George Romero e seu novo filme de zumbis

Survival of the Dead é o 6 filme de zumbis de George Romero, um cara que eu admiro bastante. A Noite dos Mortos Vivos e Dawn of the Dead são clássicos do gênero e são cultuados ainda hoje. Parece que esse será o último filme de zumbis do diretor e pelo trailer parece que teremos algo divertido.

É esperar para ver.

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E o Oscar 2010 vai para…

Guerra ao Terror (The Hurt Locker)

Ufa. Felizmente fez-se uma certa justiça. Acredito que Bastardos Inglórios é um filme superior a Guerra ao Terror, mas ambos são bem melhores que Avatar. Tivemos poucas surpresas na noite, uma delas foi Preciosa ter ganho o melhor roteiro adaptado.

Parabéns aos vencedores.

Filme
“Guerra ao Terror”

Direção
Kathryn Bigelow, por “Guerra ao Terror”

Atriz principal
Sandra Bullock

Ator principal
Jeff Bridges

Filme estrangeiro
“O Segredo dos Seus Olhos”

Animação
“Up – Altas Aventuras”

Documentário
“The Cove”

Ator coadjuvante
Christoph Waltz, por “Bastardos Inglórios”

Atriz coadjuvante
Mo’Nique, por “Preciosa – Uma História de Esperança”

Roteiro original
“Guerra ao Terror”

Roteiro adaptado
“Preciosa – Uma História de Esperança”

Direção de arte
“Avatar”

Fotografia
“Avatar”

Figurino
“The Young Victoria”

Maquiagem
“Star Trek”

Efeito especial
“Avatar”

Edição
“Guerra ao Terror”

Canção original
“The Weary Kind”, de “Coração Louco”

Trilha sonora
“Up – Altas Aventuras”

Edição de som
“Guerra ao Terror”

Mixagem de som
“Guerra ao Terror”

Fonte: folha online

Música da Semana: Tv on the Radio – Lover’s Day

Tv on the Radio
Uma banda formada em 2001 no Brooklyn, Nova Iorque. Eles sempre experimentam coisas novas nas músicas, provavelmente por terem muitas influências, como o rock alternativo, electro, jazz e soul. A melhor música deles chama-se Wolf Like Me, mas escolhi uma outra para colocar no blog. Trata-se da Lover’s Day, a última música do álbum mais recente e mais acessível deles, o Dear Silence de 2008.

A música é bacana e animada, mas o grande destaque é a letra. Reparem. Acredito que é a música mais sexy de todos os tempos.

Oh but the longing is terrible,
A wanton heart under attack.
I wanna love you,
All the way off,
I wanna break your back.

Colour of all that’s hysterical,
Travels along your bones.
Just to be near you sucking your skin,
Not gonna leave you alone.

Yes here of course there are miracles,
A lover that loves that’s one.

Groomed with the laughter,
Ecstatic disaster,
Come let’s arouse the fun!

We could build and engine,
Out of all your rising stars.

Tear apart the apart,
We seem to think we are.

Call of work let’s lay!
Call it lovers Day!
Call it lovers Day!!

Give me the keys to your hiding place,
Im not gonna tear it apart.
I’m gonna keep you week in the knees,
Try to unlock your heart.

You’re gonna turn me animal,
You’re gonna turn me dumb.
Your kiss in the night,
Bringing the light,
You’re like the rising sun.
I hunger for you like a cannibal,
Not gonna let you run.
I’m gonna take you,
I’m gonna shake you,
I’m gonna make you cum.

Swear to god it will get so hot,
It’ll melt our faces off.
Then we can see,
The you the me,
Beyond mirrors outside clock.
Held naked in the light,
Held gently,
Held tight,
So soft!
Get off!
Get off!
Ball so hard,
We’ll smash the walls,
Break the bed,
And crash the floors, don’t!
Stop! Laugh and scream!
And have the neighbors call the cops!
‘till all the eyes that they’ve seen our fire play!!

Mark it down,
Call it lovers Day!!
Yes here of course there are miracles.
Under your sighs and moans.
I’m gonna take you,
I’m gonna take you home.

Lost S06E06 Sundown

Lost 6×06
Infelizmente, estou sem tempo para fazer posts sobre Lost do jeito que eu queria, mas tô a fim de tecer alguns comentários sobre esse belo episódio. É um episódio do Sayid e isso quase sempre significa qualidade. Ele é um dos melhores personagens de Lost, talvez por ser o mais circular de todos. É possível um cara que tortura e mata ser essencialmente bom? Sayid tem a resposta para isso.

Sundown apresentou o flash-sideways mais fraco até o momento, por ser um tanto repetitivo em seu tema. Sayid não pode ficar junto de Nadia, pois ela é casada com o seu irmão. É mais uma vez o destino mostrando que algumas coisas não podem ser mudadas. Mais uma vez Sayid fala que não quer matar ninguém, mas algumas situações o obrigam a agir dessa forma.

Agora, dentro da ilha temos um turbilhão de coisas acontecendo. Dogen convence Sayid a matar Flocke. Claro, o ato não sai como o esperado e Flocke utiliza o seu poder de convencimento para atrair Sayid para o seu lado. Sayid se transforma numa maquína mortífera, assustando até mesmo Ben, que sempre foi o mestre do persuassão. Vejam o sorriso maligno na foto acima!

Kate fala para Claire que está com Aaron e por um momento eu achei que Claire pularia no pescoço de Kate e a mataria. Ela não fez isso, mas os olhos da loira indicavam que essa era a sua vontade.

As coisas estão bem divididas agora. Um grupo com o Flocke, representando as peças negras de um jogo de gamão e um grupo de Jacob, representado as peças brancas. Mas, será que o lado negro de fato é o lado mal? Será que Jacob não é apenas um masoquista que queriam se divertir com as pessoas e suas emoções? Faltam 10 episódios para o fim de Lost e as coisas esquentaram de um jeito fantástico.

O próximo episódio terá Ben como personagem principal. Tá na hora dele voltar a ser o Ben de antigamente.

Nota: 8

Os 5 piores vencedores do Oscar

Ocasionalmente, o pessoal da academia gosta de surpreender ao dar a estatueta da categoria principal para filmes fracos. Separei 5 filmes que eu considero um porre. Lembrem-se, é meramente uma opinião pessoal.

1. Gladiador (Gladiator, 2000)
Ridley Scott

Um épico frustrado. Apesar de algumas cenas interessantes dentro do coliseu, não é mais do que dramalhão de cunho pseudo-histórico enrolado e previsível.

2. Chicago (Chicago, 2002)
Rob Marshall

Em geral, gosto de manter distância de musicais. Os únicos que eu gosto são: All That Jazz, Moulin Rouge e Once. Chicago tem um ou outro número interessante, mas a história é besta como a maioria dos musicais e é um esforço hercúleo assistir ao filme sem dormir. Deve funcionar na Broadway, mas como eu não costumo vagar por esta avenida de New York, o que me importa?

3. O Paciente Inglês (English Patient, 1996)
Anthony Minghella

Como um filme destes ganha 9 Oscars? Arrastado, chato e com personagens não muito interessantes. A fotografia é bonita e temos uma boa participação Naveen Andrews (aka Sayid do Lost). Pouco, convenhamos.

4. Conduzindo Miss Daisy (Driving Miss Daisy, 1989)
Bruce Beresford

Boas atuações de Morgan Freeman e Jessica Tandy tentam salvar o filme, sem sucesso. São 99 intermináveis minutos que poderiam ter se transformado num filme tocante, mas que na verdade não passa de algo um tanto frio e superficial.

5. A Volta ao Mundo em 80 Dias (Around the World in Eighty Days, 1956)
Michael Anderson

O livro de Julio Verne é tão interessante. Por que esta aberração teve que ser feita e pior, ganhar um Oscar?

– Que filmes que ganharam o Oscar de melhor filme que vocês consideram ruins? Não precisam ter medo, ninguém é obrigado a gostar de tudo o que os outros gostam, certo?

Entre Irmãos

Título original: Brothers
Ano: 2009
Diretor: Jim Sheridan

Entre Irmãos é um drama de guerra que não consegue fugir de alguns clichês do gênero. Sam Cahill (Maguire) é o irmão “bom”. Tem um bom relacionamento com a mulher Grace (Portman) e os filhos, é organizado, respeitado e está prestes a ir para o Afeganistão. Tommy (Gyllenhaal) é o patinho feio da família. Acaba de sair da prisão, é nervosinho e tem algumas rusgas com o pai. Poucos dias depois de chegar no Afeganistão, Sam desaparece e é dado como morto. Isso arrasa a família, mas ao mesmo tempo, aproxima seu irmão Tommy da mulher Grace. Não demora muito e já podemos adivinhar que Sam não está morto coisa nenhuma.

É um filme previsível. Sabemos quase que exatamente quais os caminhos que a história vai tomar. O bom é que as atuações fazem tudo valer a pena, principalmente no caso de Tobey Maguire. Não tenho dúvida em afirmar que é o melhor trabalho dele. Uma indicação ao Oscar seria um reconhecimento mais do que justo. Pena que não ocorreu. Vocês podem achar que se trata de um filme bem meia boca, um drama de guerra familiar meio tosco, mas o fato é que as atuações compensam.

Sam é mais um daqueles casos de um soldado que não consegue se readaptar a vida fora dos campos de batalhas. Junte-se a isso um ciúme doentio e teremos um personagem explosivo. Não sabia que Tobey Maguire era capaz de fazer o que fez aqui. Sem dúvida é uma performance que não se pode deixar de conferir. Entre Irmãos é um filme de mediano para bom, com ótimas atuações e uma cena bem chocante em um campo de prisioneiros. Está longe de ser um Guerra ao Terror, mas merece uma ida ao cinema.

Nota: 7

The Pacific, “continuação” de Band of Brothers

Para quem curtiu Band of Brothers, The Pacific vai ser um prato cheio. Em vez de retratar o front europeu, The Pacific, como o nome já adianta, relata as batalhas que ocorreram no Japão. A mini-série vai seguir 3 marines durante o conflito, algo que me parece interessante. Um dos poucos defeitos de Band of Brothers eram os inúmeros personagens “principais”, que em alguns casos não permitiam uma aproximação emotiva com o espectador.

HBO é um atestado de qualidade, isso é inegável. Com produção de Tom Hanks e Spielberg podemos ficar tranquilos e esperar algo no nível de Band of Brothers.

Estreia em 14 de março, nos EUA.

Trailer de A Fúria dos Titãs

A Fúria dos Titãs estreia no Brasil no dia 2 de abril e promete levar bastante público ao cinema. Conta com os atores Sam Worthington, Ralph Fiennes, Liam Neeson, entre outros.

A julgar pelo trailer, estamos diante de um puro filme-pipoca sem maiores pretensões a não ser divertir. Se o filme empolgar como o trailer empolga, acho que poderemos ter um entretenimento razoável. Ninguém vai esperar um filme de arte aqui, certo?

O diretor é Louis Leterrier, o mesmo de O Incrível Hulk. Pelo menos a ação com qualidade está garantida. Já a história é um mistério.

clash of the titans – imdb

Música da Semana: The Rural Alberta Advantage – Edmonton

The Rural Alberta Advantage
Música da semana e banda do ano, pelo menos para mim. Conhecer Rural Alberta foi a melhor coisa em termos musicais que me aconteceu nos últimos tempos. Eles representam o indie rock canadense da melhor maneira possível. É um trio, formado por Paul Banwatt, Amy Cole e Nils Edenloff em 2005. Até o momento, só lançaram um álbum, o Hometowns em 2008.
As letras da banda são fantásticas, geralmente falando sobre cidades natais e corações partidos, sempre de uma maneira cheia de paixão e muito longe de ser exagero ou do melodrama. É o tipo de música que me faz pensar na vida e me deixa com um frio na espinha. Como uma banda tão boa é ainda tão desconhecida?
Aqui vai um exemplo do que estou falando, a música Edmonton – em versão ao vivo – com suas respectivas letras.

What’ll I do if you never wanna come back
Sittin in a city that is always on the attack
What’ll I do if you never want me back
Come with me come back we’ll live again

And what if I’m only satisfied when I’m at home
Sittin in a city that’ll never let me go
What if I’m only satisfied when I’m at home

What’ll I do if you never find me again
Sittin in a Province a million miles from my friends
What’ll I do if you never want me again
Come with me come back we’ll live again

What if I’m only satisfied when I’m at home
Sittin in a city that’ll never let me go
What if I’m only satisfied when I’m alone

Late at night
Sink your heart into mine
And I will never try
As you forget your northern lights

Late at night
Sync your hearbeat to mine
I will never try
To forget your northern lights

Gone away again
From this Alberta pen
And I will never try
To forget your northern eyes

Gone away again
From this Alberta pen
And I will never try
To forget your northern eyes

Baby then again
Under the lights at the Leg
And we will burn our eyes
Seeking out these purple nights

Baby then again
Under the lights at the Leg
And we will burn our eyes
Seeking out these purple nights

Download: The Rural Alberta Advantage – Hometowns

Simplesmente Complicado

Título original: It’s Complicated
Ano: 2009
Diretor: Nancy Meyers

O único pingo de (relativa) originalidade dessa comédia romântica é o fato do trio de personagens principais ter mais de 50 anos. Ao contrário da maioria dos filmes desse tipo, eles não são jovens na flor da idade e sim, pessoas mais experientes e vividas. Jane (Streep) e Jake (Baldwin) estão divorciados há 10 anos, mas a formatura do filho mais novo os aproximam. O problema é que Jake já se casou novamente e Jane não consegue aceitar a ideia de ter um caso com o ex-marido.

Esperava bem mais de um filme com Meryl Streep, Steve Martin e Alec Baldwin. Se não fosse por eles, Simplesmente Complicado seria simplesmente um lixo. Existem bons momentos aqui e ali graças a competência dos atores, mas é daqueles filmes que você logo esquece e jamais vai querer assistir novamente. A única cena realmente marcante envolve os três e uma web cam. O resto, esqueça.

Além de ser uma história  clichê e previsível, os personagens soam um tanto falsos e algumas situações chegam a ser constrangedoras, como exemplo, cito a quase revolta dos três filhos contra a mãe em uma cena pra lá de piegas e inverossímel. Que bando de gente chata. Por outro lado, acompanhar Alec Baldwin todo enciumado perseguindo a Jane é engraçado.

Apesar de não ser um filme totalmente ruim, é algo desnecessário e feito sem a menor paixão. Parece algo artificial para o público engolir e gastar uma grana. Foi um desperdício de talento e porque não, do meu tempo.

Nota: 5

Mais uma chance para Freddy Krueger

Eu considero A Hora do Pesadelo um excelente e divertido filme de terror. Infelizmente, as sequências foram destruindo Freddy Krueger aos poucos. No dia 30 de abril será lançado nos Estados Unidos mais um filme da série.

Será que podemos esperar por algo minimamente digno?

Difícil.

O diretor é Samuel Bayer, um cara desconhecido no mundo do cinema, pois é um diretor de video clipes. O cargo de roterista ficou para Wesley Strick, que está por trás de bombas como Doom e A Casa de Vidro, mas também foi o responsável pela história de filmes como O Cabo do Medo e Arachnophobia.

Sinceramente, espero mais um lixo americano.

Pelo menos o cartaz é legal.

Guerra ao Terror leva o BAFTA de melhor filme

Em uma disputa que pode ser considerada um dos principais termômetros do Oscar, Guerra ao Terror superou Avatar, o seu concorrente direto no Oscar. O filme dirigido por Kathryn Bigelow levou 6 prêmios, incluindo melhor filme e melhor diretor e Avatar, de James Cameron, foi vencedor de duas categorias.

É a primeira vez que uma mulher vence o prêmio de melhor direção no BAFTA.

Será que a história vai se repetir no Oscar?

Este blog acha que o Oscar vai dividir os dois principais prêmios da noite. Se Avatar vencer melhor filme, Bigelow leva melhor diretor. Se Guerra ao Terror levar a estatueta, James Cameron ganha o prêmio pela direção. Acho este segundo caso mais provável e mais justo.

No dia 7 de março teremos a resposta.

– por B.K.