Crítica: The Night Of

Uma das melhores minisséries produzidas pela HBO, The Night Of é uma experiência inquietante e intensa. Não tenho medo de afirmar que o primeiro episódio é uma obra-prima. Nele, somos apresentados a Nas, um jovem de ascendência árabe que sai com o táxi do pai para uma festa e acaba mergulhando em um pesadelo sem fim. Ele conhece uma mulher e aceita fazer uma corrida para ela. Conversa vai, conversa vem, os dois vão para a casa dela e após boas doses de bebidas e drogas Nas apaga, acorda e dá de cara com a mulher morta a facadas na cama.

O choque é imenso. Nas não sabe o que fazer e nós não temos certeza do que aconteceu. A única certeza é que a vida de Nas como ele a conhecia simplesmente acabou.

A tensão aumenta exponencialmente em The Night Of. Há muito suspense quando a policia entra em cena. Os investigadores pressionam o suspeito e apresentam evidências difíceis de serem negadas. Nas precisa de um bom advogado e existem dúvidas se John Stone pode defendê-lo. John parece ser o típico advogado de porta de cadeia, mas aos poucos vai se mostrando competente. John Turturro entrega uma atuação memorável, com direito a um monólogo estarrecedor em um dos últimos episódios. Temos que elogiar também o trabalho do roteiro, que se preocupou em desenvolver esse personagem de diversas formas. Ele até sofre de um tipo de eczema difícil de ser controlado, coitado.

The Night Of aborda vários aspectos de um crime de tamanha magnitude. Vemos o trabalho dos policiais na cena do crime, a coleta de evidências, o registro de cada detalhe, o julgamento e a vida na cadeia, tudo destrinchado minuciosamente. A chegada de Nas na prisão é extremamente sinistra. Sentimos o medo do personagem exalando, mas ele tem que se virar. Para sobreviver numa prisão dessas, Nas terá que dançar conforme a música.

Transitando por diversos subgêneros, é de se esperar que em alguns momentos a inspiração não seja tão grande. De qualquer forma, não se pode deixar de elogiar a ambição dos criadores.

Sem qualquer pressa, The Night Of desenvolve a trama com maestria. Há muita coisa por trás de um crime como esse e cada detalhe é importante. Será que Nas matou a garota? Fiz essa pergunta diversas vezes durante os episódios. É natural desejarmos uma resposta.

Mesmo que o desfecho não seja tão impactante como poderia ser, não há como não ficar impressionado com uma narrativa tão bem construída. Mais um enorme acerto da HBO.

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The Americans – 5×13: The Soviet Division

O episódio anterior acabou com um cliffhanger intenso, aumentando ainda mais as expectativas para esse season finale. The Soviet Division cumpriu bem o papel de preparar as coisas para a última temporada e ainda investiu nos arcos de alguns personagens secundários, mas que gostamos bastante.

SPOILERS! 

Tuan é um garoto frio, calculista e totalmente doutrinado pela ideologia que defende. Ele não esteva nem aí para a possível morte de Pasha. Para ele, só importava completar a missão. Já Phillip correu o risco de levantar suspeitas quando foi até a casa de Pasha, mas ele claramente não está mais aguentando o peso na consciência. Talvez ele chegasse no limite se o suicídio de Pasha se consumasse.

Que momento fantástico foi a conversa entre Elizabeth e Tuan. Tuan provavelmente faz Elizabeth lembrar de como ela era antes. O diálogo dos dois mostra mais uma vez a qualidade dos roteiristas de The Americans e claro, de Keri Russell. Aposto que Tuan ficou um tanto assustado ao ver Elizabeth profetizando que um dia ele irá falhar se continuar sozinho.

No final das contas, o pai de Pasha parece irredutível em não voltar para a Russia.

Falando em Russia, a grande questão do episódio era a possibilidade de Phillip e Elizabeth encerrarem suas atividades nos Estados Unidos e partirem. Eles levam uma vida praticamente impossível, sempre atentos, sempre vigilantes e ainda criando dois filhos. Mas nos Estados Unidos eles jamais vão passar fome, eles podem jogar uma partida de squash, podem ter um armário repleto de roupas e um futuro promissor para os filhos. Será que vale a pena abandonar tudo isso para viver uma vida incerta na Russia?

Henry provavelmente não terá condições alguma de iniciar uma vida nova em um país tão diferente, ainda mais depois de saber que foi aceito na escola que tanto almejava entrar.

O fato é que a descoberta de que Breland (o pai de Kimmy) vai virar um chefão da divisão soviética da CIA faz com que Liz e Philip repensem tudo. Particularmente, acho estranho esse ser um motivo para fazer com que eles permaneçam nos Estados Unidos. Se eles querem mesmo abandonar o serviço era só passar a informação adiante e a Central arranjar outra pessoa para investir em Kimmy.

Paciência.

The Soviet Divsion teve mais duas coisas bem interessantes.

Foi muito bom ver Martha na Russia aprendendo essa língua tão difícil. E ainda melhor foi ela adotar uma órfã. Martha ficou visivelmente emocionada nessa cena trabalhada com muita sensibilidade. É bom ver que The Americans não esquece de seus personagens, mesmo aqueles que não são tão importantes no momento.

E para finalizar, parece que as suspeitas de Phillip se confirmaram: Renee provavelmente é uma espiã. Coitado de Stan. Essa historinha da casa ser inundada já foi estranha, mas ela dizendo que Stan não deve abandonar o seu trabalho na divisão da contrainteligência foi demais. Mas eu notei que Stan suspeitou de algo. Essa vai ser mais uma questão bem relevante para a próxima temporada.

Enfim, tivemos um episódio digno da qualidade do seriado. Aparou algumas arestas, levantou hipóteses e nos deixou empolgados para a conclusão que se aproxima.

 

Review: Game of Thrones 5×08 – Hardhome

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A quinta temporada de Game of Thrones estava bem fraquinha, até que as coisas começaram a melhorar no episódio da semana passada. Agora, após esse ótimo ‘Hardhome’, dá para dizer que o seriado finalmente voltou a empolgar.

Este oitavo episódio nos ofereceu aquela ótima mistura de intriga, tensão e ação que sempre esperamos.

Primeiro devo falar sobre a parte que menos me interessou: Arya se passando por uma vendedora de ostras, mexilhões e berbigões (o que seria isso?). Será que ela está pronta? Para o Deus de Muitas Faces isso não importa e confesso que para mim também não. Acredito que esse arco narrativo de Arya vai render bons momentos no futuro, mas o caminho está sendo árduo e entediante.

Cersei está pagando pelos os seus pecados. Acusada de fornicação, traição, incesto e pelo assassinato de Robert, ela é ‘aconselhada’ a confessar os crimes que cometeu. Vejam a sinistra mudança na vida de Cersei. Antes uma das pessoas mais poderosas e temíveis de Westeros, agora escorraçada, tomando bordoadas de uma desconhecida e tendo que lamber o chão para ingerir um mínimo de água. Tudo o que ela pode fazer é torcer para que Jaime volte o mais rápido possível, já que o rei Tommen e nada é mesma coisa.

O momento emotivo se deu no encontro entre Sansa e Theon. A garota Stark descobre que seus dois irmãos estão vivos! Acredito que Theon ainda poderá experimentar algum tipo de redenção. Veremos.

Vamos para as melhores sequências?

Como foi bacana presenciar o encontro de dois dos personagens mais queridos? Tyrion e Daenerys tiveram uma conversa das mais reveladoras. A Mãe dos Dragões não é burra! Ela percebeu que ainda lhe falta experiência para comandar um reino e viu que ter Tyrion ao seu lado pode lhe render ótimos frutos. Os dois se entenderam rapidamente e criaram uma admiração mútua. E ela ainda deixou uma ameaça no ar: eu não vou parar a roda, vou quebra-la. Ela está dizendo que pretende dizimar todas as famílias importantes de Westeros? Veremos.

E agora chegamos na espetacular parte final. Jon Snow e Tormund foram em busca de selvagens dispostos a se unirem a eles no embate contra os caminhantes brancos. O ódio que o povo do lado de lá muralha nutre pelos do Sul é impressionante. Alguns resolvem deixar o rancor de lado e formalizar a união. O problema é que justamente neste momento os caminhantes brancos resolvem atacar e temos uma verdadeira carnificina, com direito a cenas de ação frenéticas e empolgantes, parecidas com aquelas que vimos no episódio 9 da temporada passada. Ficou evidente o poder dos Caminhantes Brancos.

Como já havia sido dito anteriormente, a verdadeira guerra é essa. Quando vemos a capacidade de destruição dos caminhantes pensamos que todos os outros deveriam se unir para impedir o brutal avanço deles. Dá para dizer que o inverno chegou, não acham?

Eis aqui um episódio que passou voando, que oferece boas doses de ação, desenvolvimento da trama e personagens e um breve momento de sentimentalismo. Como a atmosfera está cada vez mais carregada e série não houve muitas oportunidades para o humor, mas devo dizer que ri da reação de Tormund frente ao tal Senhor dos Ossos.

Agora que venha o sempre muito esperado nono episódio!

5

Review: Game of Thrones 5×07 – The Gift

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Mesmo o mais fervoroso fã de Game of Thrones deve admitir que essa quinta temporada é a mais fraca até o momento. Eu estava um tanto temeroso quanto ao futuro do seriado, mas finalmente tivemos um bom episódio, que funcionou muito bem por si só e também para preparar as coisas para o restante da temporada.

Algumas sequências soaram um tanto forçadas e pouco inspiradas, como Bronn na prisão e até mesmo Sam e Gilly, mas de resto deu para notar que a trama ganhou muita força, prometendo momentos de impactado em breve.

A construção da cena de Cersei, Margaery e o alto septão foi incrível. Cersei parecia no total controle da situação, inclusive fazendo comentários irônicos para Margaery, até que as coisas mudam completamente e ela acaba presa. O septão parece não perdoar ninguém.

É inegável que o ponto alto do episódio foi o encontro entre Tyrion, Jorah e Daenerys. Muita coisa pode resultar dessa união. Será que a rainha dos dragões vai acolher o anão e perdoar Jorah? Ela realmente precisa de alguém como Tyrion para lhe indicar o caminho certo, já que ela parece um tanto perdida no governo de Meereen.

Agora sim. Estamos diante de intrigas que se forem bem trabalhadas podem gerar sequências grandiosas. Finalmente, o seriado voltou a empolgar!

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Crítica: Flash 1×22 – Rogue Air

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O penúltimo episódio desta primeira temporada de Flash nos apresenta a uma interessante discussão sobre a índole de Barry, traz o Arqueiro para participar e ainda chega a diversos momentos muito aguardados, como a (provável) derrota do Flash Reverso e Iris finalmente escutando a voz do seu coração.

Foi tanta coisa interessante que parecia um season finale!

Uma coisa que me chamou muito a atenção aqui foi a comparação do tipo de herói que é Flash e que é o Arqueiro. Barry bolou um plano moralmente questionável para fazer o transporte dos meta-humanos. Ele foi atrás do vilão Snart para ajudá-lo. É claro que Snart quis algo em troca e Barry aceitou fazer, para indignação de Joe.

Barry recebeu críticas por ter tentado dar uma de malandro, mas para mim ele foi ingênuo ao achar que Snart iria cumprir o que prometeu. Aí que está um dos problemas do nosso herói. Ele acredita que qualquer um pode fazer o bem.

Flash sozinho não iria conseguir derrotar o Flash Reverso, por isso Oliver e Ronnie apareceram para salvar o dia. O trabalho em equipe costuma ser mais efetivo nesses casos mesmo. É sempre bacana ver Flash e o Arqueiro em cena juntos e dessa vez não foi diferente, apesar do foco ter sido apenas na ação.

O problema da vez é o fato do acelerador de partículas ter sido novamente ligado. Qual o plano para pará-lo e evitar mais uma catástrofe?

A conferir.

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Preview: Sense8

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Dia 5 de junho tem estreia na Netflix. Trata-se de Sense8, criação dos irmãos Wachowski (Matrix) e de Michael Straczynski (Babylon 5). Esta é a nova aposta do canal para agradar aos fãs de ficção científica.

O enredo vai mostrar oito estranhos dos mais diversos países que percebem estar conectados mentalmente. Um homem quer reuni-los, mas um outro grupo planeja assassina-los.

Serão 12 episódios, tempo suficiente para que os mistérios sejam apresentados, desenvolvidos e respondidos adequadamente, não é?

Enquanto isso, fiquemos com o trailer:

/Curta: Intratecal

Daredevil 1×03 – Rabbit in a Snow Storm

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‘Rabbit in a Snow Storm’ utiliza a maior parte do seu tempo para mostrar Matt e Foggy defendendo um cliente em julgamento. O cliente em questão é Healy, que brutalmente assassinou um bandido local, a mando de Wilson Fisk.

As cenas no tribunal mostram a boa capacidade de argumentação de Matt e também alguns de seus poderes, como a capacidade de perceber que alguém está em apuros ao ouvir as batidas do coração.

Vemos também o jornalista Ulrich em um dilema: escrever algo que faça o seu jornal vender mais ou ir em busca de uma história realmente importante para a cidade?

Mas é claro, que a melhor parte deste episódio ficou para o final. Em mais uma empolgante luta, dessa vez entre Matt e Healy, vemos este último simplesmente suicidar-se após entregar o nome do seu ‘chefe’. Trata-se de Wilson Fisk, o ‘Rei do Crime’.

Os roteiristas de Demolidor foram muito felizes em gastar três episódios para finalmente mostrá-lo. As expectativas ficaram lá no alto para esse momento derradeiro. Agora, tudo pode acontecer.
[8]

Review: Demolidor 1×02 – Cut Man

daredevil-cut-man-1x02-E o segundo episódio de Demolidor conseguiu ser ainda melhor do que o piloto. ‘Cut Man’ tem início com Matt Murdock ensanguentado em uma lixeira. Ele é ajudado por Claire, uma enfermeira que, apesar de desconfiada da situação, não vai deixar ninguém morrer em suas mãos.

Aos poucos vamos entendendo o que aconteceu. Murdock foi atrás daquele garoto sequestrado no episódio anterior, mas isso era uma cilada. Ele apanhou bastante. Algumas costelas quebradas, cortes profundos, muito sangue perdido e até um pneumotórax. Por sorte, Claire tem habilidades de um clínico experiente.

O roteiro opta por não nos mostrar essa sequência, fica na imaginação. Particularmente, acredito que tenha sido uma atitude correta. Sobra um tempo para investir no passado de Matt e sua relação com o pai.

Os flashbacks mostram Matt se adaptando à cegueira da melhor maneira possível e também ao fato de ter os outros sentidos mais potentes do que o normal.

O pai de Matt recebe uma proposta de cair no quinto round em uma luta, mas o orgulho e o desejo de não decepcionar o filho fazem com que ele vença. Isso trará consequências óbvias. E tristes.

Sempre que o Matt adulto se encontra em dificuldades ele se lembra do pai e da capacidade dele em aguentar muita porrada e se levantar.

A cena final mostrando o resgate do garoto é algo de belo. Belo e violento. Sentimos o cansaço e a dor de Matt, mas o fato é que ele não pode desistir. É uma sequência sem cortes, esteticamente brilhante. Inclusive, me fez lembrar do filme Oldboy, o que é ótimo.

O lado leve de ‘Cut Man’ fica para a madrugada etílica de Foggy e Karen. Boas risadas e bebidas de alto teor alcoólico e qualidade duvidosa.

Agora conhecemos um pouco mais de Matt Murdock e sabemos que Demolidor é um seriado muito bem produzido, sombrio, com personagens interessantes e uma história que tem bastante potencial. Vamos para o próximo episódio?
[9]

Review: Demolidor 1×01 – Into the Ring

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Eu estava aguardando a estreia de Daredevil com um certo grau de ansiedade e posso dizer que este primeiro episódio correspondeu às minhas expectativas.

Como todo inicio de um seriado de heróis, somos apresentados ao personagem principal e a alguns acontecimentos chaves em sua vida. Aqui as coisas foram feitas de maneira rápida e com pouca exposição, permitindo que mais revelações sejam feitas ao longo da temporada.

Na primeira cena já ficamos sabendo como Matt Murdock perdeu a visão quando criança. A importância do pai na vida dele também é ressaltada, durante uma confissão.

Logo temos uma amostra de suas habilidades atléticas e sua capacidade aguçada de audição. Em uma cena de luta muito bem coreografada e intensa, percebemos que estamos diante de um herói confiante, mas vulnerável.

À noite, ele se utiliza de um uniforme de super-herói para combater o crime e durante o dia exerce a profissão de advogado. Matt e Foggy acabam de abrir um ‘escritório’ de advocacia e o primeiro caso já mostra que essa vida também não é fácil.

Eles ficam responsáveis por defender a garota Karen Page, que foi encontrada na frente de um cadáver e com arma do crime na mão. Tal ‘homicídio’ tem enormes ramificações, envolvendo uma construtora, contratos com o governo e muita corrupção.

O criminoso por trás disso está envolto em mistério. Neste episódio, apenas ouvimos sua voz. Mas quem conhece um pouco do mundo da Marvel sabe que trata-se de Kingpin.

Crime organizado, atmosfera sombria, uma certa dose de realismo, sequências de ação com requinte estético e um herói dos mais interessantes. Demolidor começou com o pé direito! A nossa sorte é que podemos assistir ao resto da temporada quando quisermos. Valeu, NetFlix!
[8]

Review: The Walking Dead 5×10 – Them

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Pela média de 7.5 deste episódio no IMDb ficou claro que muitos não gostaram nada do que viram aqui. Algo que me deixou um tanto surpreendido, afinal este foi, para mim, um dos melhores episódios de toda a temporada. Os principais aspectos de ‘Them’ que me agradaram foram a atmosfera pesada e deprimente e o ritmo um pouco mais lento do que o normal. Todos os sobreviventes estão visivelmente cansados desta vida de dormir com um olho aberto, de temer cada local novo. Alguns, como Maggie, parece que já estão pensando em desistir. Logo na primeira cena ela demorou bastante para reagir contra a aproximação de um zumbi. Apesar de tudo, a garota ainda encontra uma fagulha de humanidade e resolve acabar com o sofrimento de uma zumbi que estava presa no porta-malas de um carro.

A gasolina está acabando, a água é artigo de luxo e a fome é cada vez maior. O momento está tão complicado que o episódio nos faz perguntar quem são realmente os mortos-vivos. As sequências em que vemos o grupo andando, devagar e exaurido e os zumbis lá atrás são reveladoras neste sentido. E claro, o diálogo entre Rick e Daryl também. Mas quando a esperança está prestes a ser perdida, aparece uma chance de redenção. Durante uma tempestade arrebatadora, os zumbis tentam entrar no celeiro em que o grupo estava escondido. Unidos de uma forma emocionante e usando toda as forças que restam, eles conseguem impedir a entrada dos errantes.

Para finalizar este episódio reflexivo e até poético, um pouco de suspense. Quem é este novo personagem que aparece como amigo? Torço para que as coisas não se tornem previsíveis como tem sido até aqui nesses encontros. Até agora conhecer pessoas novas só levou à desgraça. Que os roteiristas nos surpreendam um pouco!
[9]

Game of Thrones – Quarta Temporada

Para deixar organizado, apresento aqui os textos de todos os episódios da quarta temporada de Game of Thrones, com SPOILERS, claro:

4×01 Two Swords
4×02 The Lion and the Rose
4×03 Breaker of Chains
4×04 Oathkeeper
4×05 First of His Name
4×06 The Laws of Gods and Men
4×07 Mockingbird
4×08 The Mountain and the Viper
4×09 The Watchers on the Wall
4×10 The Children

Melhores episódios: The Watchers on the Wall, The Lion and the Rose, The Mountain and the Viper, Oathkeeper.

Pior episódio: Breaker of Chains.

Grandes momentos: morte de Joffrey, morte de Oberyn, o bebê transformando-se em caminhante branco, julgamento de Tyrion e seu discurso, conversa de Oberyn e Tyrion em “Mockingbird”, a sequência sem cortes na batalha vista em Watchers on the Wall, Cão de Caça x Arya, Brienne x Pod.

Poderia ter sido melhor: fuga de Tyrion com morte de Shae e Tywin

Melhor ator: Peter Dinklage (Tyrion).
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Melhor atriz: Maisie Williams (Arya).
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Review: Game of Thrones 4×10 – The Children

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Como é fascinante acompanhar Game of Thrones, tanto para quem leu os cinco livros como para quem ainda não teve essa experiência. A única coisa ruim é que as temporadas passam voando e esta não foi diferente.

Uma parte do público ficou um pouco frustrada com o fato de que não tivemos nada sobre Tyrion e Porto Real no episódio passado, mas agora não se pode mais reclamar disso.

Bastante coisa foi mostrada aqui e muitas tramas avançaram. Convenhamos, algumas avançaram tomando rumos bem diferentes do que pensávamos, não é mesmo?

Daenerys é tomada de surpresa quando libertos pedem para voltar a serem escravos, pois a vida agora é pior do que antes. Como se fosse pouco, ela descobre que seus dragões passaram a atacar crianças. A dolorosa solução é acorrentá-los. Drogon, o mais forte, não foi encontrado. Liberta os escravos, prende os “filhos”. Não está fácil o reinado de Mhysa.

Jon, corajosamente, conversando com Mance Ryder foi ótimo. Cada vez mais ele demonstra ser um líder nato. As coisas ficaram um pouco mais fáceis para ele com a chegada de Stannis, mas agora não há como saber o que vai acontecer. A patrulha não pode tomar partido na guerra dos tronos. Os irmãos tem decisões a fazer.

O encontro de Brienne, Arya e o Cão de Caça foi o ponto alto do episódio para mim. A luta de Brienne e o Cão foi espetacular, muito violenta e muito intensa, com um resultado imprevisível. Agora Arya mais uma vez encontra-se sozinha, cada vez mais calejada na arte de sobreviver em um mundo hostil, cada vez menos inocente. Valar Morghulis!

Bran é outro que finalmente chegou aonde supostamente deveria, não sem uma batalha que não serviu para muita coisa a não ser enrolar as coisas um pouco mais e matar mais um personagem. No cliffhanger mais interessante do episódio, recebemos a notícia de que ele jamais voltará a andar, mas irá voar. Isso mesmo! Agora, como, quando e para quê é algo que não posso nem imaginar.

E aí chegamos a esperada sequência de Tyrion. Infelizmente, como muitas coisas foram abordadas, sobrou pouco tempo para fazer com que o impacto da morte de Shae e Twyn fosse tão grande como nos livros. Tudo pareceu fácil demais, banal demais. Sorte que a espetacular atuação de Peter Dinklage elevou a qualidade das coisas.

No geral faltou emoção, ainda mais para quem já leu os livros e isso foi fatal para o episódio.

A temporada terminou e não conseguimos antever nenhum tipo de conclusão para nenhum personagem e quase nenhum aspecto da trama envolvendo a disputa pelo poder em Westeros. Quando Daenerys vai atravessar os mares? Quando os Starks vão se reunir? Qual o função que Brandon exercerá? O que o futuro reserva para Arya? O que será dos selvagens, da patrulha da noite e de Stannis? E os caminhantes brancos? E os Bolton, os Greyjoy? Quais os planos reais de Varys e Mindinho? Como ficará a situação de porto real sem o cara que realmente mandava lá dentro? Jaime e Cersei vão de fato assumir para o povo que tudo que é dito sobre eles é verdade? E Tyrion, para onde irá fugir o anão?

A quantidade de situações em aberto mostra o quão rico é Game of Thrones, mas também nos faz ter um pouco de receio. Será que os arcos narrativos serão concluídos de uma maneira que faça jus a tudo o que vimos até o momento?

Só George Martin e HBO podem responder. Seguirei confiando.
7/10