Game of Thrones: “The Kingsroad” Crítica

Game of Thrones | 1×02 – Kingsroad

Já havíamos sido informados de que os lobos gigantes crescem rápido, mas há qualquer coisa de estranha em relação a passagem do tempo nestes dois primeiros episódios. Simplesmente, não temos a sensação de que algumas semanas se passaram desde a queda de Bran. Trata-se de um leve descuido da edição que compromete pouco a qualidade do episódio.

Em Kingsroad as atitudes de certos personagens já evidenciam muito bem suas personalidades. As diferenças entre as irmãs Sansa e Arya são gritantes. Enquanto Sansa sonha com príncipes encantados e com as afazeres das mulheres da corte, Arya quer brandir uma espada e brincar com os seus amigos, inclusive com o simplório filho do açougueiro. Ver Arya brincando com o coitado do Mycah foi a perfeita situação para Joffrey revelar o pirralho mimado e petulante que ele é. Infelizmente, isso custou a vida de Mycah e de Lady, a loba de Sansa.

Ao fazer com que Lady fosse sacrificada, Cersei mostra sua capacidade de controlar as situações da maneira que lhe convém, visando sempre algo maior. Um lobo a menos significa um Stark mais exposto, não é? Pois os lobos gigantes podem ser extremamente protetores, como mostrou Verão, que não hesitou em buscar diretamente a jugular do assassino contratado para dar fim a Bran.

Caetelyn ligou os pontos e chegou a conclusão de que houve uma trama para Bran ser assassinado inicialmente. O difícil vai ser saber o que fazer com essa informação. Ir contra a família real poderá ter sérias consequências.

Falando em consequências, Jon Snow tomou a decisão mais importante da sua vida até o momento. Ele escolheu vestir o preto e fazer parte da patrulha da noite. Muitos o cumprimentam por escolher esse caminho honrado, mas talvez ele tenha refletido sobre onde estaria a honra em servir no meio de assassinos e estupradores. É uma escolha aparentemente sem volta.

Daenarys surpreende o pequeno monstro Khal Drogo dentro de quatro paredes e dá indícios de que pode ser mais forte do que imaginamos. E percebam como os ovos de dragão estão sempre próximos ao fogo.

Como vai ser recorrente no restante do seriado, Tyrion se destaca bastante. Ao desferir três belas bofetadas no aporrinhante Joffrey ele conquista boa parte do público. E ele ganhará ainda mais nossa simpatia com seus diálogos perspicazes.

O título kingsroad vem do caminho percorrido pela comitiva do rei de Winterfell até Porto Real. Uma viagem nada agradável, principalmente para os Stark e para o já saudoso filho do açougueiro. A partir de agora um adjetivo vai poder ser bem empregado para definir Game of Thrones: imprevisível.

Nota: 8.9

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Crítica | The Post – A Guerra Secreta

Ninguém em sã consciência pode duvidar da capacidade de Steven Spielberg de contar boas histórias. The Post é mais um exemplo recente de que o diretor ainda tem lenha para queimar. Apesar da trama se passar nos anos 1970, sua essência é algo que jamais deixará de ser relevante.

Baseado em acontecimentos reais, o filme retrata o emblemático caso dos “papeis do pentágono”, um documento que comprovava que os Estados Unidos não tinham a menor chance de vencerem a Guerra do Vietnã. Esse documento caiu nas mãos do The Washington Post, que enfrentou um verdadeiro dilema antes de publicá-lo. A pressão vinda da Casa Branca era muito forte, inclusive com promessas de um processo judicial que poderia levar os responsáveis pela publicação para a cadeia. É claro que a imprensa muitas vezes é responsável por um desserviço à sociedade ao impulsionar noticias falsas – principalmente nos tempos atuais -, mas aquele caso mostrou como uma matéria certa no momento certo pode colaborar para trazer a verdade a tona.

The Post é um tanto arrastado no seu primeiro ato, mas a medida que as coisas avançam a tensão aumenta. Mesmo sabendo os rumos do roteiro, não há como não se envolver com uma situação tão relevante, ainda mais com um Spielberg inspirado. Meryl Streep e Tom Hanks oferecem boas atuações e o resto do elenco é extremamente sólido, inclusive com atores que se destacaram em seriados recentemente.

Além da questão dos “papeis do pentágono” o outro tema de destaque é a quebra de barreiras por parte de Kay Graham, a primeira mulher a comandar uma empresa que ficou na lista das 500 mais importantes da revista Fortune. Ela possui o único arco do filme, já que aos poucos vai ganhando a confiança necessária para fazer o que acha certo. É justamente em alguns momentos com Kay que Spielberg dá uma exagerada na pieguice, mas o que importa é que ele conseguiu eternizar essa editora americana que foi essencial para a imprensa como um todo.

Junto com Ponte de Espiões, The Post é uma prova de que Steven Spielberg não perdeu a mão. Temos que aceitar o fato de que deslizes como Jogador Número 1 podem acontecer.

Nota: 7

Crítica: “Trench”, Twenty One Pilots

1. Jumpsuit
2. Levitate
3. Morph
4. My Blood
5. Chlorine
6. Smithereens
7. Neon Gravestones
8. The Hype
9. Nico and the Niners
10. Cut My Lip
11. Bandito
12. Pet Cheetah
13. Legend
14. Leave the City

Apesar do estrondoso sucesso de músicas como Stressed Out e Heathens eu nunca havia me interessado muito pelo duo americano Twenty One Pilots. As coisas mudaram após o ambicioso Trench. Com uma produção brilhantemente elaborada e uma primeira parte quase perfeita, o mais recente álbum de Tyler Jospeh e Josh Dun é uma experiência revigorante. O amadurecimento da dupla salta aos olhos. As letras investem na narrativa do mundo fictício de Dema e aí somos brindados com uma história que estimula a discussão de temas relevantes. Há um lado pessoal bastante evidente em boa parte das letras, o que deixa tudo mais rico. Músicas como Morph, My Blood e Chlorine possuem estruturas inspiradas que facilmente nos viciam. A mistura de gêneros que o duo gosta de trabalhar deu muito certo aqui. Elementos do rock, R&B, rap, indie eletrônico e até reggae se unem de maneira coesa, sem exageros. Não sei se todos concordam, mas notei similaridades com bandas como MGMT e Linkin Park. O que sei é que Trench irá fazer parte da lista de melhores do ano de muita gente. Merecidamente.

Nota: 8

 

Crítica | Oeste Sem Lei (2015)

Como um profundo admirador do western é impossível eu não me empolgar com algo como Oeste Sem Lei. Em apenas 84 minutos de duração, o filme consegue nos presentear com uma verdadeira lufada de ar fresco dentro do gênero. Jay Cavendish é um jovem escocês que cruza o oceano atlântico em busca de sua amada. Jay claramente não está preparado para a hostilidade do velho oeste. Ele é um garoto educado e sensível no lugar errado e na época errada. Mas para ele, vale a pena correr todos os riscos para encontrar Rose.

No meio do caminho ele irá contratar Silas para guiá-lo e servir como um guarda-costas. Silas é um experiente cowboy. Ele sabe contornar os perigos e resolver boa parte dos problemas que se colocam diante deles. Há tempo para que uma inevitável amizade entre os dois surja, mas esperem por uma ou outra reviravolta.

Mesmo com uma curta duração, Oeste Sem Lei não se preocupa em apressar as coisas. O diretor John Maclean opta por investir em algumas sequências mais calmas que permitem que o público se encante com o cenário exuberante. Aliás, as filmagens foram feitas na Nova Zelândia e é impressionante constatar que conseguimos nos sentir no oeste americano. A química entre Jay e Silas também é um dos grandes trunfos do filme, com direito a diálogos inspirados e divertidos.

Mas não podemos nos enganar. O oeste não é lugar para qualquer um. Qualquer erro pode significar o fim de uma vida. Naquela época, não se pensava muito antes de apertar o gatilho.

Esta é uma experiência essencial para os amantes do gênero.

Nota: 8

Crítica | Vingadores: Guerra Infinita (2018)

Acredito que existam dois motivos principais para Vingadores: Guerra Infinita funcionar tão bem. O primeiro é a nossa familiaridade com a maioria dos heróis. Foram anos de diversos filmes solo que nos aproximaram de nomes como Tony Stark, Steve Rogers, Peter Parker e muitos outros. Sem todo o background que foi construído a experiência não seria tão eficiente.

E o outro motivo? É claro que é Thanos.

Thanos está naquele seleto grupo de vilões cujas motivações são claras. Ele tem uma história capaz de justificar suas ações e uma personalidade com nuances. E para completar, ele é extremamente perigoso. Thanos é realmente uma ameaça para os heróis e para o mundo inteiro, ainda mais se ele conseguir colocar suas mãos em todas as jóias do infinito.

Mesmo com cerca de 2 horas e meia, Vingadores: Guerra Infinita nunca é cansativo. As cenas de ação empolgam e são um pouco mais violentas do que o normal para a Marvel. O humor é inserido com sabedoria, geralmente com diálogos perspicazes nos momentos certos. São muitos personagens, mas não há confusão. A intensidade aumenta numa crescente até culminar em um desfecho que almeja ser épico.

Eu digo que almeja pois as corajosas decisões tomadas pelo roteiro podem ir por água abaixo no próximo filme. Nos resta torcer para que isso não aconteça.

Nota: 8

Resenha de Livro: O Mundo Conhecido

O Mundo Conhecido foi premiado com o Pulitzer de ficção em 2004. Este foi o segundo livro do autor americano Edward P. Jones. A história se passa no período próximo a deflagração da Guerra Civil Americana e foca em algumas gerações de escravos e donos de escravos. Um livro que consiga transmitir um pouco de como era sofrida e absurda a vida dos escravos deve ser valorizado. O Mundo Conhecido faz isso de maneira contundente e respeitosa. Confesso que demorei um pouco para me acostumar com as idas e vindas no tempo e quase me atrapalhei com o excesso de personagens, mas assim que consegui absorver a essência do material percebi a sua grandeza. Mesmo que você se considere um conhecedor da escravidão no continente americano, é bem possível que descubra aqui situações que nunca havia imaginado antes. Infelizmente, a maior parte delas passa longe de ser agradável.

Nota: 7

Crítica: Columbus (2017)

Columbus pode ser classificado como um pequeno grande filme. Discretamente pretensioso, sutil e trabalhando com temas do mundo real, é uma experiência que vai nos conquistando aos poucos. Casey e Jin estão passando por tipos diferentes de crise e acabam se conhecendo em meio a cidade de Columbus, Indiana. Eles tem em comum a arquitetura. Casey é uma entusiasta do assunto e Jin é filho de um renomado arquiteto. O pai de Jin estava na cidade para uma palestra, mas acaba ficando doente. Várias são as sequências que investem em diálogos cheios de significado entre os dois. São personagens que ganham vida e que passamos a nos importar. Ambos estão em meio a conflitos que podem definir seus futuros, mas nada é forçado. A naturalidade é um dos trunfos aqui. O diretor Kogonada consegue ainda explorar a beleza ímpar de alguns edifícios da cidade, fazendo de Columbus um filme extremamente bonito. Não pude deixar de me lembrar de Encontros e Desencontros e Paterson em alguns momentos. Se você gosta desses dois filmes as chances de gostar de Columbus são grandes.

Beasts of No Nation

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Em alguma nação africana cujo nome não nos é revelado, Agu é só mais uma criança que corre, brinca e apronta. Ele e sua família possuem dificuldades econômicas óbvias, mas o amor está presente e eles se viram da melhor forma possível.

Tudo muda quando irrompe uma Guerra Civil na região. Soldados armados ignoram qualquer resquício de decência e em um piscar de olhos o menino Agu tem sua infância roubada.

Agu foge pela floresta, mas logo é capturado por um grupo de soldados que tem como líder um homem mais velho chamado O Comandante. Se quiser sobreviver, Agu terá que ele mesmo se transformar em um soldado. Passado algum tempo, ele já não é mais o mesmo. Cigarro na boca, álcool no sangue, uma metralhadora na mão e um olhar que demonstra que inocência não faz mais parte dele.

Beasts of No Nation faz um bom trabalho ao adaptar para o cinema o material original. O diretor Cari Joji Fukunaga consegue criar cenas esteticamente belas, mas essencialmente brutais. Várias são as sequências em que sentimos necessidade de desviar o olhar. Isso acontece não por elas serem exageradamente gráficas ou viscerais, mas por vermos crianças e jovens cometendo as atrocidades.

Crianças? Não mais.

O meio fez com que as crianças se transformassem em assassinos. Beasts of No Nation, além de funcionar como obra cinematográfica, é um importante lembrete de uma situação tão triste como essa.

Não bastasse a violência dos conflitos e o vício em drogas, elas ainda acabam sendo vítimas de abuso sexual.

Como vocês podem ver, este é um filme difícil. Mas apesar de tudo, existe sempre um pouco de esperança e conforto em sinceros laços de amizade.

Como a história é contada pelo ponto de vista do garoto Agu, ficamos ainda mais investidos neste personagem. A atuação de Abraham Atta é memorável. Felizmente, ele foi lembrado em importantes premiações como o Film Independent Spirit Awards.

Além disso, o público está aí para enaltecer esse jovem ator e esse filme pesado, mas extremamente relevante.
IMDb

Resenha de Filme: Os Gritos do Silêncio (1984)

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Vários aspectos de Os Gritos do Silêncio colaboram para fazer dele um filme de guerra perturbador e comovente. Temos aqui uma história baseada em dolorosos fatos reais. Acompanhamos a Guerra Civil do Camboja na perspectiva de um correspondente estrangeiro do New York Times e de um jornalista local. Sydney Schanberg e Dith Pran, mais do que colegas de trabalho, são amigos verdadeiros. Quando o comunista Khmer Vermelho assume o poder e propaga atrocidades por todo o território, os estrangeiros são obrigados a deixar o país. Infelizmente, Dith Pran não consegue sair e vai viver o martírio nas mãos dos seus captores, assim como outros milhões de cambojianos que não se adequavam a ideologia do Khmer.

O filme é dividido em duas partes, sendo que a parte final, totalmente dedicada a Dith Pran, é o grande destaque. Sofremos ao ver Pran enfrentando as agruras da escravidão e torcemos para que ele finalmente consiga escapar. As tentativas de fuga são momentos de verdadeiro suspense e agonia. Tudo isso torna-se ainda mais chocante quando sabemos que o ator Haing S. Ngor teve essas mesmas experiências. Piores, até. Este foi o primeiro trabalho dele no cinema. Não era um ator profissional (era um médico refugiado), mas transmitiu o desespero da situação como poucos conseguiriam.

O diretor Roland Joffé mostra toda essa história de uma maneira bem realista e focando nos personagens. As cenas de conflitos são poucas, mas bem dirigidas. Filme essencial.

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Resenha de Filme: Moscou Contra 007 (1963)

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Já assisti a um bom número de filmes de James Bond, mas pouquíssimos deles chegaram a realmente me empolgar. De cabeça, menciono três: Skyfall, Casino Royale (2007) e Moscou Contra 007, nessa ordem de preferência. Dono de um ritmo dinâmico empregado pelo diretor Terence Young, diálogos cheios de presença de espírito e uma atuação inesquecível de Sean Connery, Moscou Contra 007 fez muito sucesso com o público e ganhou o coração dos fãs do agente secreto britânico. Este é o segundo da série e foi o momento em que aspectos característicos da franquia surgiram. Temos aparatos inovadores e perigosos, bond girls e competentes cenas de ação. A perseguição de Bond por um helicóptero talvez seja o ponto alto. Aliás, não tem como ver essa cena e não lembrar de Intriga Internacional de Hitchcock. Mesmo estando longe de ser o meu tipo de filme preferido, não posso deixar de reconhecer suas qualidades, sendo a principal delas a capacidade de nos divertir.

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Crítica: Memórias do Subdesenvolvimento (1968)

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Com um ínfimo conhecimento sobre o cinema cubano fui assistir a Memórias do Subdesenvolvimento, um dos filmes mais elogiados já produzidos naquele país.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi o estilo bem peculiar que o diretor Tomás Gutiérrez Alea utilizou para contar essa história, misturando ficção e realidade. Tudo se passa na Havana do começo da década de 1960, logo após a revolução socialista e o embargo americano a Cuba. O personagem principal é Sergio, um intelectual alienado por opção. Os familiares dele abandonam o país para tentar uma vida melhor nos Estados Unidos, já Sergio decide ficar e encarar as mudanças sociais da maneira que lhe compete: tecendo críticas a falta de bons produtos nas lojas, observando que o povo está cada vez mais ignorante e buscando diversão no álcool e nas mulheres.

Como podemos ver, Sergio quer viver a vida sem se preocupar.

Memórias do Subdesenvolvimento tem um estética ao mesmo tempo caótica e fascinante. Trata-se de um trabalho um tanto experimental. A opção por mostrar depoimentos de personagens históricos, recortes de jornais e gravações de rádio colabora para que o público consiga imaginar como era viver naquele momento. Demorei um tempinho para me adaptar ao filme, mas quando isso aconteceu passei a aproveitar cada vez mais. Ousado e provocativo, merece ser visto por quem gosta de História e de cinema

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Review: Game of Thrones 5×08 – Hardhome

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A quinta temporada de Game of Thrones estava bem fraquinha, até que as coisas começaram a melhorar no episódio da semana passada. Agora, após esse ótimo ‘Hardhome’, dá para dizer que o seriado finalmente voltou a empolgar.

Este oitavo episódio nos ofereceu aquela ótima mistura de intriga, tensão e ação que sempre esperamos.

Primeiro devo falar sobre a parte que menos me interessou: Arya se passando por uma vendedora de ostras, mexilhões e berbigões (o que seria isso?). Será que ela está pronta? Para o Deus de Muitas Faces isso não importa e confesso que para mim também não. Acredito que esse arco narrativo de Arya vai render bons momentos no futuro, mas o caminho está sendo árduo e entediante.

Cersei está pagando pelos os seus pecados. Acusada de fornicação, traição, incesto e pelo assassinato de Robert, ela é ‘aconselhada’ a confessar os crimes que cometeu. Vejam a sinistra mudança na vida de Cersei. Antes uma das pessoas mais poderosas e temíveis de Westeros, agora escorraçada, tomando bordoadas de uma desconhecida e tendo que lamber o chão para ingerir um mínimo de água. Tudo o que ela pode fazer é torcer para que Jaime volte o mais rápido possível, já que o rei Tommen e nada é mesma coisa.

O momento emotivo se deu no encontro entre Sansa e Theon. A garota Stark descobre que seus dois irmãos estão vivos! Acredito que Theon ainda poderá experimentar algum tipo de redenção. Veremos.

Vamos para as melhores sequências?

Como foi bacana presenciar o encontro de dois dos personagens mais queridos? Tyrion e Daenerys tiveram uma conversa das mais reveladoras. A Mãe dos Dragões não é burra! Ela percebeu que ainda lhe falta experiência para comandar um reino e viu que ter Tyrion ao seu lado pode lhe render ótimos frutos. Os dois se entenderam rapidamente e criaram uma admiração mútua. E ela ainda deixou uma ameaça no ar: eu não vou parar a roda, vou quebra-la. Ela está dizendo que pretende dizimar todas as famílias importantes de Westeros? Veremos.

E agora chegamos na espetacular parte final. Jon Snow e Tormund foram em busca de selvagens dispostos a se unirem a eles no embate contra os caminhantes brancos. O ódio que o povo do lado de lá muralha nutre pelos do Sul é impressionante. Alguns resolvem deixar o rancor de lado e formalizar a união. O problema é que justamente neste momento os caminhantes brancos resolvem atacar e temos uma verdadeira carnificina, com direito a cenas de ação frenéticas e empolgantes, parecidas com aquelas que vimos no episódio 9 da temporada passada. Ficou evidente o poder dos Caminhantes Brancos.

Como já havia sido dito anteriormente, a verdadeira guerra é essa. Quando vemos a capacidade de destruição dos caminhantes pensamos que todos os outros deveriam se unir para impedir o brutal avanço deles. Dá para dizer que o inverno chegou, não acham?

Eis aqui um episódio que passou voando, que oferece boas doses de ação, desenvolvimento da trama e personagens e um breve momento de sentimentalismo. Como a atmosfera está cada vez mais carregada e série não houve muitas oportunidades para o humor, mas devo dizer que ri da reação de Tormund frente ao tal Senhor dos Ossos.

Agora que venha o sempre muito esperado nono episódio!

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