Crítica: Terra Tranquila (1985)


Zac Hobson engana-se quando sai para trabalhar achando que vai enfrentar mais um dia normal. Logo ele percebe que não há ninguém nas ruas de sua cidade, nos estabelecimentos comerciais, no local onde trabalha e do outro lado da linha quando tenta fazer ligações. Pelas estradas os carros estão abandonados. Tudo é vazio e silêncio. Uma pesquisa no computador do laboratório revela que também não há sinal de vida em outros países. O que aconteceu? Será que Zac é a última pessoa na face da Terra? Aos poucos ele vai aceitando o fato de que não existe ninguém além dele. Durante a primeira metade do filme acompanhamos Zac lidando com essa inesperada solidão. A cidade transforma-se em um verdadeiro parque de diversões para ele, que para passar o tempo improvisa um discurso para personalidades de papelão, toca saxofone na chuva, passeia de carro dentro do shopping e ainda conduz um trem despreocupadamente. Podemos sentir o fascínio de Zac por poder fazer o que bem entende, mas essa alegria inicial se transforma em loucura e desespero, algo que fica evidente quando ele diz que foi condenado a viver e cogita o suicídio. Infelizmente, como acontece em boa parte dos filmes com essa temática, a qualidade não se mantém no terceiro ato. Parece que os roteiristas não sabiam como terminar a história e aí adicionaram cenas e conflitos desnecessários, diálogos vazios e um desfecho cuja ambiguidade mais atrapalha do que ajuda.
6/10

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3 comentários sobre “Crítica: Terra Tranquila (1985)

  1. Bruno, você, definitivamente, deve ser a pessoa que eu conheço que mais assiste a filmes de ficção científica. Já, já, tu para no Guinness Book. 🙂

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