Crítica | Back in Time (2015)

Cresci vendo e revendo a trilogia De Volta Para o Futuro. Foram tantas às vezes que assisti a dupla Marty McFly e Doutor Brown em ação que sei muitos diálogos de cor. É difícil eu passar mais de dois anos sem revisitar a adorada Hill Valley. Na minha sala de TV tem até um quadrinho do filme com a expressão: great scott!

Como um fã da trilogia e de tudo o que ela representa, confesso que esperava um pouco mais do documentário Back in Time. Talvez fosse pedir demais se considerarmos o baixo orçamento, mas queria ver certos assuntos relacionados aos filmes melhor explorados.

O documentário é dividido em duas partes. Na primeira, temos umas pinceladas sobre a produção e entrevistas com alguns atores e atrizes. Na segunda, vemos como os filmes foram e ainda são importantes para vários fãs. Tem gente dedicando a vida para criar um skate voador, por exemplo.

É sempre curioso ver como um simples filme pode ter tanto impacto na vida de alguém.

Dois momentos me chamaram mais a atenção: Robert Zemeckis afirmando peremptoriamente que não irá fazer uma continuação e as sequências mostrando Eric Stoltz como McFly.

Eric Stoltz é um ator competente, mas ele estava com uma pegada bem diferente do que os produtores desejavam. Talvez se ele tivesse sido mantido no elenco, De Volta Para o Futuro não seria esse ícone cultural que é.

Mesmo passando longe de ser um documentário definitivo sobre a trilogia, Back in Time é uma experiência bem intencionada merecedora de elogios.

Nota: 7

Anúncios

Crítica: De Volta para o Futuro (1985)

Uma das trilogias mais amadas do cinema não poderia ficar de fora do Cultura Intratecal. Honestamente, já perdi as contas de quantas vezes assisti aos três filmes, sempre vibrando com as sequências de ação e admirando todos os detalhes e semelhanças em relação a Hill Valley de 1885, 1955, 1985 e 2015.

O primeiro é o meu preferido da trilogia, por pouco, mas é.

Toda a aventura de Marty McFly nos anos 1950 me fascina. Sem querer, ele acaba interferindo no relacionamento dos próprios pais, algo que pode ter consequências desastrosas.

As risadas estão garantidas nos momentos em que Marty, típico garoto dos anos 80, se complica com as diferenças encontradas nos anos 50, como no fato de não existir a “Pepsi Free” que ele gosta e na dificuldade que ele tem ao tentar abrir uma garrafa de refrigerante.

Mais do que isso, De Volta para o Futuro brinca com nosso imaginário ao mostrar Marty vendo o dia a dia dos pais quando jovens e interagindo com eles. Acredito que todos já pensaram em como deviam ser as coisas na época dos pais e o filme oferece isso de um jeito bem divertido.

Para completar, somos conquistados quando o roteiro nos faz acreditar que uma ação é capaz de mudar todo o nosso futuro. É isso que George McFly prova quando enfrenta Biff Tanen e muda a sua vida para melhor. A diferença da “química” entre George e Lorraine no início e no fim impressiona, assim como outros detalhes.

As vezes nem pensamos sobre isso, mas certas atitudes que tomamos são cruciais para nos definirem. De Volta para o Futuro mostra isso de maneira engraçada e encantadora. Pena que na vida real não dá pra voltar no tempo caso a gente tenha feito uma escolha errada.