Crítica: Caro Diário (1993)

Dividido em três partes, Caro Diário é um filme autobiográfico de Nanni Moretti que colecionou alguns prêmios no começo dos anos 1990. A primeira parte mostra o diretor passeando por vários locais de Roma com sua vespa. Misturando humor, críticas e nostalgia, o autor não abandona a leveza ao comentar assuntos relevantes para ele. Aqui ele expõe sua admiração pelo filme Flashdance e também confessa não entender como alguém poderia elogiar Retrato de um Assassino. A trilha sonora inspirada e a fotografia belíssima quase são capazes de nos hipnotizar. A segunda parte se passa em algumas ilhas e faz o filme perder um pouco a força, apesar de possuir momentos engraçados. A terceira parte é sobre a epopeia de Moretti para finalmente receber o diagnóstico correto do prurido que teve por meses. Por mais séria que tenha sido a situação, o diretor nos conta sobre as inúmeras consultas e tratamentos inúteis com um humor peculiar. Caro Diário mostra que a jornada no mundo particular de um criador é sempre uma experiência fascinante.

Nota: 9

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