo. Quem sabe isso mude no futuro. Agora que voltei a assistir pretendo ir até o final, custe o que custar.

Nota: 6.1

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Review | Game of Thrones 8×01 – Winterfell

Minhas expectativas estavam naturalmente altas para este primeiro episódio da oitava temporada e no final das contas posso dizer que gostei do que vi, ainda que com algumas ressalvas. Quem acompanha Game of Thrones desde 2011 sabe que na maioria das vezes os roteiristas desenvolvem a trama com calma, aumentando a intensidade aos poucos até chegar no ápice em um episódio chave. Essa temporada terá apenas seis episódios e apesar do início mais comedido – cheio de reencontros e momentos intimistas – deu para perceber que as coisas vão pegar fogo na sequência.

Finalmente Theon consegue se redimir perante a irmã. Pareceu um tanto fácil e rápido demais, mas o que importa é que ele conseguiu resgatar Yara das mãos de Euron. E pelo jeito, ele está rumando para Winterfell. Até consigo vislumbrar ele morrendo em breve, talvez se sacrificando para salvar alguém que ele prejudicou anteriormente. Theon é um dos personagens mais trágicos de Game of Thrones, digno de um misto de sentimentos e merecedor de um pouquinho mais de crédito.

Falando em Euron, eis aí um cara sinistro, arrogante e confiante. Basicamente, algumas das qualidades que Cersei quer em um homem. Pelo menos é o que pareceu aqui. Game of Thrones gosta de ter pelo menos um vilão meio exagerado como foram Joffrey e Ramsay. Nas últimas temporadas, esse papel cabe a Euron. Convenhamos, ele tem bem menos presença que os já saudosos Joff e Ramsay, mas tem o seu apelo.

Mas vamos para Winterfell. É muito bom ver Winterfell recheada de personagens que amamos. E melhor ainda foi presenciar reencontros com consideráveis doses de emoção. É surreal pensarmos que a última vez que Jon e Arya se viram foi na primeira temporada, na época em que Ned Stark ainda estava vivo. Seria ótimo se houvesse mais tempo disponível para aproveitarmos esse reencontro, mas a trama precisa andar. Apesar do tempo curto, o roteiro foi lá e investiu em uma cena bem boba. Claro que me refiro ao passeio de dragão pelos ares do Norte. Que coisa patética.

O episódio foi razoavelmente morno na maior parte do tempo e melhorou muito nos minutos finais. Foi impactante testemunhar Sam falando para Jon sobre sua real origem. Fica um tanto difícil saber o que ele irá fazer agora. De acordo com os costumes de Westeros, o rei é ele e não a titia Daenerys.

Foi um alívio saber que nosso amado Thormund está vivo, assim como Beric. O problema é que o Rei da Noite está pertinho e com sede de carnificina. Coitado do molequinho Umber. Confesso que tomei um belo susto quando ele gritou.

E para encerrar em alto nível e nos deixar a semana inteira com vontade de ver o segundo episódio, tivemos nada mais nada menos do que Jaime Lannister em Winterfell. Ele chega e já dá de cara com Bran na cadeira de rodas. Isso sem falar que logo estará diante de Daenerys, a filha do rei que ele matou.

Não tenho nenhum problema em admitir que esperava mais da season premiere, mas sei do que o seriado é capaz. Considerando tudo o que já vimos e todas as possibilidades, é justo esperar por um desfecho épico. Sinto que estamos caminhando para isso.

Nota: 7.8

Game of Thrones: “Second Sons” Crítica

Game of Thrones | 3×08 – Seconds Sons

O ritmo volta a fluir com naturalidade em Game of Thrones. Já podemos dizer que a terceira temporada é a melhor até agora?

Daenerys segue tentando angariar mais membros para o seu exército. Ela conversou com os líderes dos Segundos Filhos e despertou a cobiça de um e a paixão de outro. Daario Naharis decidiu chamar a atenção de Daenerys de um jeitinho especial. Para ele, decapitar os seus companheiros era uma boa maneira de demonstrar lealdade para a Mãe dos Dragões. Pelo jeito, ela aprovou.

Quando achávamos que as coisas ficaram ruins para Arya com o Cão de Caça, descobrimos que na verdade ele quer levar a garota para a mãe dela. É claro que ele vai querer uma boa recompensa em troca, mas já está mais do que provado que ele está longe de ser um vilão.

Vilão mesmo é o Joffrey. O rapazote queria atazanar o tio e Sansa na noite de núpcias. Ele ainda disse para Sansa que não importa qual Lannister gere um filho nela. Quando alguém vai parar essa peste?

Bom. Quem parece ter um plano para por um fim no Joffrey e também em Balon Greyjoy e Robb é Melisandre. Finalmente entendemos o que ela queria com Gendry. O sangue real tem poder. Ou pelo menos é nisso que ela acredita. As sanguessugas fizeram o seu serviço e Stannis jogou três delas no fogo e disse o nome de Robb, Joffrey e Balon. Será que eles tem tanto poder assim para matar o rei atual e os aspirantes ao trono? Lembremos que através da magia Melisandre deu a luz a uma sombra que matou Renly em um piscar de olhos.

Com o lado político, os casamentos e a criação de laços entre personagens como Brienne e Jaime acabamos nos esquecendo um pouco da ameaça vinda do Norte. A segunda temporada acabou com uma verdadeira horda de mortos-vivos indo em direção a muralha e neste episódio tivemos um lembrete dessa grande ameaça. Coube ao nosso não mais covarde Sam matar um caminhante branco para salvar Gilly. Mas por que diabos ele não pegou a obsidiana do chão?

Só faltam dois episódios.

Alguém aí está com medo do que pode acontecer em The Rains of Castamere?

Nota: 8.2

Game of Thrones: “The Bear and the Maiden Fair” Crítica

Game of Thrones | 3×07 – The Bear and the Maiden Fair

Em outras oportunidades o roteiro de Game of Thrones também abordou vários núcleos e subtramas e conseguiu um ótimo resultado. Em The Bear and the Maiden Fair as coisas ficaram um tanto dispersas e o ritmo irregular. Não se trata de um episódio ruim, porém o resultado final ficou abaixo do esperado. Um tempo precioso foi perdido com sequências pouco interessantes, como o insosso romance entre Robb e Talisa. De relevante aí, só a revelação de que Talisa está gravida. Falando em romance, tivemos um diálogo desnecessário entre um selvagem e Ygritte. Parece que Jon Snow tem um concorrente enciumado.

Theon segue o seu tormento nas mãos do torturador. A tortura é psicológica e física. Ao que tudo indica, Theon se transformará no mais novo eunuco de Westeros. Não sou muito fã dessas cenas, confesso. Por mais que Theon tenha cometido erros, não me agrada vê-lo neste estado.

Daenerys segue evoluindo a cada episódio. A transformação dela em uma verdadeira rainha salta aos olhos. O caminho para o trono é longo. Libertar escravos em uma cidade escravagista parece ser um bom aprendizado para quem quer governar com justiça. Ela tem dragões e um exército, mas também tem firmeza. Estou gostando cada vez mais da mãe dos dragões.

O grande momento aqui foi mesmo a sequência final. Claro que foi impactante ver Brienne duelando com o urso usando apenas uma espada de madeira, mas ver Jaime se jogando na arena sem arma alguma para defendê-la foi incrível. Jaime tem coração e isso ficou provado. Mais tocante ainda foi ver Brienne reconhecendo o que ele fez e o chamando de Sor. Essa dupla é um dos grandes triunfos da temporada.

Nota: 7.9 

 

 

Game of Thrones: “The Climb” Crítica

Game of Thrones | 3×06 – The Climb

Não é só de batalhas que é feito o jogo dos tronos. As estratégias para se conquistar e se manter no poder envolvem também casamentos, traições e até misticismo. O momento mais empolgante deste episódio provavelmente foi a angustiante escalada da muralha pelos selvagens, mas os destaques foram os diálogos extremamente bem escritos.

Colocar frente a frente os ardilosos Tywin e Lady Olenna nos proporcionou uma batalha de ideias. Apesar do raciocínio acima da média de Olenna, ela não conseguiu o que pretendia. Coitada de Sansa, que estava animada com o casamento com Sor Loras. Agora ela terá que casar com o anão. Ela pode estar triste, mas nos sabemos que ela não terá muito o que temer em relação a Tyrion.

O martírio de Theon está ainda no começo. E que cena visceral foi aquela? Theon está compreendendo que está diante de um sádico sem limites. Mas ele ainda não entendeu quem é o seu torturador e nem porque ele está fazendo isso. As respostas virão.

Perceberam a ironia nas palavras ditas pelos enviados de Frey para Robb? Será que Robb não desconfia de nada? Parece difícil o Lorde Frey perdoar Robb e ainda por cima ajudá-lo recebendo em troca o casamento de uma de suas inúmeras filhas com o Edmure.

A sequência com Bran não adicionou basicamente nada para a trama. Meera Reed e Osha discutiram enquanto tiravam a pele de um coelho e depois fizeram as pazes. Grande coisa.

Jaime é refém de Roose Bolton, mas este está se mostrando respeitoso com o regicida. Existem intenções misteriosas por trás disso, não há dúvidas.

Algo mais importante ocorreu com a Irmandade sem Bandeiras. Eles concordaram em vender Gendry para Melisandre. O que a feiticeira vermelha pretende com um bastardo?

The Climb nos presenteou com diálogos inteligentes e um avanço cadenciado na maioria dos núcleos. Estamos conseguindo entender para onde as coisas estão rumando nessa terceira temporada. O caminho pode ser um pouco lento se compararmos com o que acontece com a maioria dos seriados, mas aí está o diferencial de Game of Thrones. Não há pressa para desenvolver e aprofundar a história e com isso podemos aproveitar uma experiência que fica cada vez mais rica.

O episódio terminou de uma maneira não muito comum no seriado. Não houve uma cena violenta ou um cliffhanger surpreendente. Não. O que vimos foi um momento de extrema beleza e sensibilidade em que Jon Snow e Ygritte se beijam no topo da muralha. Foi mais do que suficiente para encerrar com chave de ouro.

Nota: 8

Game of Thrones: “Kissed By Fire” Crítica

Game of Thrones | 3×05 – Kissed by Fire

Sandor Clegane ganhou sua liberdade ao derrotar Beric Dondarrion em um duelo de espadas. A vitória do cão não foi exatamente uma surpresa, mas o fato de Thoros de Myr conseguir trazer Beric de volta a vida sim. A magia é forte em certos lugares de Westeros. E não nos esqueçamos que Thoros é um sacerdote de R’hllor, assim como Melisandre. Arya ficou revoltada ao ver Clegane sendo libertado. Não adianta, é a vontade do deus vermelho. E foi de cortar o coração quando ela perguntou se seria possível reviver alguém que perdeu a cabeça.

Robb está cometendo erros atrás de erros. Desta vez, o seu senso de justiça à la Ned Stark o obrigou a decapitar o líder da Casa Karstark e com isso perdeu praticamente metade do seu exército. Rickard traiu Robb e cometeu um ato de extrema crueldade ao assassinar os garotos Lannisters, mas teria sido mais sábio mantê-lo apenas preso. Não foi por falta de aviso. Catelyn, Talisa e Edmure em vão tentaram convencer o jovem lobo a tomar uma atitude menos intempestiva. Agora, ele irá buscar o apoio dos Freys. Mais um erro colossal à vista.

Quem está nadando na fossa da depressão é Jaime. Perder a mão foi demais para ele. Pelo menos, isso está colaborando para a humanização do personagem. Assim como Theon no episódio anterior, Jaime botou para fora muitas coisas que no fundo o atormentam. Ele será eternamente o regicida e isso geralmente tem uma conotação pejorativa. O que Jaime quer que as pessoas entendam é que Aerys não era chamado de Rei Louco por acaso. O cara era um lunático e estava sendo o responsável pela morte de milhares. E foi extremamente apropriado Jaime ter tido esse momento justamente com Brienne. Os laços destes dois personagens se estreitam cada vez mais.

Ao perceber a movimentação dos Tyrell para ganharem influência no norte, Tywin revelou o seu plano atual: casar Tyrion com Sansa e Cersei com Sor Loras. Obviamente, ambos não estão de acordo com essa resolução, mas como ir contra um cara como Tywin? Eu teria medo em não acatar suas exigências.

No frio cortante do outro lado da Muralha, Jon Snow deu mais um passo para convencer os selvagens que ele não é mais um patrulheiro da noite. É claro que esse não foi o motivo que o fez quebrar seus votos. Jon Snow está apaixonado por Ygritte, a selvagem beijada pelo fogo.

Kissed by Fire começou com um duelo bem coreografado, incrementou o jogo político e investiu em pequenos momentos carregados de emotividade. Mais do que isso, preparou o terreno para a reta final de uma excelente temporada.

Nota: 8

Game of Thrones: “And Now His Watch is Ended” Crítica

A terceira temporada segue em altíssimo nível. Reviravoltas, surpresas, traições e violência foram a tônica deste episódio.

Jaime Lannister está na pior. Ele está sendo constantemente humilhado por Vargo e o seu grupo. É cruel demais fazer ele andar com a mão amputada amarrada no pescoço como se fosse um colar. Jaime está sem totalmente quebrado, mas ele tem Brienne para tentar elevar seu espírito. Aparentemente, um forte laço entre os dois foi criado. O arco narrativo de Jaime está empolgante. Ele já é um dos meus personagens preferidos.

Falando em personagens preferidos, Varys teve bastante destaque aqui. Descobrimos como ele virou eunuco e o que ele tem feito a respeito da pessoa por trás disso. Varys pode ser cruel. Cruel e inteligente. Assim como Mindinho, ele é uma incógnita. Apenas sabemos que ambos geralmente conseguem o que desejam.

Margaery está manipulando Joffrey com sabedoria. O pirralho assassino está basicamente nas mãos de Margaery e isso deixa Cersei cada vez mais preocupada. A futura rainha já caiu nas graças do povo e até Joffrey foi celebrado. Convenhamos, que povinho sem memória, não é?

Do outro lado da muralha o caos toma conta. Esfomeados e fatigados, alguns patrulheiros se cansam do arrogante Craster e se rebelam. Infelizmente, sobra para o comandante Mormont. Sempre achei que algo assim poderia acontecer, afinal muitos dos corvos são assassinos que não levam desaforo para casa. Só não esperava que Mormont também fosse pagar o preço. A patrulha já estava enfraquecida, agora após essa traição ela vai ficar em frangalhos. E não se esqueçam, selvagens estão para invadir Castelo Negro.

E que jogo psicológico doentio foi feito com Theon. Ele achava que estava escapando, botou para fora tudo o que sentia, mostrou-se arrependido e no final das contas voltou exatamente para onde estava. Este é o bastardo de Roose Bolton. A loucura dele é imprevisível. O sofrimento de Theon está apenas começando.

Quem brilhou de um jeito grandioso foi Daenerys. Finalmente a mãe dos dragões mostrou que pode ser uma peça a ser temida na guerra dos tronos. Ela tem os imaculados, ela tem dragões e também tem atitude. Não houve clemência para os senhores de escravos. Agora ela tem seguidores que a respeitam e a admiram. E ela quer atravessar o mar e tomar o que já foi da família dela. Com esse exército poderoso e os três dragões cada vez maiores vai ser difícil alguém fazer frente a ela.

Nota: 9.1

Game of Thrones: “Walk of Punishment” Crítica

Game of Thrones | 3×03 – Walk of Punishment

Este é mais um daqueles episódios que comprovam a inteligência e habilidade dos criadores de Game of Thrones. Mesmo contando uma história repleta de violência e tensão, há tempo para momentos de humor e de sensibilidade. Melhor episódio da terceira temporada até agora, Walk of Punishment nos fez rir, nos fez temer pelo destino de certos personagens, nos comoveu e terminou com uma cena pra lá de impactante.

Daenerys está mudando e para melhor. A cada episódio sentimos que ela está mais confiante sobre o tipo de rainha que quer ser. Ver os supostos ladrões crucificados mexeu com ela e a fez tomar uma atitude que a princípio pode parecer estranha. Ela prometeu o seu maior dragão em troca de 8 mil imaculados. Mas será mesmo que ela vai se livrar de um de seus filhos assim? Eu não apostaria minhas fichas nisso. Gostei de ver Barristan Selmy elogiando Rhaegar Targaryen, o irmão mais velho de Daenerys. Este é um personagem que eu gostaria de ver representado um dia. Claro, isso só seria possível em um flashback.

Os risos que mencionei nos foram proporcionados principalmente em sequências em Porto Real. O pequeno conselho disputando um lugar ao lado de Tywin na mesa foi hilário. A cara de Tywin vendo tudo isso foi impagável. Que ator espetacular! Outro momento de humor foi com Pod e as prostitutas. O garoto fez o serviço tão bem feito que elas não aceitaram o pagamento. Bronn e Tyrion ficaram impressionados e exigiram os mínimos detalhes. Grande Pod!

Novos personagens e um novo lugar foram apresentados. Trata-se dos familiares de Catelyn em Riverrun. A introdução de Edmure e Peixe Negro não poderia ser melhor. Ver Edmure falhando três vezes em acertar o barco que carregava o corpo do seu pai e o Peixe Negro acertando na primeira, mesmo com o barco lá longe, foi o suficiente para entendermos a dinâmica entre eles. Espero que haja tempo suficiente no enredo para o Peixe Negro ser bem trabalhado como no livro.

Arya e Gendry seguem com Thoros de Myr e a Irmandade Sem Bandeiras. Quem ficou para trás foi Torta Quente, não antes sem dar de presente um bolo em forma de urso para a garota Stark. Belo gesto!

Theon quase foi estuprado por um bando de soldados que o capturaram novamente, mas ele foi salvo por um homem misterioso. Quem é ele e o que ele pretende?

Mas a melhor trama de Walk of Punishment foi mesmo a de Jaime e Brienne. Quando um passante notou os dois e trocou algumas palavras, Jaime alertou Brienne que isso poderia representar um perigo e eles deviam matá-lo. Brienne não deu muito bola a Jaime e um pouco mais a frente no caminho ela percebeu que errou. Os dois foram capturados por um grupo liderado por Vargo Hoat. Jaime ganhou mais profundidade aqui ao convencer Vargo a impedir que Brienne fosse estuprada. Ele realmente estava se importando com o destino dela, o que é surpreendente dadas as suas atitudes na série. Trata-se de um personagem que está mudando. Vargo, querendo mandar uma mensagem para Tywin e por odiar tudo o que Jaime representa, corta a mão do Regicida em uma cena chocante. Parecia que os dois estavam se acertando e que Jaime iria encontrar algum conforto, mas as coisas não funciona assim em Game of Thrones.

Um episódio espetacular que conseguiu abordar quase todos os núcleos de maneira mais do que satisfatória e ainda nos brindou com um final grandioso, com direito a uma música totalmente fora dos padrões do seriado, servindo para potencializar ainda mais a nossa reação diante da cena.

Brilhante.

Nota: 9.4

Game of Thrones: “Valar Morghulis” Crítica

Valar Morghulis encerra em alto nível uma temporada que teve alguns tropeços. Praticamente todos os núcleos receberam atenção. O ritmo ágil do episódio permitiu que várias arestas fossem aparadas e as tramas ganharam ainda mais densidade para a terceira temporada.

Foi doloroso ver Tyrion não ser reconhecido por tudo o que fez em Blackwater. Para piorar, ele não é mais o mão do rei e está cada vez mais isolado. É bom que ele tome alguma atitude antes que alguém tente matá-lo novamente. Não dá para saber o que ele vai fazer de agora em diante.

As melhores sequências de Valar Morghulis se deram em Winterfell. Graças a conversa entre Theon e Meistre Luwin conseguimos compreender um pouco as atitudes de Theon. Luwin tentou ajudá-lo, mas foi em vão. Toda a Winterfell se encontrava cercada pelos nortistas e Theon tentou inflamar os seus soldados com um discurso. E aí fomos surpreendidos por Dagmar dando uma porrada na cabeça de Theon bem no clímax de sua fala. Foi um dos momentos mais engraçados da temporada, mas devo dizer que senti um pouco de pena dele. E ver Luwin morrendo quase me fez derramar algumas lágrimas. A bela e melancólica trilha sonora colaborou para isso.  Agora Bran e os outros rumam para a muralha.

Sansa achou que ficaria livre do Joffrey com a promessa de casamento dele com Margaery, mas o Mindinho já fez ela tirar o cavalinho da chuva. Coitada. Sansa talvez seja uma das personagens mais sofredoras de Game of Thrones. Na primeira temporada ela tinha as piores atitudes possíveis e chegou até a trair a irmã, mas agora ela está agindo com mais sabedorias e vai ganhando o nosso respeito. De qualquer forma, a situação está complicada. Já sabemos que Mindinho está longe de ser confiável.

Vejam como quase nada avançou na trama de Daenerys. Foram 10 episódios para ela ficar sem os dragões e recuperá-los e não muito mais do que isso. Que a terceira temporada seja melhor para ela!

O lado de lá da muralha nos ofereceu um cliffhanger impactante. Finalmente vislumbramos os white walkers mais uma vez. As três trombetas anunciaram que eles estão de volta. Será que podemos classificá-los como zumbis? O fato é que eles estão se aproximando e o coitado do Sam está no meio caminho. O inverno se aproxima. E quanto a Jon? Pelo jeito, os selvagens vão ser receptivos com ele. Estou curioso para conhecer Mance Rayder, um ex-patrulheiro que virou rei para lá da muralha.

Nota: 9.3

Game of Thrones: “Blackwater” Crítica

Game of Thrones | 2×09 – Blackwater

Escrito pelo próprio George R. R. Martin e dirigido por Neil Marshall, Blackwater era o episódio que todos os fãs da série estavam esperando. É claro que Game of Thrones nos ganhou com sua intriga elaborada e seus diálogos inteligentes, mas estávamos ávidos por uma batalha de grandes proporções. A espera acabou. Blackwater nos oferece uma grande batalha, digna dos melhores momentos do seriado. O episódio inteiro é dedicado a batalha e tudo o que ela envolve. Arya, Jon Snow, Daenerys e Robb não aparecem aqui. Esta foi uma das inúmeras escolhas acertadas, pois assim não houve distrações.

A direção de Neil Marshall nos coloca dentro deste sinistro confronto. A tensão vai aumentando aos poucos com a aproximação de Stannis. Quando os soldados de Porto Real começaram a ouvir os tambores vindos do além, eles souberam que testemunhariam algo brutal. A estratégia de Tyrion para utilizar o fogo vivo não poderia ter sido mais correta. A explosão da frota de Stannis foi algo de épico. Monstruosas labaredas verdes destruíram tudo o que alcançaram e formaram um espetáculo visual arrebatador. Mesmo com esse início que não estava nos planos, Stannis liderou seus homens para o confronto corpo a corpo. E aí foi um festival de vísceras e membros decepados. A câmera ficou próxima da ação dando a noção da violência, mas diminuindo um pouco a magnitude de tudo isso.

Os soldados cantando The Rains of Castamare, o confronto verbal entre o Cão e Bronn, o Joffrey se borrando todo ao ver o tamanho da enrascada em que se meteu, o Cão tendo um colapso devido ao fogo, a Cersei etilizada falando tudo o que pensa são exemplos de como Blackwater foi bom mesmo quando o foco não foi a luta em si.

Para finalizar com chave de ouro, uma tentativa de assassinato de Tyrion partindo de um soldado Lannister e os créditos subindo ao som de The National.

Deu para ficar sem fôlego várias vezes. O nono episódio era muito esperado e correspondeu às expectativas.

Nota: 9.2

Game of Thrones: “The Prince of Winterfell” Crítica

Nem mesmo Game of Thrones consegue passar uma temporada inteira sem ter um episódio insosso. The Prince of Winterfell é uma típica preparação para o encerramento da temporada. Uma preparação em que pouca coisa acontece de fato. Uma coisa que aconteceu foi um bocejo meu durante a possivelmente pior cena de todo seriado. Claro que me refiro aquele momento em que Robb e Talisa demonstram por palavras sonolentas que o amor bateu à porta. Tivemos basicamente flashs de Daenerys, Stannis e de Brienne e Jaime. Jaime foi solto por Catelyn como uma estrategia para tentar recuperar suas filhas. Mais um erro de Lady Stark. Pelo menos, a jornada da dupla Jaime e Brienne por Westeros poderá render bons momentos. Cersei e Tyrion seguem se ameaçando, mas será que um deles colocará algo em prática? De Cersei podemos esperar qualquer coisa. Ah. E para quem achava que aqueles garotos queimados poderiam ser os irmãos Stark a cena final revelou que eles estão escondidos embaixo de Winterfell. Forçado, né? The Prince of Winterfell foi uma experiência arrastada e nada inspirada. Assim como Garden of Bones, um episódio protocolar.

Nota: 6.9

Game of Thrones: “A Man Without Honor” Crítica

Game of Thrones | 2×07 – A Man Without Honor

Fica evidente que o homem sem honra é Jaime Lannister, mas o título também se aplica facilmente a Theon Greyjoy. Acompanhamos aqui atitudes lastimáveis deste dois personagens.

Theon quer completar a sua ‘conquista’ de Winterfell capturando Bran e Rickon Stark. Vários soldados e cães treinados estão atrás dos garotos, mas eles conseguiram uma boa vantagem. Os irmãos Stark, Osha, Hodor e os dois lobos formam um grupo bem interessante. Eles ainda não tem um plano definido, apenas tentam ficar cada vez mais longe de casa. O agora oficialmente desprezível Theon é um misto de crueldade, insegurança e fraqueza. Ele age movido por um orgulho ferido e suas ações se tornam cada vez mais imprevisíveis. Ao mando dele, dois garotos tiveram membros arrancados e foram carbonizados. Seriam os Stark?

Mas o episódio é mais sobre Jaime Lannister. Ele tentará de tudo para escapar da prisão, inclusive assassinar um parente. Jaime é frio, calculista e insolente. Ele ficou marcado em Westeros por ser o cara que cravou uma espada nas costas de Aerys Targaryen, o rei louco. Não era isso o que todos queriam na época? Não há honra em um golpe destes, mas havia muito menos honra no governo de Aerys. Só que Jaime não está preocupado em se redimir, longe disto. Atitudes como a que teve neste episódio aumentam ainda mais o ódio dos outros por ele e o mantém como um dos vilões da série.

Se este episódio não foi tão movimentado, ele teve cenas emocionalmente relevantes entre personagens importantes. Além das já citadas, tivemos ótimos momentos entre Cersei e Tyrion, Arya e Tywin e Jon e Ygritte.

Algumas camadas foram adicionadas a Cersei agora. Finalmente vimos um lado humanizado de quem sempre mostrou indiferença. Ela sabe que criou um monstro e está preocupada com isso. Até Tyrion se comoveu, mas o distanciamento entre os dois fez com que ele não soubesse como consolá-la.

Ygritte passou todo o episódio provocando Jon e nos garantindo algumas risadas. É aqui também que ouvimos pela primeira vez a icônica frase: “Você não sabe de nada, Jon Snow”. O fato é que agora Jon se encontra cercado por selvagens. O que o destino reserva para o bastardo de Ned Stark?

Há pouca inspiração na trama de Daenerys atualmente. Descobrimos quem está por trás do roubo dos dragões, mas a revelação não teve impacto algum. Daenerys continua falando grosso sem ter conquistado nada. Este processo de aprendizado poderia ser um pouco melhor trabalhado. Infelizmente, é o elo frágil da temporada.

Nota: 7.9