Crítica: Super 8 (2011)

Assistir a Super 8 me fez lembrar daquelas tardes ociosas dos anos 90, nas quais você almoçava com tranquilidade, jogava um video-game e torcia para que um bom filme passasse na sessão da tarde. Quem não gostava de ver e rever Os Goonies, Conta Comigo e ET? Este novo trabalho de J.J. Abrams tem um ar nostálgico que agrada, além de ser uma clara homenagem ao cinema de Spielberg. A história de Super 8 é das mais simples quando aborda o gênero da ficção científica, mas se destaca pela nostalgia e por investir no relacionamento dos seus personagens principais: as crianças que querem fazer um filme de zumbis. O acidente de trem é filmado de uma maneira exagerada, mas é justamente por isso que é tão marcante. A partir daí um ar de conspiração toma conta, com a óbvia presença dos militares pela cidade, que querem esconder alguma coisa importante da população. Ainda sobra espaço para um conflito entre pai e filho, algo comum na filmografia do Spielberg e também para bons momentos de humor que fazem referência àquela época, como o uso dos walkman e o próprio filme de zumbis feito pelas crianças, que provavelmente foi inspirado pelos primeiros trabalhos de George Romero. Pode ter faltado uma narrativa mais interessante e um cuidado maior com o lado da ficção, mas é sempre agradável ver um filme que te faz lembrar de coisas boas que não voltam mais.
7/10

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14 comentários sobre “Crítica: Super 8 (2011)

  1. É isso, o clima nostálgico, as referências à Spielberg, os meninos e sua Super8 (e o resultado nos créditos), são a melhor coisa do filme, a trama por trás do monstro foi que não me agradou…

    bjs

  2. Infelizmente, acabei perdendo este filme nos cinemas. Arrependo de não ter tentado o suficiente. As reações são adversas, alguns amam, mas outros acham apenas “bom” – como você.

  3. O clima nostálgico é o forte desse filme, especialmente para quem cresceu ali no final da década de 80/início dos anos 90. Além disso, adorei a forma como J.J. Abrams emulou o passado para mostrar o quanto ele pode render, como diretor e roteirista, no futuro. Ficaria muito feliz se o roteiro desse filme pudesse ter alguma chance de indicação ao Oscar 2012.

  4. Pois é, pra mim o filme foi inteiramente saudosista. E apesar do roteiro simples, o modo que as coisas foram construidas ( o que não seria diferente, com Spielberg no meio) faz o filme ser grande.

    Abs!

  5. “Super 8” começou pra mim como o melhor filme do ano, pois a minha empolgação era tanta que eu via além do que estava na tela. Mas o filme foi caindo conforme avançava, mas ainda o meu veredicto é bem positivo. Abs!

  6. J.J Abrams me decepcionou um pouco, ficou muito nostalgico, muito oitentista … Poderia ser melhor!

  7. O filme tem os seus defeitos, principalmente na construção dos personagens adultos e na trama do recheio do filme.
    O início e o filme dos meninos nos créditos são possivelmente os pontos altos. E confesso que esses momentos, aliados ao clima de nostalgia, me contaminaram e eu não pude deixar de adorar Super 8!

  8. Eis um filme que precisarei rever em DVD para avaliar meus verdadeiros sentimentos. Em princípio minha nota combina com a sua, Bruno. Fui ao cinema com elevadas expectativas, na platéia havia um grupo de adolescentes bagunceiros e preferi o início ao final de Super 8. Conta Comigo e Goonies até hoje me encantam.

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