Lollapalooza Brasil 2018

Dia 1: Royal Blood, Chance The Rapper, LCD Soundsystem, Red Hot Chili Peppers

Marcamos presença no Lollapalooza de 2013, mas naquela época o evento acontecia no jóquei clube. Foi a primeira vez que fomos em Interlagos e aprovamos a experiência. Claro que é difícil uma organização perfeita, mas dessa vez não há muito do que reclamar.

Pegamos um hotel próximo da estação de trem, que é o melhor meio de chegar até lá. É longe demais para ir de carro, ainda mais considerando o trânsito nada amigável de São Paulo.

Desde a saída da estação até o autódromo tem uma distância considerável para caminhar, mas é tudo organizado, com sinalização e relativa segurança. Dá para ir tranquilo e já ir entrando no clima. A fila para entrar foi sempre pequena, talvez pela revista um tanto migué dos funcionários.

Lá dentro é tudo gigante. Tem muito banheiro e quiosques para comer e pegar bebida. Dependendo do lugar ficava mais cheio, mas se você desse uma procurada encontrava um lugar mais vazio.

Nem achei a distância entre os palcos tão grande. A distribuição tinha lógica e não percebi sobreposição de som. O que complica é que o povo costuma ser um tanto lento no deslocamento, aí em shows com um curto intervalo entre eles a coisa podia ficar meio corrida.

Chegamos, pegamos uma budweiser e fomos para o primeiro show.

ROYAL BLOOD

E começamos com o pé direito. É difícil imaginar que uma banda consiga fazer um som tão competente assim apenas com bateria e baixo, mas é isso que faz a dupla inglesa Mike Kerr e Ben Thatcher. Com energia, força e intensidade eles mandaram uma mistura de hard rock e garage rock de qualidade, fazendo boa parte do público sair do chão em vários momentos. O show foi no palco mais legal do Lolla, o ônix. Tem umas dunas ali que permitem uma visão mais do que privilegiada.

CHANCE THE RAPPER

Chance The Rapper é um dos rappers mais elogiados atualmente e foi fácil entender porque. Não vimos o show inteiro, mas deu para ver que ele canta com muita autoridade, parece até um show gospel e falo isso como elogio. Os arranjos são muito bem trabalhados e colaboram para a experiência.

O fato é que a fome e a sede apertaram e este foi o melhor momento para ir atrás de algo.

LCD SOUNDSYSTEM

Gosto bastante do LCD Soundsystem, mas tive uma certa dúvida se ao vivo eles soariam interessantes. James Murphy e seu grupo tiraram minha dúvida rapidamente. Essa mistura de dance-punk e synthpop é viciante. Não foi um show empolgante no sentido de ficar maluco e pulando para cima e para baixo, foi mais um esquema de sentir a música, tomar uma cerveja e entrar num mundo paralelo. A qualidade técnica deles é absurda.

RED HOT CHILI PEPPERS

Apesar de ter ouvido muito Red Hot na adolescência não me considero fã da banda. Mesmo assim, me empolguei bastante no show dos caras. É absurdo o número de hits que eles tiveram na carreira e a galera cantou junto quase o show inteiro. Alguns cantaram todas as músicas a plenos pulmões. Dá para ver que eles tem uma legião de fãs aqui no Brasil.

Ficamos no meio para trás e deu para aproveitar bem. Foram vários momentos marcantes aqui. Flea é o cara. As interações dele com o público já valem o ingresso, ainda mais porque ele é levemente doidão. E toca muito! Teve bastante jams, teve cover de Jorge Ben Jor feito pelo injustiçado guitarrista Josh Klinghoffer (não é fácil substituir o Frusciante), Hump the Bump com um brasileiro na percussão e um convite do Flea para comparecermos na igreja no centro da cidade às 3 da manhã. Eu, hein?

Saímos um pouquinho antes do show acabar e apesar da imensa massa caminhando rumo ao trem, deu para pegar o primeiro logo que chegamos sem stress.

Dia 2: Anderson .Paak, The National, Pearl Jam

ANDERSON .PAAK

Malibu foi um dos álbuns que mais escutei em 2016, portanto tinha boas expectativas para ver o Anderson .Paak ao vivo. E ele mandou bem! O californiano sabe como contagiar o público. Com batidas dançantes misturando soul, funk e rock, o show teve um clima descontraído e agradou bastante.

THE NATIONAL

Após o show do Anderson .Paak muita gente deixou o palco principal e essa foi nossa oportunidade de ir para perto da grade. Eram poucos os fãs de The National que estavam ali. O pessoal estava mesmo esperando o Pearl Jam, provavelmente muitos nem sabiam qual era a do caras. Aposto que muitos procuraram saber mais sobre a banda depois do show. É impressionante como o The National toca bem ao vivo.

O vocalista Matt Berninger tem um estilo todo cool e descompromissado. Aos poucos, ele vai ficando cada vez mais intenso e isso passa para o público de um jeito inevitável. O cara até tacou um copo de cerveja na galera. Eles preferiram tocar músicas um pouco mais agitadas e deram preferência ao novo álbum, o que acabou deixando alguns clássicos de fora. Foi uma pena não poder ouvir Start a War, Karen e About Today ao vivo, mas fazer o que?

Destaque para a estrondosa Mr. November e seu refrão.

PEARL JAM

Nunca fui muito fã do Pearl Jam, mas ver ao vivo o politizado Eddie Vedder é diferente. Ele até falou português! Conheço pouco da banda e prefiro as músicas mais lentas tipo Breath, mas deu para ver que a galera ficou maluca. Confesso que prefiri sair antes para voltar com mais tranquilidade.

Dia 3: The Neighborhood, Liam Gallagher, The Killers

Nosso objetivo era chegar cedo e pegar um lugar o mais perto da grande possível até o The Killers. Teríamos que racionar água e abdicar da ida ao banheiro. Cerveja? Melhor não. Foi cansativo, mas valeu a pena.

THE NEIGHBORHOOD

Os caras tem umas músicas meio parecidas, mas até que decentes. O público era grande e sabia cantar boa parte do setlist. A banda criou um clima bacana no Lolla e foi uma digna preparação para o resto do dia/noite.

LIAM GALLAGHER

Depois desse show passei a me interessar mais pelos irmãos Gallagher e pelo Oasis. O cara é foda! Ele tem a alma de um rock star, não dá para negar. Dessa vez o show transcorreu sem problema algum. Nada de sinusite ou de falhas no som. Como estávamos bem perto do palco tinha bastante fã do Liam ali, alguns bem exaltados. Como não cantar Wonderwall em coro?

THE KILLERS

Essa foi a terceira vez que vimos o The Killers ao vivo e é fácil perceber que eles evoluíram muito ao longo dos anos. Mesmo sem Keuning e Stoemer, o nível foi altíssimo.

O show foi um verdadeiro espetáculo. Cada música recebe algum tratamento especial, seja no jogo de luzes, papel picado, nas imagens do telão, na interação do Flowers com o público e até a roupa que ele veste. Isso são detalhes que engrandecem o conjunto, mas o destaque é mesmo a música.

The Man já fez todo mundo entrar no clima e Somebody Told Me mantém a galera pulando sem parar. Você já se sente conectado com a banda e com os outros fãs, não dá mais para parar. Deu para dar uma diminuída no ritmo com Dustland Fairytale, um momento mágico. As luzes de celular acesas na introdução deixaram até o Sr. Flores emocionado.

Foi legal ver a apresentadora da multishow tocando bateria em For Reasons Unknown. Acho meio arriscado essa ideia da banda de colocar alguém do público para tocar junto em uma música, mas quase sempre dá certo. Dessa vez deu muito certo.

E o que dizer da épica All These Things That I’ve com seu refrão cantando em uníssono com direito a uma aparição do Liam Gallagher no palco?

Para fechar, Mr. Brightside, talvez a melhor música indie do século. Em 2013 eles começaram o show do Lolla Br com ela, deixando todo mundo já ligado no 220 desde o começo. Dessa vez, serviu para encerrar o show no mais alto nível. Impossível não se empolgar.

Brandon Flowers tem total controle sobre o show. O carisma dele é inegável e além disso canta muito, cada vez mais afinado e seguro. Senti em alguns momentos que o guitarrista substituto não conseguiu corresponder tão bem, mas não chegou a atrapalhar.

Tomara que eles cumpram o prometido e não fiquem mais de 5 anos sem aparecer por aqui!


– Top 3 Shows Lolla BR 2018

1. The Killers

2. The National

3. Liam Gallagher

 

 

 

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Festival BUE

Não foi das tarefas mais fáceis ir até Buenos Aires conferir de perto o Festival Bue.

Fomos até lá para ver o Arcade Fire, mas também para conferir a excelente banda argentina chamada El Mato a un Policia Motorizado.

Mas faltou pouco para não perdermos o festival.

No dia anterior ao show a CGT (confederación general del trabajo) ameaçou uma greve geral para o dia 15/12, justamente o primeiro dia do festival e o dia que voaríamos até a Argentina. E lá quando tem greve geral tudo para, inclusive os aeroportos.

Para nossa sorte, a greve acabou acontecendo apenas no dia 18.

A jornada começou com uma chuva torrencial em Curitiba que atrasou o nosso voo. Ainda bem que foi um atraso pequeno. Para esse dia, não dava para ir direto para Argentina. Então fomos para Guarulhos e de lá para Buenos Aires.

Quando compramos o ingresso não havia a opção de receber em casa por se tratar de outro país. Tivemos que chegar no dia e retirar, mas não dava para tirar no local do festival, apenas nos locais autorizados espalhados por Buenos Aires.

Decidimos ir até o Abasto shopping que era mais caminho e também para podermos comer algo antes de ir até Tecnopolis.

E como Tecnopolis era longe! Fica na região metropolitana.

Até dava para tentar ir de ônibus, mas iria demorar muito mais do que o normal e também tinha o risco de parar em algum ponto errado. Então o esquema foi ir de UBER mesmo. Gastamos o equivalente a 90 reais nessa corrida.

Chegando lá, só alegria.

Deu para entender a dinâmica dos palcos e dos lugares de comer, só demoramos para perceber que havia um lugar específico para comprar e tomar cerveja. Estava muito estranho não ver ninguém tomando cerveja em um show. Mas só fomos uma vez para lá, porque tinha uma fila grande e a cerveja obviamente não estava gelada como deveria.

Paciência.

O que importa é que o show do El Mato a Un Policia Motorizado surpreendeu. Essa é uma banda que faz um som indie de qualidade. Acho que se eles fossem americanos fariam sucesso a nível mundial. O show deles foi no palco fechado e combinou com as músicas, que alternam bem entre momentos mais calmos e agitados. E as letras são fáceis de memorizar e cantar junto. Torço para que eles cresçam cada vez mais.

E o que falar do Arcade Fire? Puta que pariu.

Os caras sabem o que fazem. Eles entregaram um set list basicamente perfeito. Algumas músicas do álbum novo que não me agradaram tanto funcionaram ao vivo. Não dá para ficar parado e não cantar junto com eles. É contagiante demais. Tá certo que algumas letras são meio difíceis, mas pelo menos os refrões a gente acompanha.

Detalhe interessante é que o Win Butler tinha total consciência do momento difícil pelo qual os argentinos estavam passando e mandou umas mensagens de apoio.

Quanto ao público argentino, esperava mais. Sinceramente, até hoje nunca vi uma galera mais empolgada do que aquela que cantou com o The Killers no Lolla BR em 2013 do começo ao fim.

Falando em público argentino, tivemos o azar de ficar atrás de um rapazote pé de valsa que não parava por um segundo. O show era foda, mas tem que ter bom senso! haha

Para voltar de Tecnopolis o meu 3G me deixou na mão e não pude chamar um UBER. Tivemos que apelar para a máfia dos táxis. Parece que os táxis de Buenos Aireis não podem circular por lá em alguns horários e eles desligam o taxímetro e ‘negociam’. Resultado? Gastamos o equivalente a 200 reais em uma corrida que era para ser no máximo uns 120. Era isso ou tentar ir de ônibus como se fosse uma ida de Piraquara para o Cabral de madrugada. Melhor não, né?

E lembram quando eu disse que quase perdemos o show? O primeiro motivo foi a greve que quase aconteceu e o segundo foi o tempo.

No dia seguinte, sábado, caiu uma chuva sinistra em Buenos Aires que fez com que o Festival cancelasse algumas bandas. Por sorte a gente nem ia neste segundo dia.

Imagine viajar até lá e ter o seu show cancelado?

E detalhe, na volta tivemos que acelerar o passo em Guarulhos para não perder o voo para Curitiba.

A experiência foi muito boa, mas acho que foi a última vez que vou para fora do país especificamente para ver um show. São muitas coisas que podem dar errado. E olha que sou organizado quanto a viagens.

Shows: Rock in Rio 2017

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Saímos de Curitiba rumo ao Rio no sábado dia 23/09.

Estávamos com um certo receio de chegar na cidade exatamente no dia em que o exército iria ocupar a Rocinha, mas fazer o quê?

Não dava para cancelar a experiência devido a guerra do tráfico, né?

A empolgação era grande para conferir in loco o nosso primeiro Rock in Rio. Escolhemos o provável melhor dia do festival, com Titãs, Incubus, The Who e Guns n’ Roses.

Chegamos no hotel já em clima de Rock in Rio: a música ambiente era rock. Fomos comer algo no shopping próximo e rumamos para o Parque Olímpico.

Eu tinha me preparado para usar o transporte público do Rio ou até mesmo ir andando, já que o lugar ficava cerca de 1 km distante. Só que tinha umas regiões meio suspeitas pelo caminho.

Por sorte, o hotel oferecia transporte por módicos 10 reais. Ida e volta. Maravilha.

Ao entrar no Parque Olímpico batemos a tradicional foto na frente do letreiro. E já deu pra notar que o lugar era muito grande e que havia muita gente.

O esquema foi tomar uma cerveja e aguardar os shows.

Titãs
Não dá para negar a relevância da banda no cenário nacional. Foi uma boa escolha do line-up. Os caras tocaram em alto estilo, emendando clássico atrás de clássico e empolgando o público.

A lamentar a curta duração do show e a ausência de algumas músicas.

Incubus
Ouvi dizer que eles tocaram legal. Mas aproveitamos a integridade do show deles para uma pizza carinha e meio sem gosto da Domino’s e mais hidratação.

The Who
Puta merda. Peter Townshend e Roger Daltry com mais de 70 anos na costas mostraram porque o The Who é uma das bandas mais importantes do Rock.

Presenciamos um momento histórico, afinal eles nunca tinham vindo para o Brasil antes.

Dificilmente esquecerei da experiência de ouvir a fenomenal Baba O Riley ao vivo.

Guns ‘N Roses
Já na primeira música deu para perceber que os fãs de Guns são fervorosos. Os caras pulam e cantam com a banda com intensidade.

Axl, Slash e Duff fazem os olhos deles brilharem. E confesso que entendo a comoção.

O Axl quase teve que encerrar a carreira. Está acima do peso e com uma certa idade. E mesmo assim o cara toca por mais de 3 horas, correndo de um lado para o outro e interagindo com o povo. Na boa? Criticar o cara por não alcançar as notas que ele alcançava no estúdio é ridículo.

Eu tava bem a fim de curtir Sweet Child O’ Mine, November Rain e Used to Love Her, mas não deu. O álcool subiu à cabeça e o joelho começava a protestar. Tivemos que rumar para o ponto combinado com o motorista da van.

E assim, encerramos a inesquecível experiência de conferir de perto um dos grandes festivais de música das Américas.

Quem sabe daqui a 2 anos a gente não volte? Tomara que com alguma banda como Iron Maiden, por exemplo

Show: Muse – São Paulo (2015)

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Faz tempo que me considero um fã do Muse. Minha admiração pelo trio britânico começou quando escutei o álbum Absolution há praticamente 10 anos. A partir daquela época, fui atrás dos álbuns anteriores e acompanhei de perto os lançamentos da banda. Confesso que atualmente não escuto Muse tanto como antes,  mas não iria deixar essa oportunidade passar. Finalmente havia chegado o momento de conferir de perto uma apresentação dos caras, apesar do preço abusivo dos ingressos.

Chegamos dentro do Allianz Parque umas 2 horas antes do horário previsto para iniciar o show e o que chamou a atenção logo de cara foi a quantidade de espaços vazios. Parece que o Muse ainda não tem aquela fama para lotar arenas no Brasil. De qualquer forma, na hora que eles começaram a tocar o estádio estava mais cheio. De acordo com a produtora do evento, 27 mil almas acompanharam a performance dos caras.

Uma coisa que aprendi: se você quer realmente se empolgar e sentir o show, nada de ficar em qualquer lugar que não seja a pista. Essa foi a primeira e – possivelmente – a última vez que resolvo pegar a cadeira inferior. A única coisa boa é ter uma visão privilegiada da banda e da galera, mas o bacana é estar lá no meio.

O setlist foi curto, mas muito bem equilibrado. Tivemos as músicas novas no começo. Psycho é uma ótima opção para abrir o show, com seus riffs pesados e diretos, fazendo todo mundo pular. Plug in Baby potencializa isso tudo e facilmente torna-se um dos destaques do show.

As coisas esfriam um pouco com algumas músicas mais recentes, mas pelo menos Dead Inside se revela ótima ao vivo e é mais uma oportunidade para Matt Bellamy mostrar seu talento.

Muscle Museum é tipo uma homenagem para os fãs antigos. O cara que sabe cantar essa do começo ao fim pode ser considerado fã de carteirinha.

A partir daí foi uma porrada atrás da outra. Madness, Supermassive Black Hole, Time is Running Out, Starlight, Uprising. Público cantando junto e pulando. Para o bis, Mercy e Knights of Cydonia, fechando com propriedade.

É uma pena que logo quando o show empolgou de fato, ele terminou. Será que deu 1 hora e meia no total? Passou tão rápido. Ficou evidente a qualidade técnica, os refrões incríveis cantados como se fossem hinos, a produção caprichada, mas faltou algo. Uma interação maior? Uns 30 minutos a mais? Provavelmente.

Saímos satisfeitos, mas com a noção de que eles poderiam ter feito um pouco mais.

Lollapalooza Brasil 2013: The Killers

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O primeiro dia do Lollapalooza Brasil 2013, que aconteceu em São Paulo em 29/03, ficou marcado pelas enormes filas, pela lama, por um protesto da banda Copacabana Club contra o pastor Feliciano, por um nada inspirado Flaming Lips e, principalmente, pelo grandioso show do The Killers.

Como o quarteto de Las Vegas vem evoluindo a cada ano, tanto nos trabalhos em estúdio como nos desempenhos ao vivo, as expectativas eram enormes. Todos os fãs esperavam fazer parte de um momento único na história da banda e foi exatamente isso o que aconteceu.

De maneira matadora eles abriram o show com a clássica Mr. Brightside e o resultado foi o público indo ao delírio em questão de segundos. A música foi cantada a plenos pulmões por todos, visivelmente impressionando e contagiando o já animado Brandon Flowers. A sintonia entre público e banda ficou evidente já nos minutos iniciais, algo que se manteve inalterado até o fim.

A bela The Way it Was ficou ainda mais emocionante ao vivo. Foi neste momento que Brandon Flowers começou a mostrar todo seu carisma ao dizer em português: “oi São Paulo, somos os Killers e esta noite, somos todos seus.”

A capacidade da banda de melhorar as músicas nas versões ao vivo ficou clara também em Miss Atomic Bomb, For Reasons Unknown e From Here on Out. Nesta última, Brandon Flowers pergunta se todos trouxeram os seus “sapatos de dança”. A música tem um riff cheio de energia que combinou bastante com o clima da noite.

Merece um destaque especial A Dustland Fairytale, que para mim foi o momento mais inspirado de todos os integrantes da banda.

E o que dizer de All These Thins That I’ve Done? Possivelmente o grande hit do grupo, um verdadeiro épico que se transforma em hino nos shows. Como não se empolgar com o refrão “I got soul but I’m not a soldier” cantado por milhares em uníssono?

Com direito a chuva, fogos e um show de luzes muito apropriado, a contagiante When You Were Young arrepiou o público já alucinado e fechou com chave de ouro uma performance exemplar. Sobrou um tempo para uma calorosa despedida de um outro cara carismático, o baterista Ronnie Vannucci, que dessa vez não estava fantasiado de mago.

O The Killers alcançou o posto de uma das melhores bandas do cenário atual e tem potencial para crescer ainda mais. Shows como esse, cheios de hits, interação e sintonia, são uma prova disso!

Set List
1 Mr. Brightside
2 Spaceman
3 The Way it Was
4 Smile Like You Mean it
5 Miss Atomic Bomb
6 Human
7 Somebody Told Me
8 For Reasons Unknown
9 From Here on Out
10 A Dustland Fairytale
11 Read My Mind
12 Runaways
13 All These Things That I’ve Done
14 This Is Your Life
15 Jenny Was a Friend of Mine
16 When You Were Young

Veja o show na íntegra clicando AQUI.