Game of Thrones: “Blackwater” Crítica

Game of Thrones | 2×09 – Blackwater

Escrito pelo próprio George R. R. Martin e dirigido por Neil Marshall, Blackwater era o episódio que todos os fãs da série estavam esperando. É claro que Game of Thrones nos ganhou com sua intriga elaborada e seus diálogos inteligentes, mas estávamos ávidos por uma batalha de grandes proporções. A espera acabou. Blackwater nos oferece uma grande batalha, digna dos melhores momentos do seriado. O episódio inteiro é dedicado a batalha e tudo o que ela envolve. Arya, Jon Snow, Daenerys e Robb não aparecem aqui. Esta foi uma das inúmeras escolhas acertadas, pois assim não houve distrações.

A direção de Neil Marshall nos coloca dentro deste sinistro confronto. A tensão vai aumentando aos poucos com a aproximação de Stannis. Quando os soldados de Porto Real começaram a ouvir os tambores vindos do além, eles souberam que testemunhariam algo brutal. A estratégia de Tyrion para utilizar o fogo vivo não poderia ter sido mais correta. A explosão da frota de Stannis foi algo de épico. Monstruosas labaredas verdes destruíram tudo o que alcançaram e formaram um espetáculo visual arrebatador. Mesmo com esse início que não estava nos planos, Stannis liderou seus homens para o confronto corpo a corpo. E aí foi um festival de vísceras e membros decepados. A câmera ficou próxima da ação dando a noção da violência, mas diminuindo um pouco a magnitude de tudo isso.

Os soldados cantando The Rains of Castamare, o confronto verbal entre o Cão e Bronn, o Joffrey se borrando todo ao ver o tamanho da enrascada em que se meteu, o Cão tendo um colapso devido ao fogo, a Cersei etilizada falando tudo o que pensa são exemplos de como Blackwater foi bom mesmo quando o foco não foi a luta em si.

Para finalizar com chave de ouro, uma tentativa de assassinato de Tyrion partindo de um soldado Lannister e os créditos subindo ao som de The National.

Deu para ficar sem fôlego várias vezes. O nono episódio era muito esperado e correspondeu às expectativas.

Nota: 9.2

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Game of Thrones: “The Prince of Winterfell” Crítica

Nem mesmo Game of Thrones consegue passar uma temporada inteira sem ter um episódio insosso. The Prince of Winterfell é uma típica preparação para o encerramento da temporada. Uma preparação em que pouca coisa acontece de fato. Uma coisa que aconteceu foi um bocejo meu durante a possivelmente pior cena de todo seriado. Claro que me refiro aquele momento em que Robb e Talisa demonstram por palavras sonolentas que o amor bateu à porta. Tivemos basicamente flashs de Daenerys, Stannis e de Brienne e Jaime. Jaime foi solto por Catelyn como uma estrategia para tentar recuperar suas filhas. Mais um erro de Lady Stark. Pelo menos, a jornada da dupla Jaime e Brienne por Westeros poderá render bons momentos. Cersei e Tyrion seguem se ameaçando, mas será que um deles colocará algo em prática? De Cersei podemos esperar qualquer coisa. Ah. E para quem achava que aqueles garotos queimados poderiam ser os irmãos Stark a cena final revelou que eles estão escondidos embaixo de Winterfell. Forçado, né? The Prince of Winterfell foi uma experiência arrastada e nada inspirada. Assim como Garden of Bones, um episódio protocolar.

Nota: 6.9

Game of Thrones: “A Man Without Honor” Crítica

Game of Thrones | 2×07 – A Man Without Honor

Fica evidente que o homem sem honra é Jaime Lannister, mas o título também se aplica facilmente a Theon Greyjoy. Acompanhamos aqui atitudes lastimáveis deste dois personagens.

Theon quer completar a sua ‘conquista’ de Winterfell capturando Bran e Rickon Stark. Vários soldados e cães treinados estão atrás dos garotos, mas eles conseguiram uma boa vantagem. Os irmãos Stark, Osha, Hodor e os dois lobos formam um grupo bem interessante. Eles ainda não tem um plano definido, apenas tentam ficar cada vez mais longe de casa. O agora oficialmente desprezível Theon é um misto de crueldade, insegurança e fraqueza. Ele age movido por um orgulho ferido e suas ações se tornam cada vez mais imprevisíveis. Ao mando dele, dois garotos tiveram membros arrancados e foram carbonizados. Seriam os Stark?

Mas o episódio é mais sobre Jaime Lannister. Ele tentará de tudo para escapar da prisão, inclusive assassinar um parente. Jaime é frio, calculista e insolente. Ele ficou marcado em Westeros por ser o cara que cravou uma espada nas costas de Aerys Targaryen, o rei louco. Não era isso o que todos queriam na época? Não há honra em um golpe destes, mas havia muito menos honra no governo de Aerys. Só que Jaime não está preocupado em se redimir, longe disto. Atitudes como a que teve neste episódio aumentam ainda mais o ódio dos outros por ele e o mantém como um dos vilões da série.

Se este episódio não foi tão movimentado, ele teve cenas emocionalmente relevantes entre personagens importantes. Além das já citadas, tivemos ótimos momentos entre Cersei e Tyrion, Arya e Tywin e Jon e Ygritte.

Algumas camadas foram adicionadas a Cersei agora. Finalmente vimos um lado humanizado de quem sempre mostrou indiferença. Ela sabe que criou um monstro e está preocupada com isso. Até Tyrion se comoveu, mas o distanciamento entre os dois fez com que ele não soubesse como consolá-la.

Ygritte passou todo o episódio provocando Jon e nos garantindo algumas risadas. É aqui também que ouvimos pela primeira vez a icônica frase: “Você não sabe de nada, Jon Snow”. O fato é que agora Jon se encontra cercado por selvagens. O que o destino reserva para o bastardo de Ned Stark?

Há pouca inspiração na trama de Daenerys atualmente. Descobrimos quem está por trás do roubo dos dragões, mas a revelação não teve impacto algum. Daenerys continua falando grosso sem ter conquistado nada. Este processo de aprendizado poderia ser um pouco melhor trabalhado. Infelizmente, é o elo frágil da temporada.

Nota: 7.9

 

Game of Thrones: “The Old Gods and the New” Crítica

Game of Thrones | 2×06 – The Old Gods and the New

Assim como o episódio anterior, o ritmo segue intenso em Game of Thrones.

Theon, de maneira vil e covarde, ataca e domina Winterfell. Bran não tem muito o que fazer se não se render. Sor Rodrik fica possesso com Theon e até cospe na cara dele. Sobra para o Sor Rodrik, em uma sequência forte. Theon quer provar para o pai e para o seu povo que é digno de assumir o trono algum dia, mas seus atos covardes e sua insegurança não permitirão que ele se torne alguém respeitado. Robb já declarou que vai arrancar a cabeça de Theon assim que possível. Ao que parece, ele irá receber a ajuda do bastardo de Roose Bolton.

Robb, o rei do Norte, está visivelmente apaixonado pela mulher que está cuidado dos feridos. Lady Stark não deixou de lembrá-lo que ele está prometido para uma das filhas de Frey. E é bom cumprir as promessas feitas a pessoas poderosas.

Vejam a diferença entre os irmãos Joffrey e Tommen. Enquanto este chora a partida da irmã, aquele é só desprezo e indiferença. E o caos tomou conta de Porto Real. Alguém teve a ousadia de atirar um pedaço de bosta na cara de Joffrey, que obviamente solicitou que todos fossem mortos. Mas a comitiva do rei estava em menor número e os populares estavam ensandecidos. Como era de se esperar, Joffrey está longe de fazer um bom governo. Sobrou para Tyrion tentar colocar um pouco de bom senso na cabeça deste animal.

Falando em animais, Sansa Stark quase foi estuprada por um bando de revoltados. Por sorte, Clegane estava lá para salvá-la. Não é a primeira vez que Clegane faz algo para proteger a garota Stark.

Do outro lado da muralha, Jon Snow tem um encontro peculiar com uma selvagem. Ele deveria matá-la, mas não conseguiu. Com Ygritte passamos a conhecer um pouco dos selvagens e ficamos sabendo que eles queimam os mortos para evitar que voltem à vida.

Daenerys está falando com autoridade e pompa, mas até agora não teve atitudes a altura do seu nome. Para piorar, alguém roubou os seus preciosos dragões.

A segunda temporada realmente empolgou agora. The Old Gods and The New e The Ghost of Harrenhal foram acima da média e serviram como um ótimo termômetro para a reta final desta temporada.

Nota: 8.9

Born to Run: Autobiografia (Bruce Springsteen)

Com quase 50 anos de carreira produzindo músicas cujas letras se destacam tanto quanto a melodia, não foi nada surpreendente constatar a qualidade literária da autobiografia de Bruce Sprinsgteen. Born to Run é um relato confessional sobre detalhes da vida de um dos grandes nomes da História do rock.

Acompanhamos o início repleto de percalços e dúvidas até ele se transformar no que é hoje. O livro é dividido cronologicamente e em capítulos curtos. Cada álbum ganha um capítulo próprio, assim como os acontecimentos mais relevantes de sua trajetória.

Aprendi bastante sobre The Boss lendo Born to Run. As influências como Elvis, Beatles, Rolling Stones, Bob Dylan e muitas outras são citadas. A relação dele com a família ganha destaque, principalmente a convivência um tanto conturbada com o pai. Graças ao livro também fica exaltada a importância da E Street Band. Quando falamos em Bruce Springsteen não podemos nos esquecer da banda como um todo, principalmente Patti Scialfa (esposa), Steven Van Zandt (que também é ator e participou de The Sopranos) e o gigante saxofonista Clarence Clemons.

Springsteen tem uma carreira muito fértil. São vários álbuns grandiosos e uns poucos trabalhos irregulares. Com o livro conseguimos entender a importância de Born to Run e Born in the Usa para que ele deslanchasse. E também vários outros momentos cruciais, como a arrebatadora performance da banda no show do intervalo do Super Bowl (2009).

Uma autobiografia pode ter o seu viés, mas Bruce não deixa de tocar em assuntos delicados como os seus problemas psiquiátricos. Apesar de Bruce constantemente afirma se sentir sortudo por poder viver de música, vemos que ele é mais um do meio que precisa enfrentar a depressão.

Mesmo com esse tipo de assunto, este é um livro fácil de ler. Bruce tem intimidade com as palavras e adora um humor auto-depreciativo. É claro que o público alvo são os fãs que querem compreender melhor o seu ídolo, mas Born to Run é um material interessante para qualquer um que se interesse por música.

Nota: 9

Game of Thrones: “The Ghost of Harrenhal” Crítica

Game of Thrones | 2×05 – The Ghost of Harrenhal

Após um episódio morno, Game of Thrones se recupera e nos entrega uma experiência acima da média e que passou voando.

Logo na primeira sequência vemos aquela sombra parida por Melisandre agindo. O alvo dela era Renly e mesmo com a presença de Brienne, não houve como pará-la. Por poucos minutos ficamos animados com a possível aliança de Renly e Robb, mas aí tudo foi por água abaixo com o assassinato de Renly.

Agora todo o exército de Renly passou para o irmão Stannis. Sor Loras jura vingança. Ele não só gostava de Renly como achava que ele poderia ser um ótimo rei. Eu também achava.

Confesso que ainda não estou investido na trama de Daenerys nesta temporada, apesar de que ver os dragões crescendo é sempre intrigante. Gosto também de ver a admiração que Sor Jorah sente por Daenerys. Quer dizer, existe algo a mais do que admiração na jogada. E a rainha dos dragões também é surpreendida por um pedido de casamento que veio com a promessa de muito dinheiro para comprar exércitos e navios.

A dinâmica entre Arya e Tywin é ótima. Podemos considerar um pouquinho forçado Tywin não desconfiar que está diante de uma Stark, mas isso proporciona situações interessantes. Arya fala que todo mundo pode ser morto olhando nos olhos de Tywin. Ela está cada vez mais madura. E para completar, Jaqen quer pagar sua dívida oferecendo a cabeça de três pessoas. Basta Arya dizer os nomes.

O primeiro já foi.

Este episódio prepara muita coisa para o futuro próximo. A tensão aumenta a cada instante. Temos a iminente invasão da desprotegida Winterfell comandada por um Theon querendo se provar, a aproximação da patrulha da noite em território selvagem e a invasão que Stannis pretende fazer em uma Porto Real cheia de fogo vivo.

Episódios como esse são evidências de que os criadores de Game of Thrones tem tudo sob controle.

Nota: 8.6 

Game of Thrones: “Garden of Bones” Crítica

Game of Thrones | 2×04 – Garden of Bones

A trama avança pouco e o ritmo é um tanto irregular em Garden of Bones. Pode ser que seja pela qualidade do ator Peter Dinklage, mas as únicas cenas que me despertaram mais interesse envolveram Tyrion. Ah. E ver a maldade de Joffrey chegando a uma escala estratosférica também. É possível não odiá-lo? Coitada de Sansa. Ela não consegue ter um só dia de paz. Quem não gostava dela deve ao menos simpatizar com ela agora e torcer para que dê um jeito de escapar desse pesadelo.

Falando em pesadelo, é exatamente isso que Harrenhal oferece para os capturados. Pouca comida, muita sujeira e morte para todo o lado. Um lugar chefiado pela Montanha não poderia ser diferente. Parece que as coisas irão melhorar agora que Tywin chegou.

Eu estava na torcida para que Stannis e Renly tivessem uma conversa produtiva em busca de um acordo, mas os irmãos estão bem longe disso. Nenhum abrirá mão de se sentar no trono de ferro. Será que o enorme exército de Renly terá alguma chance diante dessa sombra aterrorizante parida pela Sacerdotista da Luz?

Vou ser sincero com vocês. Gosto do lado sobrenatural e de fantasia de Game of Thrones, mas esse pequeno diabo que saiu do ventre de Melisandre me desanimou um pouco.

Garden of Bones é o episódio mais fraco de Game of Thrones até o momento.

Nota:

Game of Thrones: “What is Dead May Never Die” Crítica

Game of Thrones | 2×03 – What is Dead May Never Die

Theon. Humilhado pelo pai e pela irmã. Injustiçado. Assim como acontece com Sansa, foi obrigado a viver com os Stark após um conflito. Percebemos por algumas de suas atitudes que Theon é fraco, que se considera mais importante do que realmente é. Ele vive um conflito interno. Pensou duas vezes antes de trair Robb, mas conquistar o respeito do pai e dos homens de ferro falou mais alto.

Existirá alguma cena interessante com Shae? Que personagem chata e inútil.

Cersei não criou só monstros. Tommen, o irmão mais novo de Joffrey, disse que provavelmente não mataria Robb. Seria melhor para todos se ele fosse o rei, não é?

Tyrion continua fazendo de tudo para se proteger de qualquer ameaça. Usando uma inteligente artimanha, ele descobre o quão ardiloso é o Meistre Pycelle. Mas será que ele poderá confiar em Varys e Mindinho?

E novos personagens não param de ser apresentados. Desta vez conhecemos a gigante e habilidosa Brienne. Ela venceu ninguém mais ninguém menos do que Sor Loras em um duelo. Como prêmio, solicitou fazer parte da Guarda do Rei. Bom, pelo menos um dos aspirantes a rei. Fazia tempo que não víamos Renly, o irmão mais novo de Robert. E ele conseguiu juntar um grande exército. Para ficar ainda mais forte, casou com Margaery Tyrell. Só que há um problema. Renly está com dificuldades de colocar um filho no ventre dela, como ela mesma diz.

What is Dead May Never Die estava terminando sem muito brilho, até a sequência final maravilhosamente brutal. Primeiro uma conversa emotiva entre Yoren e Arya. É impressionante como Game of Thrones consegue fazer com que nos importemos com personagens bem secundários. Yoren foi o responsável por salvar Arya daquele caos no septo de Baelor e aqui ele revela um acontecimento do seu passado que irá servir de inspiração para a garota.

Arya, Gendry e Torta Quente foram capturados e estão indo para Harrenhal. Arya ajudou Jaqen a se salvar, mas quem não teve tanta sorte foi Lommy. A morte dele foi tão chocante por parecer banal. O soldado matou o garoto como se ele não fosse nada e usando a agulha.

Vemos ver o que aguarda Arya e Gendry no maior castelo dos sete reinos.

Nota: 7.9

Game of Thrones: “The Night Lands” Crítica

Game of Thrones | 2×02 – The Night Lands

Temos que nos acostumar com novos povos e novos personagens em Game of Thrones. Se você leu o livro deve saber que esse universo é gigantesco. A HBO está conseguindo introduzir as novidade com sabedoria.

Dessa vez quem entra em cena é Pyke e os homens de ferro. Theon esperava ser exaltado com pompa em seu retorno, mas teve uma recepção fria tanto do povo – que nem se importou – como do pai Balon. Theon está sem moral alguma.

As melhores sequências de The Night Lands envolveram Tyrion. Como não amar este renegado Lannister? As interações dele com Cersei são empolgantes. Os diálogos afiados e cheios de ironia entre os dois podem ao mesmo tempo nos fazer rir como nos deixar preocupados. Cersei passou do limite aqui.

Mas Tyrion é esperto. Sua inteligência não permite confiar na suposta honra dos outros. Ele não quer cometer os mesmos erros de Ned. Uma de suas primeiras condutas como o Mão do Rei foi mandar o escorregadio Janos Slynt para a Muralha. Como confiar em alguém que mata crianças sem questionar e que traiu o Mão anterior?

O detalhe é que Bronn parece que também cometeria tal monstruosidade se fosse bem pago. Será mesmo?

No quase infinito deserto do outro lado do mar estreito a provação de Daenerys continua. Ela e sua pequena comitiva parecem apenas esperar a morte.

O número de postulantes ao trono é cada vez maior. Stannis teoricamente é quem teria o direito de sucessão, mas para chegar ao almejado trono ele terá que ir para a batalha. O seu exército é menor do que os outros, mas ele tem a misteriosa Melisandre ao seu lado e além disso considera ser o escolhido do senhor da luz. Será que isso bastará?

Gendry em um momento hilário descobre que está ao lado de Arya Stark. Aliás, uma das virtudes deste episódio foram justamente os diálogos que se destacaram pelo humor. Mas é um humor diferente, mais requintado, com ironias e presença de espirito. Game of Thrones é assim.

Este episódio abordou vários núcleos e consequentemente não houve tempo hábil para aprofundar nenhum deles. Tivemos pouca ação e nada exatamente comovente, mas os ótimos diálogos compensaram. Ah. E vislumbrar um caminhante branco também foi um ponto alto. A última vez que vimos um desses foi na estreia do seriado. Particularmente, considero genial esse desenvolvimento mais lento de uma das partes mais importantes da trama.

Nota: 8.1

 

Game of Thrones: “The North Remembers” Crítica

O cometa deixando o rastro vermelho acompanha quase todos os acontecimentos de The North Remembers.

Joffrey segue cometendo atos cruéis, muitos até mesmo repudiados por Cersei. Talvez Tyrion seja mesmo o mais indicado para tentar colocá-lo nos eixos. É o que Tywin esperava ao transformar o seu filho não muito querido no Mão do rei. Mas a maldade dos Lannister é proverbial. Eles parecem não ter peso na consciência e não hesitam em mandar matar todos os filhos bastardos de Robert, inclusive recém-nascidos. Cenas fortes aqui.

Pelo menos, Gendry está cada vez mais distante de Porto Real e acompanhado por Arya.

Os Starks seguem bem representados por Robb, que amadureceu bastante em pouco tempo. Ele segue vencendo batalhas e agora irá buscar uma aliança com Renly. Ter Jaime como cativo é uma vantagem que terá que ser bem usada. É quase um jogo de xadrez.

Finalmente passamos a conhecer o irmão mais velho de Robert. Até agora ele só haviam menções sobre ele. Stannis faz um tipo de pacto e renega todos os deuses antigos. Ela será fortemente influenciado por Melisandre, a Sacerdotista Vermelha. Há algo de sobrenatural em relação a ela, afinal ela se mostrou imune a um veneno que rapidamente consumiu um Meistre.

A patrulha da noite entra cada vez mais no Norte. Eles fazem uma parada estratégica na casa do repulsivo Craster, um homem que tem filhas com suas próprias filhas. Jon Snow se pergunta sobre o que é feito com os filhos. Calma Jon, mais para frente iremos descobrir.

Daenerys tem os seus dragões, mas falta água e comida. Ela e sua pequena comitiva terão que descobrir rapidamente uma saída para essa situação.

Game of Thrones não tem pressa em apresentar os inúmeros personagens presentes no livro. A trama vai enriquecendo aos poucos, permitindo que tenhamos tempo para absorver tudo sem nos sentirmos perdidos.  Este episódio inicial fluiu extremamente bem e nos deixou com a certeza de que este seriado continuará sendo sinônimo de qualidade.

E quanto ao significado do cometa, Osha é quem tem a explicação certa: DRAGÕES.

Nota: 9

Game of Thrones: “Fire and Blood” Crítica

Game of Thrones | 1×10 – Fire and Blood

A espada vertendo sangue e o desespero de Arya e Sansa confirmam o que vimos no episódio anterior. A primeira vez que assisti a Baelor tive uma pequena esperança de que algum milagre pudesse ter salvo Ned. Não mesmo.

Joffrey exala empatia ao fazer Sansa observar a cabeça do pai em uma estaca. E ainda manda o seu capacho dar uns tapas na cara dela, afinal um rei jamais deve bater em sua dama. Pelo menos, vemos que Sansa finalmente descobriu que está diante de um monstro. Fico pensando em como as coisas poderiam ter sido diferentes se ela tivesse empurrado ele lá para baixo. E ainda bem que Arya está momentaneamente a salvo.

Foi comovente ver os Stark sofrendo com a morte de Ned. Robb expressa sua dor e ódio praticamente destruindo sua espada em uma árvore. Está bem claro que ela e Cat irão se vingar de alguma forma. Ter Jaime cativo é um passo importante. Aliás, quanta frieza do Regicida ao admitir seus feitos passados, não é?

Jon parece finalmente compreender que ser um patrulheiro da noite exige sacrifícios. Parece que agora ele realmente está pronto para seguir esse caminho. Na próxima temporada veremos a patrulha da noite adentrando no sombrio e gelado lado de lá. O tempo irá dizer que perigos e mistérios os aguardam. O fato é que esse núcleo tem tudo para ser um dos mais interessantes de Game of Thrones.

Mas Fire and Blood é mesmo sobre Daenerys. A magia da bruxa não deu o resultado esperado. Drogo se tornou um pálido reflexo de quem foi. Ele está em um estado deplorável. Daenerys percebe que não há mais volta e decide lhe dar um fim digno. E para surpresa de todos, os ovos de dragão que foram queimados junto chocaram. Ela perdeu o filho, mas se tornou mãe de três dragões.

As possibilidades da segunda temporada são enormes. Vai ter batalhas, jogo político, caminhantes brancos, magia e dragões. O que mais poderíamos querer?

Nota: 9.1

Game of Thrones: “Baelor” Crítica

Game of Thrones | 1×09 – Baelor

Quando a tela preta no fim do episódio Baelor apareceu fui inundado por um misto de sentimentos. O que eu acabara de presenciar era algo forte, surpreendente e digno de um dos melhores seriados de todos os tempos. Depois de nove intensas horas de Game of Thrones, não vejo problema algum em fazer essa afirmação.

Mas antes de chegar ao acontecimento chave deste penúltimo episódio da temporada, vamos relembrar outras coisas que se passaram em Westeros.

Primeiro de tudo: A Guerra dos Tronos efetivamente começou. Talvez por questões econômicas as duas batalhas que aconteceram no episódio não foram mostradas. Vimos apenas o resultado final delas. Robb utilizou uma estratégia interessante, mas teve que mandar dois mil soldados para a morte. Ele não consegue esconder o peso na consciência por isso, afinal é filho de Ned. De qualquer forma, após um acordo com Walder Frey, Rob e 18 mil soldados atravessaram a ponte e conseguiram capturar Jaime Lannister.

As coisa estão cada vez piores para Khal Drogo. Aquele corte inocente infeccionou e a morte é quase certa. Desesperada, Daenerys pede para que Mirri Maz Duur faça o que for possível para salvá-lo. Um ritual de magia negra tem início. Se Drogo morrer, Daenerys conseguirá se manter no comando dos dothraki? Ela tem seguidores fieis, mas não parecem ser a maioria. E todos vimos como esse povo pode ser sanguinário.

Tivemos também dois momentos que se destacaram pela carga emocional. Na muralha, Meistre Aemon revelou suas origens nobres para Jon Snow e fez um discurso importante sobre honra e amor e as obrigações de um patrulheiro da noite. E quanto a Tyrion, Bronn e Shae? Inicialmente, o drinking game dos três nos proporcionou boas risadas, mas depois o papo ficou sério e não teve como não sentir pena de Tyrion. Não é fácil ter um pai como Tywin Lannister.

Mas voltemos ao momento fundamental do episódio, da temporada e também do seriado. Quantas vezes vimos o personagem principal de uma história ser eliminado tão cedo assim? Rapidamente começamos a admirar Ned por suas virtudes e personalidade, então quando aquela espada caiu ficamos realmente tristes. Mas tudo o que aconteceu antes indicava que esse seria de fato o seu destino. Ele foi corajoso quando ameaçou Cersei, mas errou ao refutar a aliança com Renly. Era apenas um lobo no meio de vários leões. E para piorar, havia Joffrey. Para Cersei e os outros do conselho bastava Ned admitir a traição e eles lhe dariam a chance de viver como patrulheiro. Para Joffrey isso era pouco. Ele quis fazer Ned de exemplo e mostrou como é desprezível.

Ned admitiu algo que não fez pensando na segurança das filhas, não havia outra opção. Infelizmente, Arya presenciou quase tudo. Ainda bem que Yoren estava em Baelor e pôde ajudá-la.

A guerra dos tronos começou impiedosa e imprevisível. Sorte nossa.

Nota: 9.6